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Eleições 2020 - confira neste post as principais propostas dos três candidatos à presidência do Corinthians

2020.11.04 18:00 PolylingualAnilingus Eleições 2020 - confira neste post as principais propostas dos três candidatos à presidência do Corinthians

Boa tarde, nação corinthiana do Reddit. Estamos fazendo este post para deixar mais claras as propostas (já postadas em posts separados) dos três candidatos à presidência, sem precisar ir a outro site ou ver vários posts diferentes.
Aqui seguem as propostas dos 3 candidatos, em ordem alfabética.
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Augusto Melo:

1 - Gestão Meritocrática

Criar um plano com metas e objetivos. Gerir o Corinthians de forma clara, objetiva, profissional e organizada, com responsabilidade com os ativos financeiros, físicos, tecnológicos e humanos.
Administrar o clube para orgulho de cada corintiano, com uma visão de futuro e de vanguarda. Ter profissionais qualificados nas áreas e com perfil vencedor.

2 - Financeiro

Recuperação da credibilidade financeira e moral. Apresentar os ativos de valores da marca e de sua torcida e o seu grande potencial financeiro para toda e qualquer ação.

3 - Jurídico

Ter uma equipe profissional de grandes advogados especialistas em áreas distintas, que blindem o Corinthians.
Contratar especialistas nas áreas de: compliance (conformidade), trabalhista, esportivo, empresarial e recuperação de créditos.

4 - Clube social

Desenvolver uma administração independente para o clube social, com gestão de custos e gastos para torná-lo autossustentável. Aumentar o número de associados com atrações que o clube possa dispor, decorrente da excelente localização que se encontra.
Modernizar o clube e criar uma referência de espaço multiuso para os sócios de forma autossustentável juntando conveniência, diversão, segurança e entretenimento aos sócios e aos corintianos.
Criar uma rede de hotéis do Corinthians, começando pelo clube e depois no CT, adotando o sistema "timeshare", que dá a garantia ao Corinthians de ter receita mesmo em baixa temporada de férias ou eventos. Oferecer clube, parque, shopping e hotel num único espaço.
Trabalhar para fazer com que a mulher tenha maior participação na vida do clube, como o direito ao voto do sócio 01, por exemplo.

5 - Arena

Transformar a Arena numa grande fonte de espetáculos e de atrações comerciais e corporativas, transformando-a num grande polo esportivo, cultural e de entretenimento de São Paulo.
Restabelecer o domínio administrativo e financeiro da Arena. Revisar e renegociar os acordos vigentes.
Todos os jogos na Arena serão um espetáculo.

6 - Futebol

Desenvolver um departamento de futebol do clube vencedor, com administração séria, transparente e competente. Os atletas que vierem a jogar no Corinthians serão valorizados por toda a estrutura profissional em que estarão inseridos e, por isso, serão cobrados também pelo profissionalismo esportivo e de conduta. Um time forte se faz com atletas fortes e com planejamento pautado nos resultados, esportivos e financeiros.
Será oferecida uma gestão de marca e curadoria aos jogadores. Desenvolveremos e manteremos novos ídolos para o Corinthians. Teremos um time de futebol montado com verdadeiros guerreiros e que jogarão com o ímpeto de vencedores.
Na base, desenvolver o departamento com efetiva formação de atletas. Já no futebol feminino, ser referência esportiva, administrativa e de marketing. Utilizar premissas de desenvolvimento do futebol masculino no feminino.
Nas negociações, ter critérios pré-estabelecidos que serão rigorosamente cumpridos, satisfazendo os objetivos do atleta e do Corinthians, não dos empresários.
O time irá treinar no clube social uma vez por mês. A sirene do Parque São Jorge será tocada nas apresentações dos jogadores.
Queremos ser referência também nos departamentos de estatística, médico, de fisiologia e fisioterapia esportiva.

7 - Ingressos

O valor do ingresso será congelado durante um ano. Crianças abaixo de oito anos não pagarão ingresso. O programa Fiel Torcedor será aprimorado e com de abrangência nacional. A cada jogo do Corinthians, uma família que nunca assistiu a uma partida do time será beneficiada com uma ida ao estádio para acompanhar o espetáculo.

8 - Corinthians Solidário

Em todos os jogos mil ingressos serão disponibilizados para pessoas carentes.
A cada partida os torcedores poderão entrar numa plataforma e assinalar quantas cestas básicas eles doarão para uma entidade assistencial a cada gol marcado pelo Corinthians. Esta promoção faz com que, a cada jogo, seja criada uma “Bolsa de Apostas do Bem”.

9 - Shows e eventos

Será criado um calendário de eventos para o clube. No Parque São Jorge, serão realizados shows a preços populares. Na Arena, grandes eventos.

10 - Institucional

Reestruturar todo o projeto de iluminação do clube, batizado de "Projeto Lampião", nome inspirado na história de criação do Corinthians.
Enaltecer os ídolos que escreveram a história de conquistas e vitórias do Timão.
Desenvolver uma metodologia de incentivo aos esportes amadores do Corinthians, valorizando futuros atletas e incentivando a prática do esporte em suas diferentes modalidades e características, com incentivos fiscais federais e estaduais.
Pensando nos jovens, o Corinthians terá uma das mais importantes e modernas arenas de e-sports do Brasil.
Construir o Hospital Dr. Sócrates no Parque São Jorge e desenvolver clínicas de exames e primeiro atendimento.
Criar a "Salve", operadora de telefonia própria do clube, além de uma uma rede social própria do clube e uma plataforma digital de transmissão por streaming de conteúdo audiovisual por demanda. A programação da televisão contará com conteúdo jornalístico, esportivo e filmes.
Inaugurar a Corinthians Academy, uma plataforma de educação e intercâmbio do Corinthians através do futebol, compartilhamento das metodologias esportivas e de gestão do clube.
Desenvolver uma aliança junto a uma grande instituição internacional, com o compromisso para o ensino da língua inglesa para todos os jogadores que estiverem na base do Corinthians.
Realizar uma vez por mês uma reunião com os torcedores para discutir novas ideias através da perspectiva e experiência de quem vive o dia a dia e acompanha o time em todos os jogos.
Criar a "Fiel Cap", título de capitalização do Corinthians, um produto financeiro/filantrópico que premiará a torcida e destinará parte da arrecadação à Cruz Vermelha.
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Duílio Monteiro Alves:

1 - Clube social

O clube precisa ser um espaço que contemple todas as idades da família corintiana, com segurança, serviços de qualidade, valores acessíveis, boa infraestrutura, esporte, cultura e lazer. Para tanto, como sócio, frequentador desde o berço e profundo conhecedor dos anseios dos associados e das dificuldades do clube, baseamos a gestão do clube social em quatro pilares essenciais: Estrutura, Social/Lazer, Esportes e Tecnologia.
Com base nesses pilares, elaboraremos um Plano Diretor para padronizar a identidade do clube e permitir seu crescimento planejado e dentro da legislação. Vamos modernizar a academia e o parque aquático, ampliar as vagas de estacionamento e criar novas atrações voltadas para as crianças e os adolescentes, como skate (cuja pista foi recentemente inaugurada), BMX e e-Sports, além de incentivar os times Masters do clube. Também implementaremos a segunda fase do projeto de Wi-Fi para os sócios e a entrega das novas funcionalidades do sistema de gestão da secretaria do clube, que facilitará o contato com os associados.

2 - Gestão de esportes olímpicos e amadores

O foco nas modalidades esportivas que vão além do futebol profissional seguirá forte. A intenção é que o Corinthians se estabeleça cada vez mais como um clube formador, em diversas modalidades, tanto no esporte amador quanto para os sócios. E que os esportes sejam, em breve, autossuficientes. Para isso, criaremos um braço específico do departamento de marketing/comercial que trabalhe parcerias de investimento para as modalidades dos diversos esportes praticados no clube, buscando patrocínios, incentivos a intercâmbios, comunicação, promoção e divulgação nas redes digitais do clube. O objetivo é fazer com que os demais esportes sigam o exemplo do que temos hoje com natação, basquete e futsal, que possuem todas as categorias de formação de atletas – para que, assim, o clube possa contar com o atleta que forma, além de evitar perdê-lo para outros clubes. Paralelamente, iremos manter o fortalecimento das seleções associativas, de modo que o sócio possa continuar treinando e participando, sem perder espaço para o atleta de alto rendimento.

3 - Futebol profissional

O Corinthians tem obrigação de disputar títulos todos os anos. Essa certeza me orientou desde quando participei da montagem do time que ganhou o Brasileiro de 2011, a Libertadores e o Mundial de 2012. As taças da última década criaram uma cultura de vitórias, da qual não podemos abrir mão. Tivemos um tri paulista e campanhas sólidas na Copa do Brasil de 2018 e na Sul-Americana de 2019, fomos vices no Paulistão neste ano. Embora não estejamos satisfeitos com os resultados mais recentes, é preciso reconhecer que a atual gestão deixará uma estrutura profissional, em todos os sentidos. Os setores estão consolidados: teremos uma comissão técnica experiente; um elenco com talento e jovens promissores, que evoluirão para um encaixe no futuro; um Centro de Inteligência operante; um CT sem igual no Brasil; uma base forte e totalmente estruturada com seu novo CT, além de uma das Arenas mais modernas do mundo. O time sub-23 cumprirá um papel fundamental: ele dá rodagem e acompanhamento próximo a meninos da base no último estágio da maturação, como ocorreu com Roni, Raul e Xavier, além de abrigar a captação de talentos mais tardios. O desafio é aprimorar para continuar ganhando.

4 - Futebol de base

A formação de atletas exige investimento a longo prazo, olhar apurado e paciência com os processos. A atual gestão continuou a otimização da base, que foi competitiva em todos os campeonatos, revelou talentos que reverteram lucro, como Pedrinho e Carlos, e retorno esportivo, como Mantuan, Lucas Piton, Roni e Xavier no time principal. O próximo passo é ainda mais importante: com a entrega do CT da base neste ano, vizinho ao CT profissional, o Corinthians traz um incremento definitivo à formação e à transição desses jovens para o time adulto. Em 2021, finalizaremos o alojamento que receberá 160 jovens, com conforto para os atletas e confiança para as famílias que muitas vezes optavam por outros clubes devido ao custo do transporte, à moradia distante, à falta de segurança, entre outros aspectos, além de permitir ao Corinthians acompanhar esse atleta mais de perto e orientá-lo no seu crescimento como atleta e cidadão. Iremos ainda implantar as tecnologias de ponta utilizadas com os profissionais também na base, auxiliando no acompanhamento do desempenho, no aprimoramento do desenvolvimento dos jovens e na captação de novos talentos. E para garantir que isso se torne realidade, faremos com que os dois departamentos trabalhem ainda mais próximos e em sintonia, acompanhando e participando pessoalmente de todo o processo.

5 - Futebol feminino

O time feminino do Corinthians é mundialmente reconhecido como um caso de sucesso, graças ao trabalho incessante da diretora Cristiane Gambaré com apoio do presidente Andrés Sánchez. Motivo de enorme orgulho da nossa torcida, ninguém discute hoje que a evolução da modalidade no Brasil e na América do Sul passa, obrigatoriamente, pelo Corinthians. Renovamos nosso compromisso de consolidar o nosso futebol feminino entre os melhores do mundo, contando com talentos de seleção brasileira, como Lelê, Tamires e Andressinha. Nos próximos anos, o futebol feminino também será um laboratório de inovação, dentro e fora do gramado, promovendo, cada vez mais, as histórias de superação, dedicação e enorme talento das nossas meninas e aproximando o clube de um novo perfil de torcida, dedicada à modalidade.

6 - Gestão financeira e governança

Como a capacidade de geração de caixa do nosso clube é gigantesca, precisamos adotar as melhores práticas de gestão, ter profissionais capacitados e fazer uso de ferramentas que nos possibilitem equilibrar as finanças e garantir fluxo de caixa positivo. A disciplina financeira será um objetivo a ser perseguido com elaboração de orçamentos, fluxos de caixa projetados e políticas internas de gastos e investimentos. Tudo alinhado a planejamento estratégico com foco em atender as demandas de nossa imensa torcida e de nossos sócios. Para nos ajudar nesse desafio, estamos alinhando procedimentos com uma das quatro maiores consultorias de gestão do Brasil e do mundo. Trata-se de um investimento que certamente nos ajudará a implementar e perpetuar processos e procedimentos que trarão importante retorno estratégico e financeiro. Governança é algo em que iremos também investir permanentemente para proteger e impulsionar nosso clube. Já estamos sob as regras do Estatuto Social e de outras diversas que precisam ser respeitadas de forma irrestrita, além de constantemente revisadas e aperfeiçoadas. Vamos incentivar o estreitamento das relações com todos os poderes do clube, como Diretoria Executiva, Conselho Deliberativo, Conselho Fiscal e Conselho de Orientação. Na seção “Transparência” do site do clube vamos publicar os balancetes mensalmente, além de todos as demais demonstrações financeiras acompanhadas por relatórios de auditores.

7 - Inovação, comunicação e marketing

A transformação digital do clube exige o cumprimento de uma missão: colocar o nosso torcedor no centro do ecossistema corintiano. Para isso, nossa estratégia é buscar uma interação total clube-torcedor, por meio de um aplicativo de celular fácil e ágil: a ideia é que o ingresso, o gol e até a cerveja da Arena estejam à distância de um clique. Mas a ambição não fica restrita à experiência na Arena: seja para a geração de conteúdo engajador em todas as nossas plataformas, seja para conceber produtos e serviços de real impacto no torcedor, seja para executar um programa de nacionalização e internacionalização do clube a sério, tudo isso exige criar uma relação de intensa intimidade entre clube e torcedor. Todo corintiano importa, esteja ele em Corumbá ou em Yokohama, e nossa gestão tem que garantir que o exercício da paixão corintiana seja pleno em todos os momentos e lugares.

8 - Transformação comercial

Nosso objetivo é aumentar a receita comercial em 50% nos próximos três anos, uma ambição que exige muito mais do que simples venda de patrocínios. É preciso acoplar um misto de microscópio com mira laser em todas as ações comerciais do futuro. Primeiro, criaremos um grupo profissional e verticalizado com foco na geração de parcerias comerciais de valor real para torcedores, parceiros e clube. Depois, combinaremos as ferramentas mais modernas de gestão comercial, como Big Data e Inteligência de Mídias Sociais, com outras já presentes no clube, como o CRM e monitoramento de valor de marca em mídia, a fim de ampliar o alcance dessas ações. O caminho é unificar as bases de dados de torcedores e consumidores, entender seus hábitos de consumo e interpretá-los estrategicamente para o aumento de receita.

9 - Fiel Torcedor

O aprimoramento do nosso programa Fiel Torcedor será uma das nossas maiores prioridades nos próximos três anos. Queremos triplicar a base de associados, e isso significa tornar o Fiel Torcedor atraente a todos, independentemente de onde morem. Como fazer isso? Bom, a gestão atual já investiu numa interação mais direta: o Fiel Torcedor já faz perguntas nas entrevistas coletivas, sejam elas de imprensa ou reservadas aos fiéis-torcedores. Tudo isso será intensificado. Os próximos passos são claros: além dos benefícios tradicionais, como desconto nos ingressos e nos produtos licenciados, haverá acesso a conteúdos exclusivos, experiências únicas no CT e na nossa Arena, participação em jogos e competições com distribuição de prêmios e brindes, prioridade no recebimento de notícias. Enfim, será um caminho para viver a paixão corintiana de forma privilegiada.

10 - Arena

Iremos transformar nossa Neo Química Arena no centro vivo da paixão corintiana. O acordo dos naming rights, combinado com as negociações avançadas para a quitação da Arena, nos permitem projetar uma geração de novos recursos ao clube já no primeiro ano da gestão. Cumprindo sua vocação de equipamento central da Zona Leste, iremos trazer um hotel (já em negociação), um espaço de coworking (já em negociação), tirolesa (fase de contrato), um restaurante no 4º andar (contrato já assinado) e novos bares nos setores Leste/Sul. Outros planos incluem a realização de inúmeras ativações em datas diversas além dos dias de jogos em parceria com a Neo Química, com shows e eventos culturais. Por fim, queremos criar uma incubadora de empreendedorismo digital, o Hub Fiel, a fim de incentivar projetos tecnológicos, os quais o clube terá prioridade na aquisição.
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Mario Gobbi:

1 - Saúde financeira

Como é de conhecimento público, a situação financeira do Corinthians é gravíssima e praticamente pré-falimentar. Então, a recuperação das finanças, bem como da credibilidade do clube, será prioridade. O projeto para esta área é bastante complexo, como teria que ser face à complexidade dos desafios e oportunidades de um clube como o Corinthians. Mas ele passa essencialmente pela gestão eficiente do fluxo de caixa do clube. Temos que equilibrar as contas, voltar a gastar dentro do que o clube arrecada, mas, além disso, buscar o crescimento desta arrecadação, gerando recursos para investir no futebol e nas outras importantes iniciativas do clube. Entre os principais pilares do projeto da área financeira, além de prováveis cortes de custos e da readequação de processos internos que a auditoria de uma das big four\* (Deloitte, Ernst & Young, KPMG e PricewaterhouseCooper) irá nos mostrar, temos um plano de criação de fundos de investimento, feito por um renomado profissional da área e com passagens por grandes instituições brasileiras e internacionais. Em três anos, quero entregar o clube saudável financeiramente e com o caminho trilhado para ocupar o seu devido lugar: o protagonismo permanente no futebol mundial. \Quatro principais empresas de auditoria do mundo.*

2 - Credibilidade

O Corinthians vive uma crise profunda de credibilidade com a sua torcida, que é o principal patrimônio do clube, e com o mercado. Para reconstruirmos esta credibilidade, temos um grande projeto administrativo que, resumidamente, contemplamos: realização de uma auditoria geral em termos de processos administrativos e financeiros, recursos humanos e sistemas de informação; um plano de governança corporativa, gestão de riscos associados e compliance; remodelamento dos processos de aquisições e suprimentos, após diagnóstico dos processos atuais envolvendo seleção, contratação e gestão de fornecedores; reestruturação da área de recursos humanos; revisão da tecnologia e sistemas utilizados em termos de integrações, automação e inteligência de mercado; e atuação na área de patrimônio e controle de obras. Todas as ações, que podem ser conhecidas com muito mais detalhes no site da Reconstrução Corinthiana, certamente colocarão o Corinthians em condições de recuperar a imagem positiva perante a sociedade, incluindo credores, fornecedores, comunidade esportiva, poder judiciário, sócios e torcedores.

3 - Arena Corinthians

O projeto para a Arena Corinthians é grande e todos os pontos podem ser consultados no programa completo. Alguns que cito aqui são: a total profissionalização dos quadros de profissionais do estádio; a transformação em uma Arena multiuso com o objetivo de ampliar drasticamente o número de dias utilizados; e que tenha separação de custos do clube afim de que opere por meios próprios, sob comando do clube.
Algumas das propostas são: aumentar a ocupação do estádio com estratégias de inclusão dos corinthianos de camadas sociais menos privilegiadas, aumentar previsibilidade e garantia das receitas de bilheteria através da implantação do Season Tickets, aumentar quantidade global de compradores de ingressos, internalização da venda de ingressos e programa de relacionamento, ingressos subsidiados para a comunidade, melhorar a experiência “Corinthians” no estádio para todos, análise de Dados, CRM e BI, adequação das faixas de precificação, melhoria e desenvolvimento de canais de venda e parcerias, maximização do uso de inteligência de dados para ativações segmentadas e customizadas, transformação da Arena em um destino diário, com atividades diversas, integração de fato e “abertura” da Arena para a população da zona Leste e do entorno, aproximação com órgãos de turismo, transformação do Oeste Inferior em uma área de comércio e serviços para atrair visitantes em dias sem jogos, potencializar atividades de esporte e lazer em áreas externas, posicionar a Arena como espaço para Eventos sociais e corporativos.
Abertura dos espaços externos para uso da população e realização de eventos esportivos, de lazer e culturais, benefícios e facilidades para moradores de Itaquera na aquisição de ingressos para determinados jogos, maior gestão sobre a qualidade e oferta de serviços prestados pelos operadores terceiros / parceiros, visando maximizar oportunidades de receitas e níveis de atendimento aos frequentadores da Arena, incluir Arena no calendário de grandes shows e turnês internacionais, valorização da experiência premium e conceito do produto, criar produtos e pacotes customizados (Camarotes, 3 Business e Oeste Superior) para o mercado corporativo, venda de produtos de matchday (avulsos) para pessoas físicas e turistas, melhorar e segmentar oferta de alimentação e bebidas, e muitos outros.

4 - Marketing

O departamento de marketing do Corinthians precisa ser atualizado com urgência, além de auxiliar diretamente no trabalho de reconstrução da imagem e da credibilidade com a torcida, que é o principal patrimônio do clube; e com o mercado, para atrair novos investimentos e patrocinadores. Entre outros projetos da minha gestão – e todos podem ser conferidos no site da Reconstrução Corinthiana – cito o ID único. Com ele, o Corinthians vai conhecer profundamente os interesses do torcedor, entender os desejos, hábitos e frequência de utilização, proporcionando melhores experiências. Todos os pontos de contato de relacionamento alimentarão uma base de dados única e proprietária do clube. Com um CRM – Customer Relationship Management, integrando inteligência no mapeamento e refino na segmentação dos diversos perfis, o clube poderá também enviar ofertas para mercado corporativo como plataforma de dados para campanhas. Sem esta ferramenta, o clube interage com uma pequena.

5 - Fiel Torcedor

O Fiel Torcedor precisa ser repensado por inúmeros motivos. O Corinthians não pode ter um programa de relacionamento com o torcedor com uma receita inferior à do Flamengo em quatro ou cinco vezes: em 2019, foram R$ 14 milhões de renda bruta do Fiel Torcedor contra R$ 61 milhões de renda líquida do programa do time carioca. A diferença é muito grande! Então vamos mudar o princípio, a ideia do plano. A prioridade e desconto na compra de ingressos têm que continuar, mas também vamos oferecer uma série de benefícios e vantagens aos torcedores que não frequentam o estádio – e neste ponto, o projeto do ID único será fundamental para enxergar os anseios e necessidades de cada um da imensa base. No projeto, ainda está a possibilidade do sócio do Fiel Torcedor também se tornar associado do clube social - o que ajudaria diretamente a sede social a se tornar autossustentável. Para finalizar, é preciso tirar da gaveta a discussão sobre a possibilidade de voto ao Fiel Torcedor. Já não podemos ficar sentados sobre esse tema. Temos que estudar, apresentar as ideias possíveis e então esperar que o Conselho e a Assembleia de sócios definam as diretrizes.

6 - Clube social

A sede social do Corinthians é um dos grandes patrimônios do clube. Na minha primeira gestão, fizemos uma lista enorme de benfeitorias e a entreguei em ótimas condições. Cuidar do clube significa não só oferecer o melhor ambiente possível para o associado, mas também preservar a história do Corinthians! A sede social precisa de uma série de melhorias, e isso demanda estudos aprofundados sobre o que fazer com o espaço ocioso. Não adianta alguém tirar da cabeça que o tema precisa ser estudado e não fazer mais nada. Mudanças grandes devem ser aprovadas nos conselhos deliberativos, como um plano diretor e uma meta de avanço para o Parque São Jorge, e, aos poucos, isso vai ser feito com a ajuda de parceiros e da iniciativa privada.
De concreto e imediato, os serviços que precisam melhorar são os de zeladoria, de vestiário, para garantir o dia-a-dia dos sócios com mais qualidade. Também queremos também trazer para o clube social pequenas e médias empresas (PME´s) interessadas em uma participação mais efetiva junto ao clube, envolvendo patrocínio de esportes olímpicos, áreas externas, equipamentos, praças, alamedas, museus, piscinas, quadras entre outros; organizar espaço para Feiras e Eventos empresariais nas dependências do clube; introduzir um polo de atração de startups voltadas à tecnologia, esporte e bem estar em área específica do clube; e realização de projetos que gerem atração a novos sócios e a antigos associados que se afastaram do clube.

7 - Responsabilidade social

Como disse o eterno presidente Miguel Battaglia: “O Corinthians é o time do povo e é o povo que vai fazer o time”. Não há como imaginar o Corinthians sem envolvimento com a população e as ações de responsabilidade social. Entre outras propostas da área, vamos criar a diretoria integrada de responsabilidade social e relações institucionais. Entre outros assuntos, a pasta cuidará das interações do Corinthians com organizações dos setores públicos e privados, apoiando a gestão do clube na busca de investimentos sociais que persigam resultados de impacto social, com caráter transformador, gerando subsídios materiais e imateriais para o Corinthians.
Também vamos criar uma instituição de terceiro setor (uma ONG ou a Fundação Corinthians), que terá como objetivo criar uma personalidade jurídica com capacidade de captação de recursos, autonomia e eficiência na prestação dos serviços sociais de sua competência. Também cito a criação do EducaSCCP, um projeto elaborado com o objetivo de levar a educação para o centro da administração e, portanto, das proposições do Corinthians. Como a instituição clube associativo tem uma função social, é preciso criar uma estrutura educacional mais sólida. O projeto, dividido em três etapas, tem o objetivo de levar a dimensão educacional como elemento constitutivo da formação de atletas feita pelo clube, chegando até à formação do atleta de futebol profissional.

8 - Futebol (masculino e feminino)

Temos uma equipe dominante no futebol feminino com grandes resultados, aceitação e engajamento da torcida. Temos que caminhar em duas frentes: uma que amplie o público que se identifica com as mulheres; e outra que encontre fontes de receitas que façam o projeto cada vez mais sustentável por si só – o que me parece muito viável, aliás.
O projeto para o futebol masculino é ter um time competitivo, que honre as tradições do Corinthians, até que as finanças do clube sejam sanadas. Depois que conseguirmos colocar o Corinthians de volta ao trilho do trem, certamente o clube assumirá o papel de protagonista permanente. Não queremos que esta mudança aconteça por um curto período, de quatro, cinco anos, como já aconteceu. Queremos que o Corinthians seja protagonista permanente! Por isso, é extremamente importante entender o novo momento, enxergar o clube de forma diferente, apoiar as mudanças e ter paciência por algum tempo para, então, assumir o protagonismo.

9 - Categorias de base

O trabalho atual da base é como todo o trabalho de gestão do Corinthians. Não se sabe muito bem para quem serve e ao que serve. É uma pena porque isso afeta o sonho de muitos jovens e suas famílias, além de ser terrível para o clube e a torcida. Lamento também que o Sub-23, um projeto teoricamente positivo porque era para ser um trabalho continuado da base, tenha virado uma ilha completamente nebulosa. O nosso projeto para esta área, entre outros pontos, é investir em tecnologia para aprimorarmos a captação de jovens com potencial. Pretendemos enxugar ao máximo o número de atletas e investir mais nos profissionais ligados à preparação. Precisamos ter as melhores comissões técnicas, compostas por profissionais de alto gabarito e trajetória. Também apostaremos na qualificação dos atletas na parte educacional.

10 - Esportes olímpicos

Na minha primeira gestão, conquistamos títulos inesquecíveis em muitas modalidades: a única medalha olímpica em esporte individual na história do clube (Thiago Pereira, na natação, em Londres-2012), recorde de medalhas de ouro de um só atleta em um Mundial de Piscina Curta (Felipe França ganhou cinco no Mundial de Doha, em 2014), Cinturão Peso Médio do UFC (Anderson Silva, 2012), UFC 153 (Anderson Silva, 2012), Mundial de Skate Vertical (Rony Gomes, 2013), Troféu Maria Lenk de Natação após 48 anos (2014), Campeonato Sul-Americano de Clubes de Basquete Feminino (2015), Campeonato Paulista de Basquete Feminino (2015), Taça Brasil de Futsal (2014) e Liga Paulista de Futsal (2013 e 2015).
Além de todos os títulos, também inovamos e contratamos um surfista (Adriano de Souza “Mineirinho”, que conquistou o Mundial em 2015 após deixar o clube). Como mostra o investimento feito à época e os resultados, eu sou um apaixonado também por esportes olímpicos. No entanto, com a situação financeira que se apresenta e é de conhecimento público, precisamos analisar, verificar o que é possível após a realização da auditoria e, então, implantar projetos de desenvolvimento de novos talentos que couberem na nova realidade do clube.
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E aí, o que acharam? Em quem vocês votariam?
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2020.09.07 17:31 PPC_CRZN_BUAP Práctica Profesional (PP) y Servicio Social (SS)

Práctica Profesional (PP) y Servicio Social (SS)
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BENEMÉRITA UNIVERSIDAD AUTÓNOMA DE PUEBLA
Complejo Regional Nororiental
Coordinación de Práctica Profesional Crítica-CRZN
.:.
A la comunidad estudiantil del Centro Universitario de la Salud Teziutlán
.:.
En la BUAP el Internado Rotatorio de Pregrado (IRP), la Práctica Profesional (PP) o el Servicio Social (SS) son materias que se consideran dentro del bloque de la Práctica Profesional Crítica y se encuentran ubicadas dentro del plan de estudios de la Licenciatura. Cada alumno y alumna las cursa de acuerdo con su carrera y el avance en su plan de estudios y las debe debe acreditar para su titulación.
Esta coordinación ofertará las Plazas para la Práctica Profesional Crítica; permitiendo a los alumnos y alumnas apoyar en las actividades asistenciales, docentes, administrativas o de investigación en:
  1. Ciclos Clínicos de Práctica Profesional
  2. Campos Clínicos del Sistema de Información para la Administración de Servicio Social para la Salud (Plazas para los mejores promedios mediante Acto Público)
  3. Servicio Social en Investigación en Medicina (mediante Convocatoria)
  4. Servicio Social en Investigación en Enfermería (mediante Convocatoria)
  • El Sector Privado, en la modalidad de Plazas de Vinculación Universitaria de PP o SS (sólo personas morales).
  • El Sector Público, en la modalidad de Plazas de Vinculación Universitaria de PP o SS (áreas o dependencias federales, estatales o municipales)
  • El Sector Social, en la modalidad de Plazas de Vinculación Universitaria de PP o SS (sólo personas morales, como Fundaciones y Asociaciones de la Sociedad civil).

Plazas de Vinculación Universitaria

La universidad establece convenios de Práctica Profesional Crítica con organizamos del Sector Publico, Privado y Social y cada dependencia, de acuerdo con sus necesidades registra los programas y determina el número de practicantes que requiere. Dichos lugares se denominan Plazas de Vinculación Universitaria y se encuentran asociados a un Programa (con nombre y número de Folio) de la siguiente manera:
  • Programas de Práctica Profesional (en este rubro se incluye la Práctica Clínica Supervisada, y el Internado Rotatorio de Pregrado en hospitales particulares).
  • Programas de Servicio Social.

Gestión de nuevos convenios para la Práctica Profesional Crítica

Esta coordinación buscará apoyar a las dependencias y organizaciones en la creación de nuevos convenios para la Práctica Profesional Crítica; y de esta manera permitir a las dependencias solicitar alumnos de Práctica Profesional y de Servicio Social. Solo con el antecedente de un convenio las dependencias y organizaciones podrán solicitar alumnos y alumnas para que apoyen en las actividades asistenciales, docentes, administrativas o de investigación en:
  • El Sector Publico de Salud
  • El Sector Privado (sólo personas morales)
  • El Sector Público (áreas o dependencias federales, estatales o municipales)
  • El Sector Social (sólo personas morales, como Fundaciones y Asociaciones de la Sociedad civil).
Así también, la coordinación apoyará a los alumnos que tengan especial interés por realizar su práctica profesional, internado médico o servicio social en instituciones hospitalarias privadas, ayuntamientos e instituciones de la sociedad civil. Para tal efecto los alumnos y alumnas interesados deberán postular y compartir los datos de contacto de las empresas y brindar el acompañamiento para establecer un convenio con la universidad y apoyarles con el registro de programas de práctica profesional o de servicio social en la plataforma de la Dirección de Servicio Social.

Objetivo del Servicio Social

Los objetivos principales del servicio social son la formación humana del estudiante mediante su participación en programas para acercar la ciencia, la tecnología y la cultura a la población y resolver las necesidades de los distintos sectores (social, público y privado).

Diferencia entre Práctica Profesional y Servicio Social

Práctica Profesional: Es el conjunto de actividades continuas y temporales de tareas propias a la formación profesional, que desarrollarán los alumnos como requisito previo a la obtención del título, en los sectores público, social y privado afines a su carrera, en beneficio de la aplicación del conocimiento y la vinculación con su entorno laboral y social.
Servicio Social Universitario: Programas que apoyan las actividades docentes, administrativas y de investigación dentro de nuestra institución, en el sector privado (sólo personas morales), público (áreas o dependencias federales, estatales o municipales) o social.
Servicio Social Comunitario: Programas que Contribuyan a la transferencia y socialización de las innovaciones favoreciendo la interacción de la universidad con grupos de carácter económico, social y cultural a fin de establecer metodologías de trabajo y aprendizaje en la solución de problemas socioeconómicos de las regiones en las que ofrece sus servicios en colaboración con instituciones públicas, privadas y sociales así como con organizaciones no gubernamentales para el análisis y resolución de problemas de alto impacto de las comunidades.

Glosario de terminología para la Práctica Profesional Crítica

Servicio Social del Área de la Salud.- constituye la etapa académica durante la cual el estudiante establece contacto directo con la comunidad y a pesar de ser una actividad temporal–obligatoria, le permite al estudiante: 1) Consolidar la formación académica. 2) Poner en práctica los conocimientos adquiridos en las aulas. 3) Adquirir nuevos conocimientos y habilidades profesionales. 4) Aprender a actuar con solidaridad, reciprocidad y a trabajar en equipo. 5) Conocer y tener la posibilidad de incorporarse al mercado de trabajo. 6) Tomar conciencia de la problemática nacional, en particular la de los sectores más desprotegidos del país. 7) Extender a la sociedad los beneficios de la ciencia, la técnica y la cultura. 8) Poner al servicio de la comunidad los conocimientos, habilidades y destrezas adquiridos.
Ciclos Clínicos.- Asignaturas o módulos del plan de estudios de la licenciatura o profesional asociado que se cursan en campos clínicos, posterior a las asignaturas del nivel básicos y previo al internado de pregrado o servicio social.
Pasante.- Al estudiante de una institución de educación superior que cumple con los requisitos académicos, administrativos y jurídicos para prestar el servicio social en un campo clínico.
Institución de Salud.- A la organización perteneciente al Sistema Nacional de Salud, que cuenta con uno o más establecimientos para la atención de servicios de salud.
Coordinador de Educación en salud o Enseñanza.- Personal de base de la institución de salud, certificado por la especialidad respectiva y con formación y experiencia formal en educación, cuya función es la coordinación de las actividades de educación de pregrado y/o posgrado en el servicio correspondiente.
Campo clínico.- Al establecimiento del Sistema Nacional de Salud para la atención médica o alguna de sus áreas o servicios que cuenta con las instalaciones, equipamiento, pacientes, personal médico, paramédico y administrativo; que conforman el escenario educativo para desarrollar programas académicos de carreras del área de la salud. El cual se autoriza de acuerdo con la normativa vigente, para la prestación de ciclos clínicos, internado de pregrado o servicio social de Medicina, Estomatología, Enfermería y Carreras Afines a la Salud (Nutrición Clínica, Psicología, Fisioterapia, Imagenología, ...).
Comité Estatal Interinstitucional para la Formación, Capacitación de Recursos Humanos e Investigación para la Salud (CEIFCRIHS).- Existen 32 Comités, uno para cada entidad federativa. El CEIFCRIHS está integrado por diferentes Subcomités. Los campos clínicos se registran en estos subcomités, hay uno de Internado de Pregrado, y cuatro de Servicio Social: Medicina, Odontología, Enfermería y Carreras Afines a la Salud; en este último se incluyen programas académicos diversos como Nutrición Clínica, Psicología, Fisioterapia, Imagenología, etc). El CEIFCRIHS es el único órgano colegiado autorizado para otorgar documentos oficiales referentes a Campos Clínicos de Servicio Social e Internado de Pregrado en los estados. En cada Promoción organizan una Reunión de Planeación de Campos Clínicos donde se reúnen las instituciones de salud (oferta) y las instituciones educativas (demanda) en materia de Campos Clínicos en el estado. La autorización definitiva de las peticiones son registradas en la Reunión de Planeación de Campos Clínicos y son remitidas a la Dirección General de Calidad y Educación en Salud (a nivel federal) para Integrar el Catálogo Nacional de Campos Clínicos.
Catálogo Estatal de Campos Clínicos.- Al registro sistematizado de la información relativa a los campos clínicos a nivel estatal.
Catálogo Nacional de Campos Clínicos.- Al registro sistematizado que concentra la información de los catálogos estatales de campos clínicos.
Sistema de Administración del Servicio Social para la Salud (SIASS).- Se trata del sistema para la automatización de los procesos de administración de campos clínicos de servicio social. En este sistema o programa que se accede desde Internet, se realiza paso a paso el procedimiento de registro como aspirante a campo clínico de servicio social de la Secretaría de Salud. La Coordinación de Práctica Profesional Crítica les indicará el momento para que los alumnos inicien su registro. Es de indicarse que el aspirante que no se registre por no podrá seleccionar campo clínico en el evento público ni realizar su adscripción.
Servicios Social en Campos Clínicos del Sistema Nacional de Salud.- Son Programas en el area asistencial, paramedica, administrativas o de investigación en instituciones del Sistema Nacional de Salud. Dentro de sus objetivos se encuentra el contribuir a la conservación de la salud de la población del país, proporcionando servicios de tipo profesional a través de los establecimientos del sector público; y contribuir al desarrollo de la comunidad especialmente en el medio rural, en las zonas marginadas urbanas y en aquellas con mayores carencias de servicios para la salud.
Servicio Social Universitario (SSU).- También conocidas como Plazas Universitarias de Servicio Social. Son programas de la Dirección de Servicio Social que apoyan a las actividades docentes, administrativas y de investigación dentro de la BUAP, en el sector privado (sólo personas morales) o en el sector público (áreas o dependencias federales, estatales o municipales). Las dependencias interesadas en solicitar prestadores de servicio social deben solicitar en primer lugar la firma de convenio con la universidad, y posteriormente un responsable de la dependencia deberá inscribir los programas de SSU en los meses de febrero, mayo y septiembre. Para mayor información visitar la página http://serviciosocial.buap.mx
Servicio Social Comunitario.- Son programas de la Dirección de Servicio Social que contribuyen a la transferencia y socialización de las innovaciones favoreciendo la interacción de la universidad con grupos de carácter económico, social y cultural a fin de establecer metodologías de trabajo y aprendizaje en la solución de problemas socioeconómicos de las regiones en las que ofrece sus servicios en colaboración con instituciones públicas, privadas y sociales así como con organizaciones no gubernamentales para el análisis y resolución de problemas de alto impacto de las comunidades.
Práctica Profesional.- Son un conjunto de actividades continuas y temporales de tareas propias a la formación profesional, que desarrollarán los alumnos como requisito previo a la obtención del título, en los sectores público, social y privado afines a su carrera, en beneficio de la aplicación del conocimiento y la vinculación con su entorno laboral y social.

Fundamento Jurídico del Servicio Social

La Ley General de Educación en su Artículo 24 establece que los beneficiados directamente por los servicios educativos deberán prestar servicio social, en los casos y términos que señalen las disposiciones reglamentarias correspondientes. En éstas se preverá la prestación del servicio social como requisito previo para obtener título o grado académico.
Ley Reglamentaria del Artículo 5°. Constitucional, relativo al ejercicio de las profesiones en el Distrito Federal, establece lo siguiente:
Artículo 53.- Se entiende por servicio social el trabajo de carácter temporal y mediante retribución que ejecuten y presten los profesionistas y estudiantes en interés de la sociedad y el Estado.
Artículo 55.- Los planes de preparación profesional, según la naturaleza de la profesión y de las necesidades sociales que se trate de satisfacer, exigirán a los estudiantes de las profesiones a que se refiere esta Ley, como requisito previo para otorgarles el título, que presten servicio social durante el tiempo no menor de seis meses ni mayor de dos años.
.:.
Coordinación de Práctica Profesional CríticaCampus Centro Universitario de la Salud Teziutlán
Complejo Regional Nororiental Benemérita Universidad Autónoma de Puebla
Blvd. M. Ávila Camacho, El Carmen, 73800 Teziutlán, Pue., México
https://goo.gl/maps/ooiv8BusLCHEq5cX7
Tel. 222 2295500 Ext. 7029
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2020.09.06 21:45 PPC_CRZN_BUAP Servicio Social (SS) y Práctica Profesional (PP)

Servicio Social (SS) y Práctica Profesional (PP)
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BENEMÉRITA UNIVERSIDAD AUTÓNOMA DE PUEBLA
Complejo Regional Nororiental
Coordinación de Práctica Profesional Crítica
.:.
A la comunidad estudiantil del Centro Universitario de la Salud Teziutlán
.:.
En la BUAP el Internado Rotatorio de Pregrado (IRP), la Práctica Profesional (PP) o el Servicio Social (SS) son materias que se consideran dentro del bloque de la Práctica Profesional Crítica y se encuentran ubicadas dentro del plan de estudios de la Licenciatura. Cada alumno y alumna las cursa de acuerdo con su carrera y el avance en su plan de estudios y las debe debe acreditar para su titulación.
Esta coordinación ofertará las Plazas para la Práctica Profesional Crítica; permitiendo a los alumnos y alumnas apoyar en las actividades asistenciales, docentes, administrativas o de investigación en:
  1. Ciclos Clínicos de Práctica Profesional
  2. Campos Clínicos del Sistema de Información para la Administración de Servicio Social para la Salud (Plazas para los mejores promedios mediante Acto Público)
  3. Servicio Social en Investigación en Medicina (mediante Convocatoria)
  4. Servicio Social en Investigación en Enfermería (mediante Convocatoria)
  • El Sector Privado, en la modalidad de Plazas de Vinculación Universitaria de PP o SS (sólo personas morales).
  • El Sector Público, en la modalidad de Plazas de Vinculación Universitaria de PP o SS (áreas o dependencias federales, estatales o municipales)
  • El Sector Social, en la modalidad de Plazas de Vinculación Universitaria de PP o SS (sólo personas morales, como Fundaciones y Asociaciones de la Sociedad civil).

Plazas de Vinculación Universitaria

La universidad establece convenios de Práctica Profesional Crítica con organizamos del Sector Publico, Privado y Social y cada dependencia, de acuerdo con sus necesidades registra los programas y determina el número de practicantes que requiere. Dichos lugares se denominan Plazas de Vinculación Universitaria y se encuentran asociados a un Programa (con nombre y número de Folio) de la siguiente manera:
  • Programas de Práctica Profesional (en este rubro se incluye la Práctica Clínica Supervisada, y el Internado Rotatorio de Pregrado en hospitales particulares).
  • Programas de Servicio Social.

Gestión de nuevos convenios para la Práctica Profesional Crítica

Esta coordinación buscará apoyar a las dependencias y organizaciones en la creación de nuevos convenios para la Práctica Profesional Crítica; y de esta manera permitir a las dependencias solicitar alumnos de Práctica Profesional y de Servicio Social. Solo con el antecedente de un convenio las dependencias y organizaciones podrán solicitar alumnos y alumnas para que apoyen en las actividades asistenciales, docentes, administrativas o de investigación en:
  • El Sector Publico de Salud
  • El Sector Privado (sólo personas morales)
  • El Sector Público (áreas o dependencias federales, estatales o municipales)
  • El Sector Social (sólo personas morales, como Fundaciones y Asociaciones de la Sociedad civil).
Así también, la coordinación apoyará a los alumnos que tengan especial interés por realizar su práctica profesional, internado médico o servicio social en instituciones hospitalarias privadas, ayuntamientos e instituciones de la sociedad civil. Para tal efecto los alumnos y alumnas interesados deberán postular y compartir los datos de contacto de las empresas y brindar el acompañamiento para establecer un convenio con la universidad y apoyarles con el registro de programas de práctica profesional o de servicio social en la plataforma de la Dirección de Servicio Social.

Objetivo del Servicio Social

Los objetivos principales del servicio social son la formación humana del estudiante mediante su participación en programas para acercar la ciencia, la tecnología y la cultura a la población y resolver las necesidades de los distintos sectores (social, público y privado).

Diferencia entre Práctica Profesional y Servicio Social

Práctica Profesional: Es el conjunto de actividades continuas y temporales de tareas propias a la formación profesional, que desarrollarán los alumnos como requisito previo a la obtención del título, en los sectores público, social y privado afines a su carrera, en beneficio de la aplicación del conocimiento y la vinculación con su entorno laboral y social.
Servicio Social Universitario: Programas que apoyan las actividades docentes, administrativas y de investigación dentro de nuestra institución, en el sector privado (sólo personas morales), público (áreas o dependencias federales, estatales o municipales) o social.
Servicio Social Comunitario: Programas que Contribuyan a la transferencia y socialización de las innovaciones favoreciendo la interacción de la universidad con grupos de carácter económico, social y cultural a fin de establecer metodologías de trabajo y aprendizaje en la solución de problemas socioeconómicos de las regiones en las que ofrece sus servicios en colaboración con instituciones públicas, privadas y sociales así como con organizaciones no gubernamentales para el análisis y resolución de problemas de alto impacto de las comunidades.

Glosario de terminología para la Práctica Profesional Crítica

Servicio Social del Área de la Salud.- constituye la etapa académica durante la cual el estudiante establece contacto directo con la comunidad y a pesar de ser una actividad temporal–obligatoria, le permite al estudiante: 1) Consolidar la formación académica. 2) Poner en práctica los conocimientos adquiridos en las aulas. 3) Adquirir nuevos conocimientos y habilidades profesionales. 4) Aprender a actuar con solidaridad, reciprocidad y a trabajar en equipo. 5) Conocer y tener la posibilidad de incorporarse al mercado de trabajo. 6) Tomar conciencia de la problemática nacional, en particular la de los sectores más desprotegidos del país. 7) Extender a la sociedad los beneficios de la ciencia, la técnica y la cultura. 8) Poner al servicio de la comunidad los conocimientos, habilidades y destrezas adquiridos.
Ciclos Clínicos.- Asignaturas o módulos del plan de estudios de la licenciatura o profesional asociado que se cursan en campos clínicos, posterior a las asignaturas del nivel básicos y previo al internado de pregrado o servicio social.
Pasante.- Al estudiante de una institución de educación superior que cumple con los requisitos académicos, administrativos y jurídicos para prestar el servicio social en un campo clínico.
Institución de Salud.- A la organización perteneciente al Sistema Nacional de Salud, que cuenta con uno o más establecimientos para la atención de servicios de salud.
Coordinador de Educación en salud o Enseñanza.- Personal de base de la institución de salud, certificado por la especialidad respectiva y con formación y experiencia formal en educación, cuya función es la coordinación de las actividades de educación de pregrado y/o posgrado en el servicio correspondiente.
Campo clínico.- Al establecimiento del Sistema Nacional de Salud para la atención médica o alguna de sus áreas o servicios que cuenta con las instalaciones, equipamiento, pacientes, personal médico, paramédico y administrativo; que conforman el escenario educativo para desarrollar programas académicos de carreras del área de la salud. El cual se autoriza de acuerdo con la normativa vigente, para la prestación de ciclos clínicos, internado de pregrado o servicio social de Medicina, Estomatología, Enfermería y Carreras Afines a la Salud (Nutrición Clínica, Psicología, Fisioterapia, Imagenología, ...).
Comité Estatal Interinstitucional para la Formación, Capacitación de Recursos Humanos e Investigación para la Salud (CEIFCRIHS).- Existen 32 Comités, uno para cada entidad federativa. El CEIFCRIHS está integrado por diferentes Subcomités. Los campos clínicos se registran en estos subcomités, hay uno de Internado de Pregrado, y cuatro de Servicio Social: Medicina, Odontología, Enfermería y Carreras Afines a la Salud; en este último se incluyen programas académicos diversos como Nutrición Clínica, Psicología, Fisioterapia, Imagenología, etc). El CEIFCRIHS es el único órgano colegiado autorizado para otorgar documentos oficiales referentes a Campos Clínicos de Servicio Social e Internado de Pregrado en los estados. En cada Promoción organizan una Reunión de Planeación de Campos Clínicos donde se reúnen las instituciones de salud (oferta) y las instituciones educativas (demanda) en materia de Campos Clínicos en el estado. La autorización definitiva de las peticiones son registradas en la Reunión de Planeación de Campos Clínicos y son remitidas a la Dirección General de Calidad y Educación en Salud (a nivel federal) para Integrar el Catálogo Nacional de Campos Clínicos.
Catálogo Estatal de Campos Clínicos.- Al registro sistematizado de la información relativa a los campos clínicos a nivel estatal.
Catálogo Nacional de Campos Clínicos.- Al registro sistematizado que concentra la información de los catálogos estatales de campos clínicos.
Sistema de Administración del Servicio Social para la Salud (SIASS).- Se trata del sistema para la automatización de los procesos de administración de campos clínicos de servicio social. En este sistema o programa que se accede desde Internet, se realiza paso a paso el procedimiento de registro como aspirante a campo clínico de servicio social de la Secretaría de Salud. La Coordinación de Práctica Profesional Crítica les indicará el momento para que los alumnos inicien su registro. Es de indicarse que el aspirante que no se registre por no podrá seleccionar campo clínico en el evento público ni realizar su adscripción.
Servicios Social en Campos Clínicos del Sistema Nacional de Salud.- Son Programas en el area asistencial, paramedica, administrativas o de investigación en instituciones del Sistema Nacional de Salud. Dentro de sus objetivos se encuentra el contribuir a la conservación de la salud de la población del país, proporcionando servicios de tipo profesional a través de los establecimientos del sector público; y contribuir al desarrollo de la comunidad especialmente en el medio rural, en las zonas marginadas urbanas y en aquellas con mayores carencias de servicios para la salud.
Servicio Social Universitario (SSU).- También conocidas como Plazas Universitarias de Servicio Social. Son programas de la Dirección de Servicio Social que apoyan a las actividades docentes, administrativas y de investigación dentro de la BUAP, en el sector privado (sólo personas morales) o en el sector público (áreas o dependencias federales, estatales o municipales). Las dependencias interesadas en solicitar prestadores de servicio social deben solicitar en primer lugar la firma de convenio con la universidad, y posteriormente un responsable de la dependencia deberá inscribir los programas de SSU en los meses de febrero, mayo y septiembre. Para mayor información visitar la página http://serviciosocial.buap.mx
Servicio Social Comunitario.- Son programas de la Dirección de Servicio Social que contribuyen a la transferencia y socialización de las innovaciones favoreciendo la interacción de la universidad con grupos de carácter económico, social y cultural a fin de establecer metodologías de trabajo y aprendizaje en la solución de problemas socioeconómicos de las regiones en las que ofrece sus servicios en colaboración con instituciones públicas, privadas y sociales así como con organizaciones no gubernamentales para el análisis y resolución de problemas de alto impacto de las comunidades.
Práctica Profesional.- Son un conjunto de actividades continuas y temporales de tareas propias a la formación profesional, que desarrollarán los alumnos como requisito previo a la obtención del título, en los sectores público, social y privado afines a su carrera, en beneficio de la aplicación del conocimiento y la vinculación con su entorno laboral y social.

Fundamento Jurídico del Servicio Social

La Ley General de Educación en su Artículo 24 establece que los beneficiados directamente por los servicios educativos deberán prestar servicio social, en los casos y términos que señalen las disposiciones reglamentarias correspondientes. En éstas se preverá la prestación del servicio social como requisito previo para obtener título o grado académico.
Ley Reglamentaria del Artículo 5°. Constitucional, relativo al ejercicio de las profesiones en el Distrito Federal, establece lo siguiente:
Artículo 53.- Se entiende por servicio social el trabajo de carácter temporal y mediante retribución que ejecuten y presten los profesionistas y estudiantes en interés de la sociedad y el Estado.
Artículo 55.- Los planes de preparación profesional, según la naturaleza de la profesión y de las necesidades sociales que se trate de satisfacer, exigirán a los estudiantes de las profesiones a que se refiere esta Ley, como requisito previo para otorgarles el título, que presten servicio social durante el tiempo no menor de seis meses ni mayor de dos años.
.:.
Coordinación de Práctica Profesional Crítica Campus Centro Universitario de la Salud Teziutlán
Complejo Regional Nororiental Benemérita Universidad Autónoma de Puebla
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2020.08.24 17:38 EmetEnjoy Breve historia de las Finanzas Descentralizadas (Defi)

Breve historia de las Finanzas Descentralizadas (Defi)
Finanzas descentralizadas (DeFi): Futuro y evolución
De nuevo están al alza, esta vez por cuenta de blockchain y las criptomonedas, el crecimiento de modelos de finanzas descentralizadas viene en aumento debido a las garantías que puede ofrecer. Para poder entender un posible futuro, no solo se debe revisar las cifras actuales, debemos revisar su historia en el pasado, especialmente la de Wall Street. En Emet realizamos un análisis para que puedas revisar de qué se trata y cómo funciona este modelo económico.

https://preview.redd.it/2pca1v400zi51.png?width=987&format=png&auto=webp&s=4254afdb35a8098141b9b407a35a0fe525691ad4
Agosto 24.- Para predecir el futuro de las finanzas descentralizadas (DeFi), el nuevo campo en el que los protocolos de gobernanza económica descentralizados, establecen y ejecutan los términos para prestar, pedir prestado y emitir monedas estables, se debe mirar hacia el pasado.
Específicamente, revisar el pasado de Wall Street.
Breve historia de las Finanzas Descentralizadas (Defi)
Empecemos por decir que las DeFi no son una novedad: Se extiende en un ciclo de cuatro décadas de ingeniería financiera cada vez más sofisticada, que pasa desde la financiación de bonos basura hasta obligaciones de deuda garantizadas y operaciones algorítmicas.
Estas olas de evolución tecnológica han generado ganancias espectaculares para algunos, pérdidas gigantescas para otros y cambios duraderos en Wall Street, aunque al mismo tiempo han fortalecido el dominio de nuestra economía por parte de sus grandes instituciones financieras.
Ahora bien, las DeFi actuales enfrentarán el mismo patrón que en el pasado: Desarrollo de ingeniería, exageración, especulación, quiebra y consolidación. Sin embargo, también tendrá un impacto duradero, de formas que no conocemos en la actualidad.
Al observar cuatro oleadas de ingeniería financiera pasadas en los mercados tradicionales, vale la pena señalar que no necesariamente involucraron tecnología digital.
Los períodos de cambio tienen que ver tanto con las nuevas ideas en las estructuras legales y la gestión de riesgos como con el software que a menudo las habilita.
Esa historia también muestra cómo el entusiasmo por la innovación a menudo alimenta un defecto fatal en la mentalidad de los inversores: la idea de que el nuevo sistema ha eliminado o reducido significativamente el riesgo, el máximo moderador del exceso del mercado.
Esa creencia errónea alimenta las burbujas, cuyo efecto a menudo se siente en segmentos inesperados del mercado. Sin embargo, a pesar de ese fracaso, la innovación a menudo sigue ofreciendo un valor duradero más allá de la burbuja.
Veamos algunos momentos pasados:
Década de 1980: bonos basura y adquisiciones apalancadas
En los años ochenta, los gerentes corporativos y las firmas de capital privado conspiraron para obtener ganancias rápidas con las LBO (Leveraged Buyout o compras apalancadas).
Estas adquisiciones fueron financiadas por la nueva estrategia de emitir bonos de alto rendimiento (conocidos como bonos basura) que estaban respaldados por los activos de las empresas objetivo, antes de que esos activos fueran adquiridos.
Al evitar la necesidad de intermediación, la ola de innovación DeFi se encontraba, fuera del sistema bancario tradicional. Es una separación que debería permitir a los pioneros de DeFi experimentar sin un riesgo grave para la población en general, lo que permitirá un aprendizaje enriquecedor en el mundo real.
Independientemente de cuánto dinero ganen o pierdan los inversionistas, este proceso iterativo, con suerte, generará más cambios estructurales que la ingeniería financiera anterior.
Definitivamente, DeFi no nos liberará de la volatilidad. Pero podría liberarnos de la versión de volatilidad de Wall Street, en la que intermediarios bancarios, respaldados por privilegios regulatorios, cooptan perpetuamente las tecnologías para consolidar su dominio absoluto sobre nuestra economía.
Tanto los bonos basura como los LBO siguen siendo elementos del modelo financiero estadounidense.
Década de 1990: gestión de capital a largo plazo
El fondo de cobertura Long-Term Capital Management (Long-Term Capital Management) creció exponencialmente a mediados de los noventa, impulsado por una innovadora estrategia de convergencia y arbitraje.
Con un sistema basado en el modelo de precios de opciones de Black-Scholes (dos de los tres creadores ganadores del Premio Nobel de ese modelo eran fundadores de LTCM), los fondos comenzaron a analizar datos pasados ​​y presentes para determinar cuándo los precios de los valores que representan el mismo riesgo legal subyacente divergían de su significado histórico.
Comprar uno y vender al descubierto el otro, en teoría, generaría una ganancia de convergencia una vez que los mercados volvieran a la media.
Esto funcionó muy bien durante un tiempo, ya que LTCM realizó apuestas similares en todo el mercado con numerosas contrapartes. Pero cuando la crisis de la deuda rusa de 1998 desató un pánico global y los inversores abandonaron todos los activos más líquidos del mundo, en lugar de converger, las apuestas de LTCM divergieron, y al mismo tiempo.
La pérdida agregada fue tan grande y sus obligaciones de contraparte tan amplias que la Reserva Federal diseñó un rescate para evitar que los mercados se paralizaran.
Los nuevos propietarios del fondo lo liquidaron. Pero las estrategias de arbitraje y análisis similares a LTCM están posiblemente aún más extendidas ahora en la era del comercio algorítmico.
Década de 2000: CDO, CDS y la burbuja inmobiliaria
La madre de todas las crisis financieras a menudo se culpa a los compradores de vivienda que solicitaron préstamos más allá de sus posibilidades de pago.
Pero ese fue solo el elemento de front-office (visible) de una máquina de back-office (invisible) que impulsó el hambre de los bancos por préstamos hipotecarios que agruparían en nuevos instrumentos de deuda complejos conocidos como obligaciones de deuda colateralizadas (CDO).
Junto con los “credit default swaps”, una innovación legal que permite a los tenedores de bonos comprar una promesa de un tercero para pagarles si un prestamista incumple sus bonos, los CDO alimentaron la idea errónea de que los préstamos de alto riesgo podrían transformarse en deuda con calificación AAA.
El mito de que el fantasma del riesgo había sido asesinado fue increíblemente destructivo porque alimentó una burbuja cuyo estallido precipitó la peor crisis financiera desde la Gran Depresión, la ocurrida en el 2008.
Una década después, los CDO están de regreso. Solo que ahora se describen como CLO, para obligaciones de préstamos con garantía, y se aplican a préstamos corporativos, no a préstamos hipotecarios.
En una economía que se está viendo paralizada por el COVID-19, este modelo tiene de nuevo a mucha gente preocupada.
2010: la caída repentina
Esa década también vio el aumento de los cuantos individuos Armados con nuevas líneas de baja latencia y alta velocidad para sus proyectos financieros. Estos genios matemáticos programaron computadoras para mover el dinero de los fondos de cobertura dentro y fuera de las posiciones en milisegundos para capitalizar las discrepancias de precios anómalas que los ojos y las manos de los humanos nunca podrían seguir.
A algunos les preocupaba una ventaja competitiva injusta, pero los mercados en general dieron la bienvenida a estas máquinas automáticas de compra y venta por la liquidez que proporcionaban.
Que a su vez llenaron un vacío dejado por los banqueros de Wall Street, que se habían vuelto menos dispuestos a actuar como creadores de mercado en las secuelas más reguladas de la crisis financiera.
Luego, a las 2:32 p.m. ET el 6 de mayo de 2010, sucedió algo sin precedentes. Sin ninguna razón aparente de inmediato, el Dow Jones Industrial Average cayó un 9% durante un período de 15 minutos, solo para recuperar casi todas esas pérdidas antes de las 3:07 p.m.
Cinco años después, se presentaron cargos contra Navinder Singh Sarao, un comerciante financiero británico acusado de utilizar algoritmos de suplantación de identidad para engañar a las máquinas comerciales para que ejecutaran la venta masiva.
Lecciones para tomar en cuenta de la historia del DeFi
Los paralelos con DeFi deberían ser claros:
Al igual que en los períodos anteriores en los que la innovación resultó ser abrumadoramente atractiva, los desarrolladores seguirán sintiéndose atraídos por este floreciente movimiento de innovación financiera.
Así como los genios de las matemáticas rechazaron los trabajos de ingeniería civil en la década de 2000 para obtener salarios de siete cifras en los fondos de cobertura, graduados similares en MIT, Stanford y otros lugares se sienten atraídos por el espacio criptográfico ahora y las nuevas DeFi acelerarán ese proceso.
Las pérdidas también vendrán. Pero, afortunadamente, el impacto se limitará al número todavía relativamente pequeño de involucrados en esta forma particular de especulación en las bolsas.
Faswet un panorama fuera de la especulación bursátil
La buena noticia de todo esto es que el tamaño relativamente pequeño dentro del mundo de las bolsas permite que DeFi continúe fomentando experimentos del mundo real con un riesgo mínimo para la sociedad en general.
¿Esto qué quiere decir?
Que se mantendrá vivo el sueño de un sistema financiero que no esté controlado por intermediarios únicamente y permite que se den ecosistemas como el que Emet presenta a sus usuarios por medio de plataformas como Faswet.
Con Faswet, cualquier persona puede disfrutar el fruto de lo que décadas y descalabros han permitido desarrollar: una economía donde somos dueños de nuestros propios recursos y podemos moverlos como necesitemos.
Entra el mundo de las finanzas descentralizadas con Faswet: https://faswet.com/es
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2020.08.24 17:37 EmetEnjoy Finanzas descentralizadas (DeFi): Futuro y evolución

De nuevo están al alza, esta vez por cuenta de blockchain y las criptomonedas, el crecimiento de modelos de finanzas descentralizadas viene en aumento debido a las garantías que puede ofrecer. Para poder entender un posible futuro, no solo se debe revisar las cifras actuales, debemos revisar su historia en el pasado, especialmente la de Wall Street. En Emet realizamos un análisis para que puedas revisar de qué se trata y cómo funciona este modelo económico.

https://preview.redd.it/5h960fwrzyi51.png?width=987&format=png&auto=webp&s=c2be8738e1158868a16ed521173307bdae6e7a62
Agosto 24.- Para predecir el futuro de las finanzas descentralizadas (DeFi), el nuevo campo en el que los protocolos de gobernanza económica descentralizados, establecen y ejecutan los términos para prestar, pedir prestado y emitir monedas estables, se debe mirar hacia el pasado.
Específicamente, revisar el pasado de Wall Street.
Breve historia de las Finanzas Descentralizadas (Defi)
Empecemos por decir que las DeFi no son una novedad: Se extiende en un ciclo de cuatro décadas de ingeniería financiera cada vez más sofisticada, que pasa desde la financiación de bonos basura hasta obligaciones de deuda garantizadas y operaciones algorítmicas.
Estas olas de evolución tecnológica han generado ganancias espectaculares para algunos, pérdidas gigantescas para otros y cambios duraderos en Wall Street, aunque al mismo tiempo han fortalecido el dominio de nuestra economía por parte de sus grandes instituciones financieras.
Ahora bien, las DeFi actuales enfrentarán el mismo patrón que en el pasado: Desarrollo de ingeniería, exageración, especulación, quiebra y consolidación. Sin embargo, también tendrá un impacto duradero, de formas que no conocemos en la actualidad.
Al observar cuatro oleadas de ingeniería financiera pasadas en los mercados tradicionales, vale la pena señalar que no necesariamente involucraron tecnología digital.
Los períodos de cambio tienen que ver tanto con las nuevas ideas en las estructuras legales y la gestión de riesgos como con el software que a menudo las habilita.
Esa historia también muestra cómo el entusiasmo por la innovación a menudo alimenta un defecto fatal en la mentalidad de los inversores: la idea de que el nuevo sistema ha eliminado o reducido significativamente el riesgo, el máximo moderador del exceso del mercado.
Esa creencia errónea alimenta las burbujas, cuyo efecto a menudo se siente en segmentos inesperados del mercado. Sin embargo, a pesar de ese fracaso, la innovación a menudo sigue ofreciendo un valor duradero más allá de la burbuja.
Veamos algunos momentos pasados:
Década de 1980: bonos basura y adquisiciones apalancadas
En los años ochenta, los gerentes corporativos y las firmas de capital privado conspiraron para obtener ganancias rápidas con las LBO (Leveraged Buyout o compras apalancadas).
Estas adquisiciones fueron financiadas por la nueva estrategia de emitir bonos de alto rendimiento (conocidos como bonos basura) que estaban respaldados por los activos de las empresas objetivo, antes de que esos activos fueran adquiridos.
Al evitar la necesidad de intermediación, la ola de innovación DeFi se encontraba, fuera del sistema bancario tradicional. Es una separación que debería permitir a los pioneros de DeFi experimentar sin un riesgo grave para la población en general, lo que permitirá un aprendizaje enriquecedor en el mundo real.
Independientemente de cuánto dinero ganen o pierdan los inversionistas, este proceso iterativo, con suerte, generará más cambios estructurales que la ingeniería financiera anterior.
Definitivamente, DeFi no nos liberará de la volatilidad. Pero podría liberarnos de la versión de volatilidad de Wall Street, en la que intermediarios bancarios, respaldados por privilegios regulatorios, cooptan perpetuamente las tecnologías para consolidar su dominio absoluto sobre nuestra economía.
Tanto los bonos basura como los LBO siguen siendo elementos del modelo financiero estadounidense.
Década de 1990: gestión de capital a largo plazo
El fondo de cobertura Long-Term Capital Management (Long-Term Capital Management) creció exponencialmente a mediados de los noventa, impulsado por una innovadora estrategia de convergencia y arbitraje.
Con un sistema basado en el modelo de precios de opciones de Black-Scholes (dos de los tres creadores ganadores del Premio Nobel de ese modelo eran fundadores de LTCM), los fondos comenzaron a analizar datos pasados ​​y presentes para determinar cuándo los precios de los valores que representan el mismo riesgo legal subyacente divergían de su significado histórico.
Comprar uno y vender al descubierto el otro, en teoría, generaría una ganancia de convergencia una vez que los mercados volvieran a la media.
Esto funcionó muy bien durante un tiempo, ya que LTCM realizó apuestas similares en todo el mercado con numerosas contrapartes. Pero cuando la crisis de la deuda rusa de 1998 desató un pánico global y los inversores abandonaron todos los activos más líquidos del mundo, en lugar de converger, las apuestas de LTCM divergieron, y al mismo tiempo.
La pérdida agregada fue tan grande y sus obligaciones de contraparte tan amplias que la Reserva Federal diseñó un rescate para evitar que los mercados se paralizaran.
Los nuevos propietarios del fondo lo liquidaron. Pero las estrategias de arbitraje y análisis similares a LTCM están posiblemente aún más extendidas ahora en la era del comercio algorítmico.
Década de 2000: CDO, CDS y la burbuja inmobiliaria
La madre de todas las crisis financieras a menudo se culpa a los compradores de vivienda que solicitaron préstamos más allá de sus posibilidades de pago.
Pero ese fue solo el elemento de front-office (visible) de una máquina de back-office (invisible) que impulsó el hambre de los bancos por préstamos hipotecarios que agruparían en nuevos instrumentos de deuda complejos conocidos como obligaciones de deuda colateralizadas (CDO).
Junto con los “credit default swaps”, una innovación legal que permite a los tenedores de bonos comprar una promesa de un tercero para pagarles si un prestamista incumple sus bonos, los CDO alimentaron la idea errónea de que los préstamos de alto riesgo podrían transformarse en deuda con calificación AAA.
El mito de que el fantasma del riesgo había sido asesinado fue increíblemente destructivo porque alimentó una burbuja cuyo estallido precipitó la peor crisis financiera desde la Gran Depresión, la ocurrida en el 2008.
Una década después, los CDO están de regreso. Solo que ahora se describen como CLO, para obligaciones de préstamos con garantía, y se aplican a préstamos corporativos, no a préstamos hipotecarios.
En una economía que se está viendo paralizada por el COVID-19, este modelo tiene de nuevo a mucha gente preocupada.
2010: la caída repentina
Esa década también vio el aumento de los cuantos individuos Armados con nuevas líneas de baja latencia y alta velocidad para sus proyectos financieros. Estos genios matemáticos programaron computadoras para mover el dinero de los fondos de cobertura dentro y fuera de las posiciones en milisegundos para capitalizar las discrepancias de precios anómalas que los ojos y las manos de los humanos nunca podrían seguir.
A algunos les preocupaba una ventaja competitiva injusta, pero los mercados en general dieron la bienvenida a estas máquinas automáticas de compra y venta por la liquidez que proporcionaban.
Que a su vez llenaron un vacío dejado por los banqueros de Wall Street, que se habían vuelto menos dispuestos a actuar como creadores de mercado en las secuelas más reguladas de la crisis financiera.
Luego, a las 2:32 p.m. ET el 6 de mayo de 2010, sucedió algo sin precedentes. Sin ninguna razón aparente de inmediato, el Dow Jones Industrial Average cayó un 9% durante un período de 15 minutos, solo para recuperar casi todas esas pérdidas antes de las 3:07 p.m.
Cinco años después, se presentaron cargos contra Navinder Singh Sarao, un comerciante financiero británico acusado de utilizar algoritmos de suplantación de identidad para engañar a las máquinas comerciales para que ejecutaran la venta masiva.
Lecciones para tomar en cuenta de la historia del DeFi
Los paralelos con DeFi deberían ser claros:
Al igual que en los períodos anteriores en los que la innovación resultó ser abrumadoramente atractiva, los desarrolladores seguirán sintiéndose atraídos por este floreciente movimiento de innovación financiera.
Así como los genios de las matemáticas rechazaron los trabajos de ingeniería civil en la década de 2000 para obtener salarios de siete cifras en los fondos de cobertura, graduados similares en MIT, Stanford y otros lugares se sienten atraídos por el espacio criptográfico ahora y las nuevas DeFi acelerarán ese proceso.
Las pérdidas también vendrán. Pero, afortunadamente, el impacto se limitará al número todavía relativamente pequeño de involucrados en esta forma particular de especulación en las bolsas.
Faswet un panorama fuera de la especulación bursátil
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2020.04.08 09:40 Emile-Principe O Comunismo é a eliminação da propriedade privada - Zhou Xincheng (Traduzido do mandarim para o português por Gabriel Gonçalves Martinez, membro fundador da URC, Uniao da Reconstrucao Comunista)

Há 170 anos, Marx e Engels declararam solenemente no programa comum do Partido Comunista – o “Manifesto Comunista” – que “os Comunistas podem generalizar suas teorias em uma sentença: eliminar a propriedade privada”.
Por Zhou Xincheng*
O objetivo máximo do Partido Comunista é conquistar o comunismo. Para conquistar a posse comum dos meios de produção material, é inevitável eliminar a propriedade privada. A eliminação da propriedade privada e o estabelecimento da propriedade pública, são as duas missões originais que os comunistas não podem esquecer. Essa é a missão que os comunistas devem ter em mente. Aquele que esquece tal missão, não pode ser chamado de membro do Partido Comunista.
No entanto, desde o início da Reforma e Abertura, algumas pessoas, conhecidas como “membros do Partido Comunista”, estão tentando o seu melhor para criticar a ideia de eliminar a propriedade privada e advogam a privatização.
Começando da “hipótese do homem econômico”, eles consideram que a natureza humana é egoísta. A propriedade pública viola a natureza humana e está destinada a falir. A propriedade privada é compatível com a natureza egoísta do homem, então a propriedade privada seria algo eterno, algo impossível de ser eliminado. Assim, eles entoam o slogan “Vida longa à propriedade privada!”.
Este pensamento é tão profundamente enraizado na cabeça de alguns, que quando um economista neoliberal como Zhang Wuchang (Steven N. S. Cheung, economista de Hong Kong), apresentou a “experiência da reforma” em uma reunião de quadros do departamento de administração, alegando que o “único caminho possível é o da privatização”, os quadros partidários que ali estavam, não só não ousaram refutá-lo, como também publicaram o discurso de Zhang Wuchang.
Que coisa estranha em um país socialista que está sob a direção do Partido Comunista!
Eu realmente não sei se esses membros do Partido Comunista realmente juraram “lutar pelo comunismo por toda a vida” quando ingressaram no Partido. É isto verdadeiro ou falso?
Algumas pessoas fazem alarde a respeito da tradução (do Manifesto Comunista), dizendo que a tradução está errada. Que a passagem em questão não deveria ser traduzida como “eliminar a propriedade privada.” Isso significaria que a propriedade privada não pode ser eliminada. Assim, seria necessário absorver sua essência e abandonar seus aspectos irrazoáveis (da propriedade privada).
No geral, essas pessoas também consideram que a natureza humana é egoísta, e a propriedade privada estaria em consonância com tal natureza egoísta.
No que diz respeito à tradução, o antigo diretor do Birô Central do Comitê de Tradução e Compilação do Comitê Central do Partido Comunista, Gu Jinping, escreveu um artigo especial para refutar tais ideias.
Ele demonstrou de várias maneiras que a tradução “eliminar a propriedade privada” está em consonância com a original intenção dos autores e é completamente correta. Essas pessoas na verdade querem defender o sistema de propriedade privada. Tentam de maneira repugnante vender suas próprias ideias e pensamentos, como se estes fossem os pensamentos de Marx e Engels.
A eliminação da propriedade privada é uma tendência objetiva e inevitável do desenvolvimento social
Os socialistas utópicos defenderam a ideia de eliminar a propriedade privada. Thomas Moore, que viveu na era histórica onde o sistema feudal começava a se desintegrar e o capitalismo surgir, odiou profundamente os meios bárbaros e cruéis da acumulação primitiva do capital. Ele acreditava que a propriedade privada era a raiz de todo o mal. Concebeu como ideal uma sociedade baseada na propriedade pública, trabalho para todos, alta moralidade, despreocupação, não exploração e não opressão. Ele descreveu este reino ideal em detalhes no seu livro Utopia. Este livro foi o pioneiro do socialismo utópico e inspirou uma geração inteira de socialistas utópicos. Depois, Saint-Simon, Owen e Fourier desenvolveram os pensamentos de Moore e formaram uma ideologia socialista utópica. Marx reconheceu os méritos históricos do socialismo utópico. O socialismo utópico analisou os defeitos do sistema capitalista em seu período inicial, prevendo a tendência histórica de que a propriedade privada seria substituída pela propriedade pública, adivinhando genialmente características básicas do futuro sistema social.
O socialismo utópico foi uma importante fonte de pensamento para a formação do marxismo. No entanto, Marx e Engels também pontuaram que o socialismo utópico era ainda o pensamento imaturo da classe operária, que havia acabado de entrar na arena política na fase inicial do capitalismo. O socialismo utópico partia da racionalidade do ser-humano, atacando todos os fundamentos da sociedade capitalista, propondo opiniões positivas sobre a sociedade futura. Tais afirmações não se baseiam em uma análise das relações de produções materiais da sociedade, mas sim nos conceitos éticos e morais das pessoas, portanto são afirmações não-científicas e historicamente idealistas. Ao mesmo tempo, eles não identificaram o poder para realizar tais ideias e rejeitaram todo tipo de ação política. Eles sempre faziam apelos a toda sociedade, principalmente as classes dominantes, pensando que na medida em que o povo entendesse suas ideias, poderiam assim criar a nova sociedade. O socialismo utópico é uma fantasia que não pode ser realizada. Marx e Engels apontaram que o significado do socialismo utópico “está na proporção inversa do seu desenvolvimento histórico. À medida em que a luta de classes se acentua e toma formas mais definidas, o fantástico afã de abstrair-se dela, essa fantástica oposição que se lhe faz, perde qualquer valor prático, qualquer justificação teórica” (Manifesto do Partido Comunista, sobre o comunismo utópico-crítico).
Marx e Engels usaram o materialismo histórico e a teoria da mais-valia, descoberta por eles, para absorver o conteúdo positivo do socialismo utópico e criar o socialismo científico. Afirmaram que a eliminação da propriedade privada e o estabelecimento da propriedade pública são os objetivos das leis do desenvolvimento da sociedade humana e uma tendência inevitável da história. Ao desenvolverem o socialismo científico, eles não partiram das boas intenções dos seres humanos para criticar o capitalismo e formular novos programas sociais. Eles acreditavam que “este apelo à moral e ao direito não nos faz avançar cientificamente nem uma polegada; a ciência econômica não pode encontrar, na indignação moral, por mais justificada que ela seja, nem razões nem argumentos, mas simplesmente sintomas.” Eles procederam da análise das relações de produções materiais do capitalismo e chegaram a conclusão que a propriedade privada seria eliminada.
Sua lógica era de que o com desenvolvimento do capitalismo, o aprofundamento da divisão social do trabalho e a proximidade dos laços econômicos, a produção estava se tornando cada vez mais social. Cada produto não é mais produzido por um trabalhador individual, mas sim produzido por um grupo de trabalhadores. Os produtos produzidos são produzidos para o consumo social e as necessidades matérias de produção são fornecidas pela sociedade, estando as unidades de produção intimamente ligadas umas com as outras, convertendo-se em um todo orgânico. Essa natureza da produtividade, objetivamente requer que a sociedade controle os meios de produção e regule a operação de toda a economia nacional de acordo com as necessidades da sociedade. No entanto, sob condições capitalistas, os meios de produção são apropriados de maneira privada pelos capitalistas e o objetivo da produção é obter a mais-valia. A propriedade privada burguesa dificulta a realização desse requerimento objetivo das forças produtivas sociais.
O modo de produção está em contradição com o modo de apropriação. A contradição entre o caráter social da produção e a apropriação capitalista se tornou a contradição básica do capitalismo. Essa contradição é a raiz de todas as doenças do sistema capitalista. Para superar tal contradição, a propriedade privada capitalista deve ser substituída pela propriedade pública dos meios de produção. Engels fez uma incisiva análise sobre essa questão. Ele disse: “Hoje, porém, quando, pelo desenvolvimento da grande indústria se criaram, em primeiro lugar, capitais e forças produtivas numa quantidade nunca antes conhecida e existem meios para, num curto lapso de tempo, multiplicar essas forças produtivas até ao infinito; quando, em segundo lugar, essas forças produtivas estão concentradas nas mãos de poucos burgueses, enquanto a grande massa do povo se converte cada vez mais em proletários, enquanto a sua situação se torna mais miserável e insuportável, na mesma proporção em que se multiplicam as riquezas dos burgueses; quando, em terceiro lugar, estas forças produtivas poderosas e que se multiplicam facilmente ultrapassaram de tal maneira a propriedade privada e os burgueses que provocam a cada momento as mais violentas perturbações na ordem social – agora a abolição da propriedade privada.” (Engels, Princípios Básicos do Comunismo)
Marx também expressou vividamente essa ideia. Ele disse: O monopólio do capital torna-se um entrave para o modo de produção que com ele e sob ele floresceu. A centralização dos meios de produção e a socialização do trabalho atingem um ponto em que se tornam incompatíveis com o seu invólucro capitalista. Este é rompido. Soa a hora da propriedade privada capitalista. Os expropriadores são expropriados. (Marx, O Capital. A Chamada Acumulação Original)
Podemos afirmar que Marx e Engels acreditavam que a eliminação da propriedade privada e o estabelecimento da propriedade pública derivam da natureza social das forças produtivas e são um requerimento objetivo para o seu desenvolvimento. Essa é uma lei do desenvolvimento social e uma tendência inevitável da história.
A questão da propriedade é uma questão básica do movimento comunista
O Manifesto Comunista claramente apontou que o problema básico do movimento comunista é a questão da propriedade. Marx e Engels prestaram grande atenção à questão da propriedade, então eles resumiram sua teoria em uma sentença: eliminar a propriedade privada.
Desde a implementação da Reforma e Abertura, há essa tendência de diluir e mesmo negar o significado da propriedade dos meios de produção materiais. Por um período, o argumento “não pergunte, apenas faça” é bastante popular. Este argumento considera que a diferença entre a propriedade pública e a propriedade privada não é importante, contanto que a economia possa ser desenvolvida. Argumentam que toda essa discussão é algo débil, sem importância. O que realmente importa é fazer com que a economia cresça. Não pergunte se algo é “público” ou “privado”, assim como não pergunte se algo é “social” ou “capital”, ou seja, não pergunte sobre questões políticas, tais como sobre a natureza de um sistema social.
Esse tipo de argumento conduz a uma série de problemas no campo da pesquisa econômica.
Por exemplo, sobre o problema no campo da distribuição, a tendência geral é não conduzir pesquisas partindo da análise da propriedade dos meios de produção, fazendo assim uma confusão sobre políticas específicas de distribuição. Essa é a tendência do “socialismo vulgar” criticada por Marx.
A propriedade pública possui um método de distribuição particular a propriedade pública. A propriedade privada possui um método de distribuição particular a propriedade privada. Como nós podemos tentar explicar o problema da distribuição se abandonarmos a análise da propriedade?
Diluir ou mesmo ignorar a questão da propriedade é uma visão politicamente e academicamente irrazoável.
O conceito de propriedade dos meios de produção é um conceito muito importante do Marxismo
Para os seres humanos sobreviverem e se desenvolverem, é necessário que se engajem na produção material. No processo de produção, as pessoas não somente se relacionam com o mundo material, mas também contraem determinadas relações uns com os outros, ou seja, relações de produção. Indivíduos isolados, que não possuem relações sociais com outras pessoas, não podem sobreviver. Todo tipo de produção é levado a cabo dentro de um determinado tipo de relação de produção. Sem relações de produção, não existe produção material. A soma das relações de produção são a base econômica da superestrutura da sociedade.
As relações econômicas entre as pessoas no processo de produção material são diversas e as relações de produção são um complexo sistema com múltiplos níveis de conteúdo.
Nesse sistema, a propriedade dos meios de produção material joga um papel decisivo e são a base de toda as relações de produção. Em uma sociedade onde uns possuem os meios de produção e outros não, aqueles que são proprietários dos meios de produção possuem vantagens no processo produtivo.
Os proprietários dos meios de produção se apropriam dos produtos criados pelo trabalho excedente daqueles que perderam os meios de produção. Isto é a exploração.
Os fundamentos para a eliminação da exploração, estão em uma sociedade onde os trabalhadores compartilham igualmente dos produtos produzidos pelo trabalho e todos são iguais diante dos meios de produção.
A propriedade dos meios de produção determina também o caráter da produção, assim como determina a natureza das relações econômicas entre o povo no processo de trabalho e distribuição. A natureza da sociedade, economicamente, depende da forma de propriedade dos meios de produção.
Sem entender o sistema de propriedade não se pode entender a natureza das relações econômicas e não se pode jugar a natureza de uma sociedade.
Engels resumiu a história do desenvolvimento da sociedade humana e apontou que, embora a revolução social seja um ato político, em última análise ela visa alterar a propriedade dos meios de produção materiais. Ele disse:
“Até hoje, todas as revoluções têm sido contra um tipo de propriedade e em favor de outro; um tipo de propriedade não pode ser protegido sem que se lese outro. Na grande Revolução Francesa, a propriedade feudal foi sacrificada para que se salvasse a propriedade burguesa (…) desde a primeira até a última dessas chamadas revoluções políticas, todas elas se fizeram em defesa da propriedade, de um tipo de propriedade, e se realizaram por meio do confisco dos bens (dito de outro modo: do roubo) por outro tipo de propriedade.” (Engels, A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado. Capítulo V. Gênese do Estado Ateniense).
Essas palavras clarificam o papel decisivo do tipo de propriedade dos meios de produção materiais no desenvolvimento da sociedade.
Portanto, Marx e Engels propuseram no Manifesto Comunista que “a revolução comunista é a ruptura mais radical com as relações de propriedade tradicionais.”
Lenin também enfatizou esse ponto: “A classe operária deve obter sua verdadeira libertação. A revolução social que deve ser produzida devido ao pleno desenvolvimento de modo de produção capitalista é eliminar a propriedade privada dos meios de produção e transformá-los em propriedade pública.” Eles sempre enfatizaram a questão da propriedade e enfatizaram a eliminação da propriedade privada. Subestimar essa questão é uma violação do Marxismo.
Sem dúvida, a eliminação da propriedade privada não pode ser alcançada do dia para a noite, devendo ser realizada gradualmente, na medida que as condições amadureçam.
Engels apontou em sua resposta para tal questão, que era impossível eliminar a propriedade privada de uma vez. “A propriedade privada só poderá ser abolida quando estiver criada a massa de meios de produção necessária para isso.”
De um modo geral, a revolução e construção socialista em países atrasados econômico e culturalmente, devido ao relativo baixo desenvolvimento das forças produtivas e o desenvolvimento desigual, determina que o setor privado também tem um efeito positivo no desenvolvimento da economia nacional, dentro de um certo escopo.
Na vida real, a propriedade privada não pode ser completamente eliminada e uma só propriedade pública estabelecida. A China encontra-se na fase primária do socialismo. A natureza e o nível de produtividade determinam que nós só podemos implementar o sistema econômico básico na qual a propriedade pública é o pilar da economia e múltiplas formas de propriedade se desenvolvem conjuntamente.
Nós devemos também encorajar, apoiar e guiar a economia privada. No entanto, devemos apontar que, primeiro, a existência e o desenvolvimento da propriedade privada não é porque a propriedade privada é relação de produção avançada, ou reflete a “natureza humana”, mas sim é algo determinado pelo atraso da produtividade.
Segundo, futuramente, com o desenvolvimento da produtividade, nós iremos eliminar completamente a propriedade privada.
Tal objetivo não pode ser ocultado.
O desenvolvimento da propriedade privada, para desenvolver a economia e criar condições para a ulterior eliminação da propriedade privada, faz parte da dialética da história. Aquele que esquece tal missão, não pode ser qualificado como comunista.
Atualmente, entorno da luta para desenvolver a propriedade pública e gradualmente eliminar a propriedade privada, focar em como lidar com a economia estatal
Desde a reforma e abertura, existe um intenso debate teórico e prático sobre aderir e desenvolver a propriedade pública ou enfraquecer a propriedade pública, promovendo a privatização. O foco do debate é sobre como tratar a economia estatal. Isso ocorre porque nas condições do socialismo, a economia estatal é a principal forma de propriedade pública.
Em 10 de outubro de 2016, o Secretário-Geral Xi Jinping pronunciou um importante discurso na Conferência Nacional sobre a Construção das Empresas Estatais. No começo do seu discurso, a seguinte questão foi levantada:
“Precisamos ou não das empresas estatais?” Ele respondeu: “Eu não levantei essa questão aleatoriamente, para causar alarmismo, mas esse é um problema muito sério que devemos enfrentar.”
Ele continuou:
“Sob a liderança do Partido Comunista da China e o sistema socialista chinês, as empresas estatais e a economia estatal devem continuar crescendo e se desenvolvendo. Isso é algo inquestionável, no entanto, por algum tempo, algumas pessoas na sociedade têm criado estranhas teorias sobre as empresas estatais, falando sobre o ‘monopólio das empresas estatais’, que ‘a existência das empresas estatais é insuportável’, advogando pela ‘privatização’. Várias forças hostis e algumas pessoas com motivações ocultas focam nas empresas estatais, atacando-as e difamando-as, proclamando que ‘as empresas estatais estão quebradas’. Afirmam que o ‘desmembramento’ é a melhor forma para reformar as empresas estatais. Essas pessoas são bastante conscientes da importância das empresas estatais para a governança de nosso partido, para nosso sistema socialista, promovendo assim a confusão na mente das pessoas. Alguns camaradas não possuem clareza em relação a essa questão. Nós devemos dominar as questões políticas. Nós não podemos achar que isso é a apenas uma questão de propriedade ou meramente econômica. Isso seria bastante ingênuo!”
Devemos ver o debate sobre as empresas estatais a partir de uma perspectiva política. As empresas estatais são o pilar do socialismo com características chinesas. Sem as empresas estatais, todo o sistema do socialismo com características chinesas entrará em colapso.
Desde a reforma e abertura, sempre há algum “economista famoso” que advoga a tese de que o socialismo com características chinesas não requer a economia estatal. Os argumentos não são os mesmos, mas a ponta de lança é bastante consistente: as reformas devem eliminar as empresas estatais.
A demonização das empresas estatais quase tornou-se a opinião pública dominante. Portanto, por um período de tempo, um furação que vendeu diversas empresas estatais foi causado, resultando em grandes perdas de ativos estatais.
Wu Jinglian (economista chinês) é talvez o mais determinado e radical a defender que o socialismo não requer empresas estatais. Partindo das posições do neoliberalismo, vê que as empresas estatais não são agradáveis aos olhos e devem ser completamente eliminadas. Na véspera da Terceira Sessão Plenária do 18. Comitê Central do Partido Comunista da China, ele comentou que a reforma da China estaria em sua pior época. Ele disse que depois de mais de 30 anos, o resultado foi a criação de um sistema misto. Do que esse sistema é formado? Além de não conseguir promover a mercantilização completa, algumas empresas estatais foram mantidas. Ele disse que, para avançar as reformas, é necessário cancelar a principal forma de propriedade pública: a economia estatal.
O mais odioso é que ele criou o rumor de que Deng Xiaoping considerava que o socialismo não requer empresas estatais.
Wu Jingliang afirmou em uma entrevista para o site Fenghuang.com, em 16 de outubro de 2016: “O socialismo não tem nada a ver com Estado ou não-Estado.” Por essa razão, fui checar as Obras Escolhidas de Deng Xiaoping. Não há nenhum tipo de afirmação desse tipo nas Obras de Deng Xiaoping.
Em agosto de 1985, quando falava sobre a necessidade de as reformas aderirem a direção do socialismo, Deng Xiaoping apontou: “O socialismo possui dois importantes aspectos: um é que ele está baseado na propriedade pública, outro é que ele se opõe a polarização. A propriedade pública, incluindo a propriedade de todo o povo e propriedade coletiva, agora representa mais de 90% da economia.”
Embora ele não fale diretamente sobre a economia estatal, todo mundo sabe que a propriedade de todo o povo é a economia estatal. O artigo 7º da Constituição da República Popular da China afirma: “A economia estatal é a economia sob propriedade de todo o povo.”
De acordo com as “Crónicas de Deng Xiaoping”, quando Deng Xiaoping revisava o relatório ao 14. Congresso Nacional do Partido Comunista da China, ele afirmou: “a economia socialista é dominada pela propriedade pública.” “A propriedade coletiva rural também faz parte do sistema de propriedade pública.”
Se você desaprova a economia estatal, dizendo que esse rumor é obra de Deng Xiaoping, a personalidade desprezível aqui é evidente.
Quando um diretor adjunto do Escritório Provincial de Estatística leu o relatório da Terceira Sessão Plenária do 18º Comitê Central, declarou publicamente que as empresas de propriedade estatal são realmente “monstruosas”, “os funcionários não são funcionários, as pessoas não são pessoas” e competem pelos recursos com as empresas privadas. Depois de tantos anos, o problema continua. Depois de anos de reformas, parece que as empresas estatais se reduziram, porém novas empresas estatais foram criadas continuamente e as empresas estatais originais continuam crescendo. Ele crê que as reformas da China devem aceitar os conselhos de Coase (Robert Coase, economista britânico neoliberal), eliminando completamente as empresas estatais e permitindo que as empresas privadas compitam livremente. Isso seria o “mais importante”. O ânimo para eliminar as empresas estatais vai além das palavras. Além disso, no contexto de resoluta crítica do governo central ao neoliberalismo, alçou as ideias de Coase como suas próprias. Sua o obstinação em realizar as reformas de acordo com o neoliberalismo não é pouca.
Outro “economista”, que uma vez desempenhou a função de subdiretor da Comissão Nacional de Reforma Econômica, disse que a economia estatal não é socialismo. Citou Engels, que uma vez disse que economia estatal não é socialismo. Se a economia estatal é socialismo, então Bismarck era socialista porque este defendia o monopólio estatal da produção de tabaco. Ele argumentou que considerar a economia estatal como socialismo era “falso socialismo”. Propôs uma nova definição de socialismo: “propriedade do povo, empreendoismo do povo e usufruto do povo.” Esses três novos princípios do povo seriam o socialismo. Também advogou pela eliminação da economia estatal e defendeu a privatização.
Aqui, se vê que ele distorceu abertamente o pensamento de Engels. O que Engels realmente quis dizer é que nem toda nacionalização é socialismo e que a natureza da economia estatal depende da natureza do Estado.
Isto faz todo o sentido.
A economia estatal existiu também na antiguidade. Na antiguidade, as minas de ferro e sal pertenciam ao Estado e aos oficiais da dinastia Han, estando a serviço da classe latifundiária, possuindo um caráter feudal. O Estado da sociedade capitalista é totalmente capitalista. A nacionalização, no capitalismo, não altera os atributos capitalistas da economia estatal, assim como não altera as relações de exploração dos trabalhadores. No capitalismo a economia estatal possui um caráter capitalista.
Nos países socialistas, o Estado de ditadura do proletariado representa os interesses de todos os trabalhadores, domina a propriedade dos meios de produção e utiliza esses meios de produção em benefício do povo. Assim, a propriedade estatal é a propriedade de todo o povo e representa o socialismo.
O “economista” criou um paradoxo para criar um pretexto para promover a privatização, ao distorcer a intenção original de Engels. Suas intenções são extremamente sinistras.
A sociedade socialista deve controlar os meios de produção e estabelecer a economia estatal mediante a ditadura do proletariado, como propuseram Marx e Engels. Como mencionado anteriormente, de acordo com Marx e Engels, as relações de produção devem estar de acordo com a natureza da produtividade, propondo que a eliminação da propriedade privada e o estabelecimento da propriedade pública são uma necessidade objetiva.
Então, que forma adota a propriedade pública socialista dos meios materiais de produção? No socialismo, que organização pode representar toda a sociedade e possuir os meios de produção, regulando o funcionamento de toda a economia nacional? Está claro que somente em um país de ditadura do proletariado.
Isso se deve ao fato de que a ditadura do proletariado representa os interesses fundamentais de todos os trabalhadores, sendo a representação geral de toda classe operária.
Portanto, no Manifesto Comunista, Marx e Engels afirmaram que o proletariado, depois de tomar o poder político “vai usar seu predomínio político para retirar, aos poucos, todo o capital da burguesia, para concentrar todos os instrumentos de produção nas mãos do Estado – quer dizer, do proletariado organizado como classe dominante”.
O estabelecimento da propriedade estatal em uma sociedade socialista é objetivamente inevitável. Todos os países socialistas definiram a propriedade estatal como forma principal da propriedade socialista dos meios de produção, depois da vitória da revolução. Defender a eliminação das empresas estatais é uma violação dos princípios básicos do Marxismo e também uma violação das leis do desenvolvimento social.
É uma ação e comportamento que se move contra a tendência da história.
O desenvolvimento comum de múltiplos componentes econômicos é um fenômeno especial da etapa primária do socialismo que não pode ser eternizado
Frequentemente algumas pessoas consideram que o apoio e orientação para o desenvolvimento de múltiplas formas de propriedade e o desenvolvimento da economia privada, significa que o socialismo seja uma sociedade com múltiplas formas de propriedade e a propriedade privada não deve ser eliminada.
A base econômica do sistema socialista é a propriedade pública e está escrita na constituição de nosso país. A China agora adota a propriedade pública como pilar, sendo o desenvolvimento das múltiplas formas de propriedade um fenômeno peculiar na etapa primária do socialismo.
Leiamos as resoluções do 13. Congresso do Partido Comunista da China, que fez a afirmação de que a China ainda está na etapa primária do socialismo.
A resolução afirmou que a China estabeleceu o sistema socialista, sob a base do semifeudalismo e semicolonialismo e sua economia e cultura é relativamente atrasada.
Isso exige um longo período histórico para a realização da industrialização e socialização, que outros países conquistaram sob condições capitalistas. A China está ainda na etapa primária do socialismo. Sua produtividade ainda é atrasada e o seu desenvolvimento não é balanceado.
A produtividade social, exigida para o estabelecimento da propriedade pública dos meios de produção, ainda não está disponível em muitas regiões e departamentos. Portanto, nós não podemos implementar um único sistema de propriedade pública; nós também precisamos da economia não-pública como complemento da economia socialista.
A propriedade pública, como coluna vertebral da economia e múltiplas formas de propriedade se desenvolvendo conjuntamente, constituem o sistema econômico básico do sistema econômico na primeira etapa do socialismo.
A propriedade pública é o esteio e as múltiplas formas de propriedade se desenvolvem juntas, que é o sistema econômico básico no estágio primário do socialismo. Pode-se ver que a existência da propriedade privada é uma característica do estágio primário do socialismo e não uma característica geral do socialismo. O socialismo é eliminação da propriedade privada e não pode consolidar e perpetuar o fenômeno especial da etapa primária do socialismo. Pode ser dito que a existência da propriedade privada é uma característica da primeira etapa do socialismo, não uma característica geral do socialismo.
A etapa primária do socialismo se caracteriza pelo fato de que, em sua estrutura de propriedade, a propriedade pública é a coluna vertebral da economia e múltiplas formas de propriedade se desenvolvem conjuntamente. Existe tanto a propriedade pública e a propriedade privada capitalista, capital estrangeiro.
No campo da distribuição, existe tanto a distribuição de acordo com o trabalho (que é o principal), determinado pela propriedade pública, como a distribuição de fatores determinados pela propriedade privada (que é secundário).
Portanto, também existe exploração dentro de uma certa escala. Esses dois fatores coexistem e convivem em conflito.
A etapa primária do socialismo não é uma forma econômica e social estável, mas uma sociedade em transição. O desenvolvimento do estágio primário do socialismo tem duas direções e dois futuros.
O primeiro é que, com o desenvolvimento das forças produtivas, com o aumento do grau de socialização da produção, os fatores socialistas irão se desenvolver continuamente e gradualmente evoluirão para um estágio mais elevado do socialismo, chegando finalmente ao comunismo.
A outra direção é a do retorno ao capitalismo. Aqui está o fator decisivo da questão. A chave é como nós trabalhamos. Se a ideia de erradicar a propriedade estatal e promover a privatização for colocada em prática, o cenário de retorno ao capitalismo é inteiramente possível.
Esse é um perigo real, que tem seus precedentes na história do movimento comunista internacional. A etapa primária do socialismo não é algo estático, mas sempre está em mudança e não pode ter uma vida longa.
Na etapa primária do socialismo, que está cheia de contradições e lutas, a importância de ideais e crenças é completamente demonstrada. “O ideal revolucionário é mais alto que o céu.”
Nós devemos reforçar nossa convicção Marxista e ter em mente o ideal comunista. O comunismo é um grande ideal, uma coisa do futuro, mas também uma realidade. Nós devemos unir nosso programa básico, com o nosso programa mais elevado. Cada medida que nós tomamos nas atuais circunstâncias, devem ser um passo em direção ao comunismo. Não esquecer a realização da missão original do comunismo, ter em mente a eliminação da propriedade privada e trabalhar de maneira realista.
Dessa forma, a solene declaração de “eliminar a propriedade privada” do Manifesto do Partido Comunista certamente se realizará.
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2020.04.08 09:38 Emile-Principe O Comunismo é a eliminação da propriedade privada - Zhou Xincheng (Traduzido do mandarim para o português por Gabriel Gonçalves Martinez, membro fundador da URC, Uniao da Reconstrucao Comunista)

Há 170 anos, Marx e Engels declararam solenemente no programa comum do Partido Comunista – o “Manifesto Comunista” – que “os Comunistas podem generalizar suas teorias em uma sentença: eliminar a propriedade privada”.
Por Zhou Xincheng*
O objetivo máximo do Partido Comunista é conquistar o comunismo. Para conquistar a posse comum dos meios de produção material, é inevitável eliminar a propriedade privada. A eliminação da propriedade privada e o estabelecimento da propriedade pública, são as duas missões originais que os comunistas não podem esquecer. Essa é a missão que os comunistas devem ter em mente. Aquele que esquece tal missão, não pode ser chamado de membro do Partido Comunista.
No entanto, desde o início da Reforma e Abertura, algumas pessoas, conhecidas como “membros do Partido Comunista”, estão tentando o seu melhor para criticar a ideia de eliminar a propriedade privada e advogam a privatização.
Começando da “hipótese do homem econômico”, eles consideram que a natureza humana é egoísta. A propriedade pública viola a natureza humana e está destinada a falir. A propriedade privada é compatível com a natureza egoísta do homem, então a propriedade privada seria algo eterno, algo impossível de ser eliminado. Assim, eles entoam o slogan “Vida longa à propriedade privada!”.
Este pensamento é tão profundamente enraizado na cabeça de alguns, que quando um economista neoliberal como Zhang Wuchang (Steven N. S. Cheung, economista de Hong Kong), apresentou a “experiência da reforma” em uma reunião de quadros do departamento de administração, alegando que o “único caminho possível é o da privatização”, os quadros partidários que ali estavam, não só não ousaram refutá-lo, como também publicaram o discurso de Zhang Wuchang.
Que coisa estranha em um país socialista que está sob a direção do Partido Comunista!
Eu realmente não sei se esses membros do Partido Comunista realmente juraram “lutar pelo comunismo por toda a vida” quando ingressaram no Partido. É isto verdadeiro ou falso?
Algumas pessoas fazem alarde a respeito da tradução (do Manifesto Comunista), dizendo que a tradução está errada. Que a passagem em questão não deveria ser traduzida como “eliminar a propriedade privada.” Isso significaria que a propriedade privada não pode ser eliminada. Assim, seria necessário absorver sua essência e abandonar seus aspectos irrazoáveis (da propriedade privada).
No geral, essas pessoas também consideram que a natureza humana é egoísta, e a propriedade privada estaria em consonância com tal natureza egoísta.
No que diz respeito à tradução, o antigo diretor do Birô Central do Comitê de Tradução e Compilação do Comitê Central do Partido Comunista, Gu Jinping, escreveu um artigo especial para refutar tais ideias.
Ele demonstrou de várias maneiras que a tradução “eliminar a propriedade privada” está em consonância com a original intenção dos autores e é completamente correta. Essas pessoas na verdade querem defender o sistema de propriedade privada. Tentam de maneira repugnante vender suas próprias ideias e pensamentos, como se estes fossem os pensamentos de Marx e Engels.
A eliminação da propriedade privada é uma tendência objetiva e inevitável do desenvolvimento social
Os socialistas utópicos defenderam a ideia de eliminar a propriedade privada. Thomas Moore, que viveu na era histórica onde o sistema feudal começava a se desintegrar e o capitalismo surgir, odiou profundamente os meios bárbaros e cruéis da acumulação primitiva do capital. Ele acreditava que a propriedade privada era a raiz de todo o mal. Concebeu como ideal uma sociedade baseada na propriedade pública, trabalho para todos, alta moralidade, despreocupação, não exploração e não opressão. Ele descreveu este reino ideal em detalhes no seu livro Utopia. Este livro foi o pioneiro do socialismo utópico e inspirou uma geração inteira de socialistas utópicos. Depois, Saint-Simon, Owen e Fourier desenvolveram os pensamentos de Moore e formaram uma ideologia socialista utópica. Marx reconheceu os méritos históricos do socialismo utópico. O socialismo utópico analisou os defeitos do sistema capitalista em seu período inicial, prevendo a tendência histórica de que a propriedade privada seria substituída pela propriedade pública, adivinhando genialmente características básicas do futuro sistema social.
O socialismo utópico foi uma importante fonte de pensamento para a formação do marxismo. No entanto, Marx e Engels também pontuaram que o socialismo utópico era ainda o pensamento imaturo da classe operária, que havia acabado de entrar na arena política na fase inicial do capitalismo. O socialismo utópico partia da racionalidade do ser-humano, atacando todos os fundamentos da sociedade capitalista, propondo opiniões positivas sobre a sociedade futura. Tais afirmações não se baseiam em uma análise das relações de produções materiais da sociedade, mas sim nos conceitos éticos e morais das pessoas, portanto são afirmações não-científicas e historicamente idealistas. Ao mesmo tempo, eles não identificaram o poder para realizar tais ideias e rejeitaram todo tipo de ação política. Eles sempre faziam apelos a toda sociedade, principalmente as classes dominantes, pensando que na medida em que o povo entendesse suas ideias, poderiam assim criar a nova sociedade. O socialismo utópico é uma fantasia que não pode ser realizada. Marx e Engels apontaram que o significado do socialismo utópico “está na proporção inversa do seu desenvolvimento histórico. À medida em que a luta de classes se acentua e toma formas mais definidas, o fantástico afã de abstrair-se dela, essa fantástica oposição que se lhe faz, perde qualquer valor prático, qualquer justificação teórica” (Manifesto do Partido Comunista, sobre o comunismo utópico-crítico).
Marx e Engels usaram o materialismo histórico e a teoria da mais-valia, descoberta por eles, para absorver o conteúdo positivo do socialismo utópico e criar o socialismo científico. Afirmaram que a eliminação da propriedade privada e o estabelecimento da propriedade pública são os objetivos das leis do desenvolvimento da sociedade humana e uma tendência inevitável da história. Ao desenvolverem o socialismo científico, eles não partiram das boas intenções dos seres humanos para criticar o capitalismo e formular novos programas sociais. Eles acreditavam que “este apelo à moral e ao direito não nos faz avançar cientificamente nem uma polegada; a ciência econômica não pode encontrar, na indignação moral, por mais justificada que ela seja, nem razões nem argumentos, mas simplesmente sintomas.” Eles procederam da análise das relações de produções materiais do capitalismo e chegaram a conclusão que a propriedade privada seria eliminada.
Sua lógica era de que o com desenvolvimento do capitalismo, o aprofundamento da divisão social do trabalho e a proximidade dos laços econômicos, a produção estava se tornando cada vez mais social. Cada produto não é mais produzido por um trabalhador individual, mas sim produzido por um grupo de trabalhadores. Os produtos produzidos são produzidos para o consumo social e as necessidades matérias de produção são fornecidas pela sociedade, estando as unidades de produção intimamente ligadas umas com as outras, convertendo-se em um todo orgânico. Essa natureza da produtividade, objetivamente requer que a sociedade controle os meios de produção e regule a operação de toda a economia nacional de acordo com as necessidades da sociedade. No entanto, sob condições capitalistas, os meios de produção são apropriados de maneira privada pelos capitalistas e o objetivo da produção é obter a mais-valia. A propriedade privada burguesa dificulta a realização desse requerimento objetivo das forças produtivas sociais.
O modo de produção está em contradição com o modo de apropriação. A contradição entre o caráter social da produção e a apropriação capitalista se tornou a contradição básica do capitalismo. Essa contradição é a raiz de todas as doenças do sistema capitalista. Para superar tal contradição, a propriedade privada capitalista deve ser substituída pela propriedade pública dos meios de produção. Engels fez uma incisiva análise sobre essa questão. Ele disse: “Hoje, porém, quando, pelo desenvolvimento da grande indústria se criaram, em primeiro lugar, capitais e forças produtivas numa quantidade nunca antes conhecida e existem meios para, num curto lapso de tempo, multiplicar essas forças produtivas até ao infinito; quando, em segundo lugar, essas forças produtivas estão concentradas nas mãos de poucos burgueses, enquanto a grande massa do povo se converte cada vez mais em proletários, enquanto a sua situação se torna mais miserável e insuportável, na mesma proporção em que se multiplicam as riquezas dos burgueses; quando, em terceiro lugar, estas forças produtivas poderosas e que se multiplicam facilmente ultrapassaram de tal maneira a propriedade privada e os burgueses que provocam a cada momento as mais violentas perturbações na ordem social – agora a abolição da propriedade privada.” (Engels, Princípios Básicos do Comunismo)
Marx também expressou vividamente essa ideia. Ele disse: O monopólio do capital torna-se um entrave para o modo de produção que com ele e sob ele floresceu. A centralização dos meios de produção e a socialização do trabalho atingem um ponto em que se tornam incompatíveis com o seu invólucro capitalista. Este é rompido. Soa a hora da propriedade privada capitalista. Os expropriadores são expropriados. (Marx, O Capital. A Chamada Acumulação Original)
Podemos afirmar que Marx e Engels acreditavam que a eliminação da propriedade privada e o estabelecimento da propriedade pública derivam da natureza social das forças produtivas e são um requerimento objetivo para o seu desenvolvimento. Essa é uma lei do desenvolvimento social e uma tendência inevitável da história.
A questão da propriedade é uma questão básica do movimento comunista
O Manifesto Comunista claramente apontou que o problema básico do movimento comunista é a questão da propriedade. Marx e Engels prestaram grande atenção à questão da propriedade, então eles resumiram sua teoria em uma sentença: eliminar a propriedade privada.
Desde a implementação da Reforma e Abertura, há essa tendência de diluir e mesmo negar o significado da propriedade dos meios de produção materiais. Por um período, o argumento “não pergunte, apenas faça” é bastante popular. Este argumento considera que a diferença entre a propriedade pública e a propriedade privada não é importante, contanto que a economia possa ser desenvolvida. Argumentam que toda essa discussão é algo débil, sem importância. O que realmente importa é fazer com que a economia cresça. Não pergunte se algo é “público” ou “privado”, assim como não pergunte se algo é “social” ou “capital”, ou seja, não pergunte sobre questões políticas, tais como sobre a natureza de um sistema social.
Esse tipo de argumento conduz a uma série de problemas no campo da pesquisa econômica.
Por exemplo, sobre o problema no campo da distribuição, a tendência geral é não conduzir pesquisas partindo da análise da propriedade dos meios de produção, fazendo assim uma confusão sobre políticas específicas de distribuição. Essa é a tendência do “socialismo vulgar” criticada por Marx.
A propriedade pública possui um método de distribuição particular a propriedade pública. A propriedade privada possui um método de distribuição particular a propriedade privada. Como nós podemos tentar explicar o problema da distribuição se abandonarmos a análise da propriedade?
Diluir ou mesmo ignorar a questão da propriedade é uma visão politicamente e academicamente irrazoável.
O conceito de propriedade dos meios de produção é um conceito muito importante do Marxismo
Para os seres humanos sobreviverem e se desenvolverem, é necessário que se engajem na produção material. No processo de produção, as pessoas não somente se relacionam com o mundo material, mas também contraem determinadas relações uns com os outros, ou seja, relações de produção. Indivíduos isolados, que não possuem relações sociais com outras pessoas, não podem sobreviver. Todo tipo de produção é levado a cabo dentro de um determinado tipo de relação de produção. Sem relações de produção, não existe produção material. A soma das relações de produção são a base econômica da superestrutura da sociedade.
As relações econômicas entre as pessoas no processo de produção material são diversas e as relações de produção são um complexo sistema com múltiplos níveis de conteúdo.
Nesse sistema, a propriedade dos meios de produção material joga um papel decisivo e são a base de toda as relações de produção. Em uma sociedade onde uns possuem os meios de produção e outros não, aqueles que são proprietários dos meios de produção possuem vantagens no processo produtivo.
Os proprietários dos meios de produção se apropriam dos produtos criados pelo trabalho excedente daqueles que perderam os meios de produção. Isto é a exploração.
Os fundamentos para a eliminação da exploração, estão em uma sociedade onde os trabalhadores compartilham igualmente dos produtos produzidos pelo trabalho e todos são iguais diante dos meios de produção.
A propriedade dos meios de produção determina também o caráter da produção, assim como determina a natureza das relações econômicas entre o povo no processo de trabalho e distribuição. A natureza da sociedade, economicamente, depende da forma de propriedade dos meios de produção.
Sem entender o sistema de propriedade não se pode entender a natureza das relações econômicas e não se pode jugar a natureza de uma sociedade.
Engels resumiu a história do desenvolvimento da sociedade humana e apontou que, embora a revolução social seja um ato político, em última análise ela visa alterar a propriedade dos meios de produção materiais. Ele disse:
“Até hoje, todas as revoluções têm sido contra um tipo de propriedade e em favor de outro; um tipo de propriedade não pode ser protegido sem que se lese outro. Na grande Revolução Francesa, a propriedade feudal foi sacrificada para que se salvasse a propriedade burguesa (…) desde a primeira até a última dessas chamadas revoluções políticas, todas elas se fizeram em defesa da propriedade, de um tipo de propriedade, e se realizaram por meio do confisco dos bens (dito de outro modo: do roubo) por outro tipo de propriedade.” (Engels, A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado. Capítulo V. Gênese do Estado Ateniense).
Essas palavras clarificam o papel decisivo do tipo de propriedade dos meios de produção materiais no desenvolvimento da sociedade.
Portanto, Marx e Engels propuseram no Manifesto Comunista que “a revolução comunista é a ruptura mais radical com as relações de propriedade tradicionais.”
Lenin também enfatizou esse ponto: “A classe operária deve obter sua verdadeira libertação. A revolução social que deve ser produzida devido ao pleno desenvolvimento de modo de produção capitalista é eliminar a propriedade privada dos meios de produção e transformá-los em propriedade pública.” Eles sempre enfatizaram a questão da propriedade e enfatizaram a eliminação da propriedade privada. Subestimar essa questão é uma violação do Marxismo.
Sem dúvida, a eliminação da propriedade privada não pode ser alcançada do dia para a noite, devendo ser realizada gradualmente, na medida que as condições amadureçam.
Engels apontou em sua resposta para tal questão, que era impossível eliminar a propriedade privada de uma vez. “A propriedade privada só poderá ser abolida quando estiver criada a massa de meios de produção necessária para isso.”
De um modo geral, a revolução e construção socialista em países atrasados econômico e culturalmente, devido ao relativo baixo desenvolvimento das forças produtivas e o desenvolvimento desigual, determina que o setor privado também tem um efeito positivo no desenvolvimento da economia nacional, dentro de um certo escopo.
Na vida real, a propriedade privada não pode ser completamente eliminada e uma só propriedade pública estabelecida. A China encontra-se na fase primária do socialismo. A natureza e o nível de produtividade determinam que nós só podemos implementar o sistema econômico básico na qual a propriedade pública é o pilar da economia e múltiplas formas de propriedade se desenvolvem conjuntamente.
Nós devemos também encorajar, apoiar e guiar a economia privada. No entanto, devemos apontar que, primeiro, a existência e o desenvolvimento da propriedade privada não é porque a propriedade privada é relação de produção avançada, ou reflete a “natureza humana”, mas sim é algo determinado pelo atraso da produtividade.
Segundo, futuramente, com o desenvolvimento da produtividade, nós iremos eliminar completamente a propriedade privada.
Tal objetivo não pode ser ocultado.
O desenvolvimento da propriedade privada, para desenvolver a economia e criar condições para a ulterior eliminação da propriedade privada, faz parte da dialética da história. Aquele que esquece tal missão, não pode ser qualificado como comunista.
Atualmente, entorno da luta para desenvolver a propriedade pública e gradualmente eliminar a propriedade privada, focar em como lidar com a economia estatal
Desde a reforma e abertura, existe um intenso debate teórico e prático sobre aderir e desenvolver a propriedade pública ou enfraquecer a propriedade pública, promovendo a privatização. O foco do debate é sobre como tratar a economia estatal. Isso ocorre porque nas condições do socialismo, a economia estatal é a principal forma de propriedade pública.
Em 10 de outubro de 2016, o Secretário-Geral Xi Jinping pronunciou um importante discurso na Conferência Nacional sobre a Construção das Empresas Estatais. No começo do seu discurso, a seguinte questão foi levantada:
“Precisamos ou não das empresas estatais?” Ele respondeu: “Eu não levantei essa questão aleatoriamente, para causar alarmismo, mas esse é um problema muito sério que devemos enfrentar.”
Ele continuou:
“Sob a liderança do Partido Comunista da China e o sistema socialista chinês, as empresas estatais e a economia estatal devem continuar crescendo e se desenvolvendo. Isso é algo inquestionável, no entanto, por algum tempo, algumas pessoas na sociedade têm criado estranhas teorias sobre as empresas estatais, falando sobre o ‘monopólio das empresas estatais’, que ‘a existência das empresas estatais é insuportável’, advogando pela ‘privatização’. Várias forças hostis e algumas pessoas com motivações ocultas focam nas empresas estatais, atacando-as e difamando-as, proclamando que ‘as empresas estatais estão quebradas’. Afirmam que o ‘desmembramento’ é a melhor forma para reformar as empresas estatais. Essas pessoas são bastante conscientes da importância das empresas estatais para a governança de nosso partido, para nosso sistema socialista, promovendo assim a confusão na mente das pessoas. Alguns camaradas não possuem clareza em relação a essa questão. Nós devemos dominar as questões políticas. Nós não podemos achar que isso é a apenas uma questão de propriedade ou meramente econômica. Isso seria bastante ingênuo!”
Devemos ver o debate sobre as empresas estatais a partir de uma perspectiva política. As empresas estatais são o pilar do socialismo com características chinesas. Sem as empresas estatais, todo o sistema do socialismo com características chinesas entrará em colapso.
Desde a reforma e abertura, sempre há algum “economista famoso” que advoga a tese de que o socialismo com características chinesas não requer a economia estatal. Os argumentos não são os mesmos, mas a ponta de lança é bastante consistente: as reformas devem eliminar as empresas estatais.
A demonização das empresas estatais quase tornou-se a opinião pública dominante. Portanto, por um período de tempo, um furação que vendeu diversas empresas estatais foi causado, resultando em grandes perdas de ativos estatais.
Wu Jinglian (economista chinês) é talvez o mais determinado e radical a defender que o socialismo não requer empresas estatais. Partindo das posições do neoliberalismo, vê que as empresas estatais não são agradáveis aos olhos e devem ser completamente eliminadas. Na véspera da Terceira Sessão Plenária do 18. Comitê Central do Partido Comunista da China, ele comentou que a reforma da China estaria em sua pior época. Ele disse que depois de mais de 30 anos, o resultado foi a criação de um sistema misto. Do que esse sistema é formado? Além de não conseguir promover a mercantilização completa, algumas empresas estatais foram mantidas. Ele disse que, para avançar as reformas, é necessário cancelar a principal forma de propriedade pública: a economia estatal.
O mais odioso é que ele criou o rumor de que Deng Xiaoping considerava que o socialismo não requer empresas estatais.
Wu Jingliang afirmou em uma entrevista para o site Fenghuang.com, em 16 de outubro de 2016: “O socialismo não tem nada a ver com Estado ou não-Estado.” Por essa razão, fui checar as Obras Escolhidas de Deng Xiaoping. Não há nenhum tipo de afirmação desse tipo nas Obras de Deng Xiaoping.
Em agosto de 1985, quando falava sobre a necessidade de as reformas aderirem a direção do socialismo, Deng Xiaoping apontou: “O socialismo possui dois importantes aspectos: um é que ele está baseado na propriedade pública, outro é que ele se opõe a polarização. A propriedade pública, incluindo a propriedade de todo o povo e propriedade coletiva, agora representa mais de 90% da economia.”
Embora ele não fale diretamente sobre a economia estatal, todo mundo sabe que a propriedade de todo o povo é a economia estatal. O artigo 7º da Constituição da República Popular da China afirma: “A economia estatal é a economia sob propriedade de todo o povo.”
De acordo com as “Crónicas de Deng Xiaoping”, quando Deng Xiaoping revisava o relatório ao 14. Congresso Nacional do Partido Comunista da China, ele afirmou: “a economia socialista é dominada pela propriedade pública.” “A propriedade coletiva rural também faz parte do sistema de propriedade pública.”
Se você desaprova a economia estatal, dizendo que esse rumor é obra de Deng Xiaoping, a personalidade desprezível aqui é evidente.
Quando um diretor adjunto do Escritório Provincial de Estatística leu o relatório da Terceira Sessão Plenária do 18º Comitê Central, declarou publicamente que as empresas de propriedade estatal são realmente “monstruosas”, “os funcionários não são funcionários, as pessoas não são pessoas” e competem pelos recursos com as empresas privadas. Depois de tantos anos, o problema continua. Depois de anos de reformas, parece que as empresas estatais se reduziram, porém novas empresas estatais foram criadas continuamente e as empresas estatais originais continuam crescendo. Ele crê que as reformas da China devem aceitar os conselhos de Coase (Robert Coase, economista britânico neoliberal), eliminando completamente as empresas estatais e permitindo que as empresas privadas compitam livremente. Isso seria o “mais importante”. O ânimo para eliminar as empresas estatais vai além das palavras. Além disso, no contexto de resoluta crítica do governo central ao neoliberalismo, alçou as ideias de Coase como suas próprias. Sua o obstinação em realizar as reformas de acordo com o neoliberalismo não é pouca.
Outro “economista”, que uma vez desempenhou a função de subdiretor da Comissão Nacional de Reforma Econômica, disse que a economia estatal não é socialismo. Citou Engels, que uma vez disse que economia estatal não é socialismo. Se a economia estatal é socialismo, então Bismarck era socialista porque este defendia o monopólio estatal da produção de tabaco. Ele argumentou que considerar a economia estatal como socialismo era “falso socialismo”. Propôs uma nova definição de socialismo: “propriedade do povo, empreendoismo do povo e usufruto do povo.” Esses três novos princípios do povo seriam o socialismo. Também advogou pela eliminação da economia estatal e defendeu a privatização.
Aqui, se vê que ele distorceu abertamente o pensamento de Engels. O que Engels realmente quis dizer é que nem toda nacionalização é socialismo e que a natureza da economia estatal depende da natureza do Estado.
Isto faz todo o sentido.
A economia estatal existiu também na antiguidade. Na antiguidade, as minas de ferro e sal pertenciam ao Estado e aos oficiais da dinastia Han, estando a serviço da classe latifundiária, possuindo um caráter feudal. O Estado da sociedade capitalista é totalmente capitalista. A nacionalização, no capitalismo, não altera os atributos capitalistas da economia estatal, assim como não altera as relações de exploração dos trabalhadores. No capitalismo a economia estatal possui um caráter capitalista.
Nos países socialistas, o Estado de ditadura do proletariado representa os interesses de todos os trabalhadores, domina a propriedade dos meios de produção e utiliza esses meios de produção em benefício do povo. Assim, a propriedade estatal é a propriedade de todo o povo e representa o socialismo.
O “economista” criou um paradoxo para criar um pretexto para promover a privatização, ao distorcer a intenção original de Engels. Suas intenções são extremamente sinistras.
A sociedade socialista deve controlar os meios de produção e estabelecer a economia estatal mediante a ditadura do proletariado, como propuseram Marx e Engels. Como mencionado anteriormente, de acordo com Marx e Engels, as relações de produção devem estar de acordo com a natureza da produtividade, propondo que a eliminação da propriedade privada e o estabelecimento da propriedade pública são uma necessidade objetiva.
Então, que forma adota a propriedade pública socialista dos meios materiais de produção? No socialismo, que organização pode representar toda a sociedade e possuir os meios de produção, regulando o funcionamento de toda a economia nacional? Está claro que somente em um país de ditadura do proletariado.
Isso se deve ao fato de que a ditadura do proletariado representa os interesses fundamentais de todos os trabalhadores, sendo a representação geral de toda classe operária.
Portanto, no Manifesto Comunista, Marx e Engels afirmaram que o proletariado, depois de tomar o poder político “vai usar seu predomínio político para retirar, aos poucos, todo o capital da burguesia, para concentrar todos os instrumentos de produção nas mãos do Estado – quer dizer, do proletariado organizado como classe dominante”.
O estabelecimento da propriedade estatal em uma sociedade socialista é objetivamente inevitável. Todos os países socialistas definiram a propriedade estatal como forma principal da propriedade socialista dos meios de produção, depois da vitória da revolução. Defender a eliminação das empresas estatais é uma violação dos princípios básicos do Marxismo e também uma violação das leis do desenvolvimento social.
É uma ação e comportamento que se move contra a tendência da história.
O desenvolvimento comum de múltiplos componentes econômicos é um fenômeno especial da etapa primária do socialismo que não pode ser eternizado
Frequentemente algumas pessoas consideram que o apoio e orientação para o desenvolvimento de múltiplas formas de propriedade e o desenvolvimento da economia privada, significa que o socialismo seja uma sociedade com múltiplas formas de propriedade e a propriedade privada não deve ser eliminada.
A base econômica do sistema socialista é a propriedade pública e está escrita na constituição de nosso país. A China agora adota a propriedade pública como pilar, sendo o desenvolvimento das múltiplas formas de propriedade um fenômeno peculiar na etapa primária do socialismo.
Leiamos as resoluções do 13. Congresso do Partido Comunista da China, que fez a afirmação de que a China ainda está na etapa primária do socialismo.
A resolução afirmou que a China estabeleceu o sistema socialista, sob a base do semifeudalismo e semicolonialismo e sua economia e cultura é relativamente atrasada.
Isso exige um longo período histórico para a realização da industrialização e socialização, que outros países conquistaram sob condições capitalistas. A China está ainda na etapa primária do socialismo. Sua produtividade ainda é atrasada e o seu desenvolvimento não é balanceado.
A produtividade social, exigida para o estabelecimento da propriedade pública dos meios de produção, ainda não está disponível em muitas regiões e departamentos. Portanto, nós não podemos implementar um único sistema de propriedade pública; nós também precisamos da economia não-pública como complemento da economia socialista.
A propriedade pública, como coluna vertebral da economia e múltiplas formas de propriedade se desenvolvendo conjuntamente, constituem o sistema econômico básico do sistema econômico na primeira etapa do socialismo.
A propriedade pública é o esteio e as múltiplas formas de propriedade se desenvolvem juntas, que é o sistema econômico básico no estágio primário do socialismo. Pode-se ver que a existência da propriedade privada é uma característica do estágio primário do socialismo e não uma característica geral do socialismo. O socialismo é eliminação da propriedade privada e não pode consolidar e perpetuar o fenômeno especial da etapa primária do socialismo. Pode ser dito que a existência da propriedade privada é uma característica da primeira etapa do socialismo, não uma característica geral do socialismo.
A etapa primária do socialismo se caracteriza pelo fato de que, em sua estrutura de propriedade, a propriedade pública é a coluna vertebral da economia e múltiplas formas de propriedade se desenvolvem conjuntamente. Existe tanto a propriedade pública e a propriedade privada capitalista, capital estrangeiro.
No campo da distribuição, existe tanto a distribuição de acordo com o trabalho (que é o principal), determinado pela propriedade pública, como a distribuição de fatores determinados pela propriedade privada (que é secundário).
Portanto, também existe exploração dentro de uma certa escala. Esses dois fatores coexistem e convivem em conflito.
A etapa primária do socialismo não é uma forma econômica e social estável, mas uma sociedade em transição. O desenvolvimento do estágio primário do socialismo tem duas direções e dois futuros.
O primeiro é que, com o desenvolvimento das forças produtivas, com o aumento do grau de socialização da produção, os fatores socialistas irão se desenvolver continuamente e gradualmente evoluirão para um estágio mais elevado do socialismo, chegando finalmente ao comunismo.
A outra direção é a do retorno ao capitalismo. Aqui está o fator decisivo da questão. A chave é como nós trabalhamos. Se a ideia de erradicar a propriedade estatal e promover a privatização for colocada em prática, o cenário de retorno ao capitalismo é inteiramente possível.
Esse é um perigo real, que tem seus precedentes na história do movimento comunista internacional. A etapa primária do socialismo não é algo estático, mas sempre está em mudança e não pode ter uma vida longa.
Na etapa primária do socialismo, que está cheia de contradições e lutas, a importância de ideais e crenças é completamente demonstrada. “O ideal revolucionário é mais alto que o céu.”
Nós devemos reforçar nossa convicção Marxista e ter em mente o ideal comunista. O comunismo é um grande ideal, uma coisa do futuro, mas também uma realidade. Nós devemos unir nosso programa básico, com o nosso programa mais elevado. Cada medida que nós tomamos nas atuais circunstâncias, devem ser um passo em direção ao comunismo. Não esquecer a realização da missão original do comunismo, ter em mente a eliminação da propriedade privada e trabalhar de maneira realista.
Dessa forma, a solene declaração de “eliminar a propriedade privada” do Manifesto do Partido Comunista certamente se realizará.
submitted by Emile-Principe to BrasildoB [link] [comments]


2019.06.24 16:16 PabloOlmos Razones de la caída de Podemos. Texto tercer: Causas organizativas.

Las razones de la caída de Podemos, 3 También se puede leer en: https://www.facebook.com/pablo.olmos.3192/posts/2282307905182444
Textos previos:
  1. Introducción: https://www.facebook.com/pablo.olmos.3192/posts/2245780338835201
  2. Las razones externas: https://www.facebook.com/pablo.olmos.3192/posts/2247294288683806
En este capítulo hablaré de las causas organizativas de la caída y para ello es necesario hacer una crónica de la evolución del Partido, que yo veo en 4 fases: De “Herramienta Democrática” a “Máquina de Guerra Electoral”, de ahí a la “Ruptura de la Hipótesis Podemos” para finalmente llegar a la “Centrifugadora de Talento”.
En 2014 se veía venir el agotamiento de los movimientos sociales a quienes, a pesar de su gran movilización, las instituciones dominadas por un “cartel” de partidos podían ignorar perfectamente en sus reivindicaciones. No hay que olvidar que durante el 15M se reformó la Constitución y se dió paso al gobierno del PP y los retrocesos que supuso en apenas unos años.
Más allá de las aspiraciones y estrategias de los promotores de Podemos durante el 2013 y principios de 2014 (que básicamente parece que aspiraban a forzar una refundación de IU), durante la campaña de las europeas y especialmente tras el sorprendente resultado de mayo de 2014, un enorme caudal de ilusión conectó con la propuesta de utilizar Podemos como un movimiento político cuyo centro era ser “herramienta democrática al servicio del Pueblo”. Esto, junto con un brillante comando mediático que apelaba al “nuevo sentido común” 15mayista abrió una ventana de oportunidad que se dió en llamar la “Hipótesis Podemos”: la posibilidad de acceder a las instituciones con una mayoría suficiente mediante un discurso transversal como forma de cambiar el país.
Pronto se generó una gran dualidad en el movimiento: por un lado el denominado “equipo promotor” (Pablo, Íñigo, Carolina, Juan Carlos, Luis Alegre, y la gente de anticapitalistas…) con sus redes de confianza previas, y por otro lado la multitud que acudía a los círculos tratando de organizarse mirando constantemente a ver qué decían “los chicos de la Complutense” para tratar de intuir una línea política. Había un comando mediático que funcionaba muy bien, y un montón de grupos de debate muy inoperantes que servíamos sobre todo como decorado.
Del Podemos “Herramienta democrática” a la “Máquina de guerra electoral”: Vistalegre 1.
Por no extenderme con lo que además todos ya sabemos, en la primera Asamblea estatal (Vistalegre I) proponíamos dotarnos de mayor claridad organizativa y de mayor consistencia. Sin embargo, se optó por dar un enorme cheque en blanco al equipo promotor para seguir manteniendo en suspenso la construcción democrática del partido en beneficio de la construcción acelerada de una maquinaria electoralista. La propuesta de trabajo era convertirnos en una organización leninista de tonos morados, con Gramsci y Laclau en mente, para afrontar las próximas citas electorales.
El partido-movimiento seguía con la enorme dualidad anterior. En la parte territorial, a la inoperancia llena de ilusión de los círculos pero sin competencias reales se sumaron los nuevos consejos ciudadanos un poco más operativos pero sin apenas poder real de decisión más allá de ser correa de transmisión de las decisiones de Estatal. Además, la elección de estos consejos llevó a encarnizadas batallas por ganar las primarias que abrieron grandes heridas en cada lugar.
La falta de claridad e interés de la Secretaría de Organización estatal en construir organización territorial, así como las purgas que hacían de las organizaciones territoriales que no se plegaban a la estrategia de la “máquina de guerra”, generó un goteo constante de gente que fue abandonando la organización, aunque al acercarse gente nueva ilusionada no se notara demasiado en los números y la capacidad de militancia. Además, hay que añadir la decisión de no presentarnos a las elecciones municipales con nuestro nombre, lo cual multiplicó candidaturas municipalistas con su propia autonomía. Todo esto supuso que la enorme y vibrante energía local se desperdiciara en una batalla permanente por la legitimidad, mientras que no se tenía acceso a censos, herramientas locales de decisión “oficiales” ni a recursos financieros.
Aparición de Ciudadanos y la ruptura de la “hipótesis” del “núcleo irradiador”.
La máquina de guerra electoral a nivel estatal estaba relativamente bien engrasada y hacia ella iban casi todos los recursos que se captaban, pero como dijimos en el anterior “capítulo”, el surgimiento de C’s generó que Íñigo y Pablo no vieran igual las perspectivas estratégicas del Partido. Esto a nivel organizativo se tradujo en que desde mediados del 2015 Pablo Iglesias generara toda una estructura paralela a la “oficial”, a través de la “oficina del Secretario General” y las redes de “Vamos” controladas por Rafa Mayoral. Hablando en plata, estas redes servían para que, de manera más o menos encubierta, se pudiera contratar a personas en cada territorio y movilizar una organización “pablista” dentro del partido. Con algunas excusas, se permitió que estas incipientes redes “pablistas” no se tuvieran que coordinar con las Secretarías de Organización o de Movimientos Sociales de los territorios. Así a menudo generaban ruido y colisión con las estrategias locales para círculos y movimientos sociales. Ejemplo paradigmático es el uso de “Vamos” para debilitar la estrategia de construir tejido social a traves de proyectos desde los círculos tal como planteaba la iniciativa “Hacemos”.
Tras las elecciones generales de diciembre de 2015, esta fractura interna ya fué evidente para el público general y Pablo Iglesias designó a Echenique como sustituto de Sergio Pascual en la Secretaría de Organización.
Tres semanas antes de que se nombrara a Echenique, éste había escrito un interesante artículo sobre los problemas organizativos internos, del cual podríamos destacar esta frase: “la única innovación de largo alcance y no coyuntural que PODEMOS puede encarnar es la organizativa”. Muchos estábamos de acuerdo con gran parte de lo que en ese artículo se planteaba y, ante el desolador panorama organizativo, quizá el hecho de que Echenique capitaneara el desmantelamiento de la “Máquina de Guerra” era un pequeño rayo de esperanza. Sin embargo, pronto pudimos ver que del dicho al hecho hay mucho trecho, y esa hipocresía, que se puede medir como la distancia que existe entre lo que se dice y lo que se hace, hizo un gran daño a Podemos.
A estas alturas, cualquiera que conociera bien la organización por dentro debía recibir con desasosiego o con grandes dosis de cinismo el oír los discursos de Podemos sobre la participación, diálogo y democracia. Los mítines y charlas que antes se llenaban de una energía que hacía llorar de ilusión pasaron a sonar totalmente huecos y vacíos.
La construcción del partido en los territorios seguía igual de entorpecida y la labor de la Secretaría de Organización seguía consistiendo en marear a los militantes con iniciativas burocráticas estériles (el atarse los cordones como ejemplo paradigmático) o purgar a los que se separaran demasiado de las directrices estatales y no tuvieran un capital mediático suficiente para resistir. Pero al menos se eliminó el botón “plancha” y se dejó de enviar buena parte de la financiación que se mandaba desde los territorios hacia la organización estatal.
Tras un año de bloqueo del trabajo normal del Consejo Ciudadano Estatal, una Comisión de Garantías en la que Gloria Elizo y su marido Pablo Fernández tomaban todas las decisiones a pesar de estar en minoría y tras un año de disputas en los medios de comunicación entre “errejonistas” y “pablistas”, este enfrentamiento se fue trasladando a los territorios. Se convocó por sorpresa y de forma apresurada Vistalegre 2.
Esta segunda Asamblea Estatal tuvo como gran resultado el control total del Pablismo de todos los órganos de decisión a nivel estatal excepto la comisión de garantías. Los dos líderes enfrentados llegaron a un acuerdo para que Íñigo y su equipo se centraran en ganar las elecciones en la Comunidad de Madrid y dejaran el campo libre a Pablo Iglesias y a Irene Montero para organizar el partido como quisieran a nivel estatal.
En el primer semestre del 2017 se generó una situación curiosa: los candidatos favorecidos por el pablismo en muchos territorios perdieron en las renovaciones de los Consejos Ciudadanos Autonómicos. Así pasó en Andalucía, Región de Murcia, Comunidad Valenciana, Cataluña, Aragón, La Rioja, Asturias, País Vasco y Canarias. Mientras que las dirección política en Baleares era de relativo consenso y en Galicia había una gran división entre su Consejo Ciudadano Autonómico y la Secretaría General. Quedaban como pablistas Cantabria (que luego volvería a disolverse), Navarra por un puñado de votos, las dos Castillas y Extremadura. Y en Madrid, como habíamos visto, en principio Errejón y su equipo irían ocupando el espacio.
El modelo organizativo ganador de Vistalegre 2 no supuso un gran avance, pero sí que se daba, al menos sobre el papel, cierto margen de federalismo y autonomía territorial. Esto, unido a una Comisión de Garantías independiente, generó la posibilidad de construir en algunos territorios un Podemos que matizara el proyecto Pablista a nivel estatal y que permitiera acoger la gran diversidad existente en Podemos.
Sin embargo, no fue posible porque lejos de ver estos “cabos sueltos” en los territorios como una oportunidad, el pablismo lo vió como una amenaza a su hegemonía. Las apelaciones a la unidad y a la humildad sonaban más huecas todavía que las antiguas apelaciones a la participación y la democracia que sustituyeron. En junio, la dirección estatal envió a la Comisión de Garantías el borrador de nuevos estatutos y, tras su evaluación se declaró que esta reforma de estatutos propuesta no cumplía con lo aprobado por la Asamblea Ciudadana de Vistalegre 2. Sin embargo, unos días más tarde la dirección estatal decidió desobedecer y registrar los estatutos en el Ministerio del Interior. La solución al grave conflicto que se abrió entre la dirección estatal y la Comisión de Garantías estatal y la mayoría de comisiones de garantías autonómicas llegó un més más tarde a purgar a los miembros no controlados de la Comisión de Garantías Estatal para conseguir nuevamente el control del esencial órgano “judicial” interno.
Con los nuevos estatutos convenientemente recortados de los avances federalistas y democratizantes, junto con la purga de la Comisión de Garantías estatal, se puso otro clavo al ataúd de la esperanza de un Podemos realmente democrático que pudiera aglutinar en su seno la diversidad y potencia del pueblo transformador. Por no extendernos más, en este comunicado de Profundización Democrática, en su punto 3 se puede leer un resumen de los recortes que realizaban los nuevos estatutos, sin pasar por la Asamblea: http://profundizaciondemocratica.org/COMUNICADO-Estatutos-2…
Y así hemos llegamos a 2019 con una organización extremadamente jerárquica, centralizada y arbitraria, cuyo poder real no reside en las bases sino en el liderazgo mediático que hace y deshace según considera. De forma gradual, pero con constante aceleración, hemos pasado a convertirnos en el Partido “centrifugadora de talento”, en el que cada vez más compañeros y compañeras valiosas abandonan un proyecto que se ha quedado en una mera regeneración de lo que fue IU.
Algunas notas extra sobre la organización de Podemos: * Desarticulación organizativa; * Permanente inseguridad jurídica y ausencia de resolución de conflictos; * Democracia plebiscitaria; * Mala gestión de la diversidad e inadecuados sistemas de votaciones; * La bunkerización de Podemos.
- Desarticulación organizativa. La extrema dualidad entre “el centro” y la “periferia” del partido nos ha hecho ser un gigante mediático con pies de barro. La apuesta desde Vistalegre 1 fue sujetar con pinzas una fortaleza mediática y luego más tarde construir la organización necesaria.
En un primer momento por la sensación de urgencia, y en un segundo momento por las guerras de camarillas en torno a los liderazgos mediáticos, se generó mucha desorganización, incluso a nivel estatal donde se acumulaban todos los recursos materiales y simbólicos.
Se podría hablar de muchas cosas concretas que muestran este desinterés por la articulación organizativa de los territorios, pero me limitaré a 3:
  1. Nunca se ha querido compartir la información de qué personas están inscritas en cada lugar, datos de vital importancia para construir organización local, movilizar recursos humanos y financieros y generar una democracia interna sana.
  2. Desde el centro se ha asfixiado económicamente a los territorios, en los primeros años obligando a que todos los recursos del partido fueran a financiar la organización estatal y, tras las elecciones autonómicas, obligando además a que buena parte de los recursos de los diputados autonómicos se envíen también a estatal. En este sentido, siempre se han puesto numerosas trabas a que se elaboraran estrategias descentralizadas de captación de fondos para la organización local desde la organización local. A partir de diciembre de 2015, debió de haber existido un torrente de dinero desde estatal para permitir la creación de locales y asociaciones vinculadas a la Fundación del partido. Por muy difícil de gestionar que fuera, el futuro dependía de construir tejido social a nivel local. Sin embargo, estatal fue muy firme en sus directrices financieras que no permitían esta estrategia y a finales de 2017 (últimas fechas donde tenemos datos del portal de transparencia) Podemos tenía ya paralizado en caja más de 19 millones de euros.
  3. Desde el centro emanaban normas burocráticas e iniciativas para aparentar que se avanzaba en organización, pero mayormente han servido para mantener entretenidas a las bases y militantes más activos corriendo en círculo. Una carrera en círculo persiguiendo completar protocolos y construir procesos organizativos que luego eran reinventados y vueltos a tener que construir permanentemente. Esto fue tarea de Echenique, quien pasó de ser la esperanza de evolución y regeneración organizativa de Podemos a ejecutar la prolongación hipócrita de la estructura cerrada y vertical de Vistalegre 1, lo que pudo ser legítimo en su momento pero ya no lo era tras Vistalegre 2.
- Permanente inseguridad jurídica y ausencia de mecanismos de resolución de conflictos.
a) Por la forma de ser elegidas, las Comisiones de Garantías no eran independientes, salvo la anomalía de la comisión salida de Vistalegre 2 (que no tardó apenas en ser purgada), porque las 3 principales corrientes renunciaron a presentar listas. Esto generó que las normas se aplicaran según interesara a las direcciones políticas, especialmente de la dirección estatal, y que no hubiera un “estado de derecho” en la organización sino más bien y en todo caso un estado en que los límites los ponían las consecuencias mediáticas que pudiera tener una arbitrariedad demasiado evidente.
b) Por otro lado, como no contaban con recursos para hacer sus funciones, y nunca fue interés desde el “centro” en que se generara una estructura territorial sana, los conflictos que surgían en los círculos y las batallas de legitimidades casi nunca fueron resueltos, generando en las bases la sensación de que no servía de nada utilizar las vías internas para solucionar las disputas.
Estas dos razones han llevado a que gran parte de los conflictos de cierta entidad hayan acabado estallando en los medios de comunicación, bien por frustración o bien como estrategia de “presión”.
- Democracia plebiscitaria. Mecanismos de democracia directa limitados a meros plebiscitos. Hacer consultas vinculantes puede ser algo clave que lo cambia todo, como sucede en Suiza, pero no tiene porqué ser un gran avance democrático tal como nos muestra la historia con Napoleón o Franco, que también hacían consultas que siempre ganaban.
En los referéndums de Podemos se carece de una gestión transparente del censo de votantes y hay en general bastantes deficiencias formales como ya explicó la auditora de las votaciones de Podemos Open Kratio antes de desistir de continuar trabajando con Podemos. Pero más allá de las insuficientes garantías contra el fraude (garantías que en varios aspectos han ido a menos con el tiempo), es muy importante también garantizar la libertad del votante de formarse su propia opinión. Y aquí fallamos también en plantear preguntas claras y concretas con espacio suficiente para la deliberación. En este sentido, la organización de las consultas (y de los Vistalegres) nunca ha sido neutral en las convocatorias, además de que a menudo no parecía votarse la pregunta sino la continuidad o no del apoyo a los líderes. Un constante “o conmigo o contra mí” que ensuciaba el escenario e impedía un debate auténtico.
Hubiera sido muy diferente si, además de corregir los problemas anteriores, se hubiera tenido la posibilidad de realizar convocatorias vinculantes desde la base, al estilo de Suiza, donde con un porcentaje razonable de firmas se convoca un referéndum (actualmente en Suiza hacen 3 ó 4 convocatorias de referéndums al año, en las que responden a un total aproximado de 10-12 preguntas en total). A día de hoy en Podemos sólo hay un ejemplo en el que los círculos de Asturias convocaron una consulta sobre el sistema de votación para su Consejo Ciudadano y Secretaría General, con grandes dificultades, obstáculos y sabotajes.
- Mala gestión de la diversidad, a la vez como causa y consecuencia de los malos sistemas electorales para seleccionar representantes internos o institucionales de Podemos.
Producto en un primer momento de esa dualidad “centro-periferia” del partido, al tener muy rápidamente todo el poder “el núcleo irradiador”, este siempre ha fomentado que los sistemas de decisión y de elección de cargos fueran lo más parecido a “ratificar” sus propuestas. Y en un segundo momento, el “búnker” del Pablismo se aplicó a consolidar la forma de entender una organización política que aprendieron de su época de las Juventudes Comunistas.
Sin embargo, las fuerzas transformadoras son diversas por definición, y más en nuestra época, lo que comporta que los procesos de decisión colectiva pueden conducir a diferentes resultados u opciones, mientras que para una fuerza conservadora lo que ya existe siempre es más sencillo de consensuar. Además, Podemos. como fuerza nacida del despertar de conciencias que fue el 15M. aglutinó en su seno todo tipo de ideas. Es por ello que los recurrentes intentos de generar la disciplina necesaria para que funcione bien el “centralismo democrático” repetidamente han fallado. Podemos necesitaba de una organización deliberativa, que complementara el uso de un populismo mediático para conseguir los votos, con una concreción pausada y en común de los detalles del proyecto político transformador.
Los sistemas electorales en Podemos siempre han tenido un sesgo mayoritario con una gran tendencia a distorsionar los resultados para beneficiar a las opciones más votadas, generando la tendencia a que los votantes se disciplinen y traten de localizar a las opciones más “relevantes” que son las únicas que tienen alguna opción de salir elegidas.
Este aprendizaje se extiende además a las personas más comprometidas que se deciden en un momento dado a dar ese paso y presentarse a cargos y responsabilidades en el partido. Pronto se descubre que, aunque las primarias sean abiertas, en realidad si no estás en la lista “adecuada” no tienes ninguna opción. El sistema fomenta que los militantes más activos deban “encuadrarse” en listas potentes, por lo que los equipos que configuran el orden de las listas “ganadoras” son los que realmente eligen quien será elegido o no.
Además, estos sistemas mayoritarios como el DesBorda (que es menos proporcional que D’hont para las elecciones generales), o mayoritarios puros supervitaminados como eran las listas plancha, generan la sensación de que los equipos que ganan, lo ganan todo, y los que pierden lo pierden todo, con lo que las batallas electorales han generado una gran polarización en todas partes y una gran pérdida de diversidad y falta de representatividad de los órganos.
La militancia se vió obligada a conformar equipos fuertes para tener alguna opción de influir en el resultado, equipos que luego fueron asociados (con mayor o menor justicia) a alguna de las 3 corrientes principales. El sistema de votaciones ha polarizado y distorsionado la organización, generándose un frentismo en todos los niveles. Nuevamente, ante la ausencia de espacios orgánicos diversos y proporcionales a las sensibilidades presentes en la organización, se generó una inevitable tendencia a llevar los debates y los conflictos a los medios de comunicación.
- La Bunkerización de Podemos.
Durante el año y medio previo a Vistalegre 2, pero consolidado con su resultado, se generó un “búnker” en el que se metió Pablo Iglesias acompañado de su entorno más cercano (Irene Montero, Rafa Mayoral, Juanma del Olmo…). El aislamiento de la dirección del partido respecto a las propuestas y a las críticas del resto de territorios, de las bases y de la sociedad en general probablemente fue un proceso gradual pero de tremendas consecuencias.
Los procesos de bunkerización son algo habitual para las personas poderosas, que se van aislando de lo que consideran amenazas. Por eso es tan importante la diversidad, la rotación y el depender de otros. Mi intuición me dice que este Bunker del Pablismo se construyó aceleradamente por cuatro factores: acoso mediático constante y sin piedad; ruptura Íñigo-Pablo y las batallas de la imposición del Pablismo contra el sentir del resto de la organización; cultura política de las juventudes comunistas y el centralismo democrático; control absoluto de los órganos estatales por parte del mismo grupo.
Desde Vistalegre 2, el pablismo tiene todo el poder orgánico a nivel estatal (en un partido, como ya hemos dicho, altamente centralizado y vertical), pero este apoyo a Pablo Iglesias no significa un apoyo a sus propuestas. Me explico con un ejemplo: en diciembre de 2016, Iglesias y Echenique convocaron a una consulta para elegir el sistema de votación que se usaría en Vistalegre 2. Desde la sede de Princesa, en rueda de prensa oficial, se hizo una propuesta orgánica, cuando se debió ser más neutral. No hubo ninǵun espacio de debate y deliberación oficial en igualdad de condiciones y, finalmente, se decidió usando una votación por mayoría simple que tuvo como ganadora la propuesta “oficialista”. Sin embargo, cuando vamos a la suma de votos que sacaron las propuestas que planteaban repartos proporcionales, resulta que fue mayor que la suma de votos que presentaban propuestas de reparto mayoritario, como el desBorda que ganó, y otras. La gente quería proporcionalidad frente a un sistema mayoritario. Lo que quiero decir es que, aunque en Podemos la gente vote a Pablo Iglesias, “el traje organizativo” que nos obliga a ponernos nos pica y nos molesta… y claro, nos quejamos. Y desde el “centralismo democrático” no se entienden estas quejas, porque “para eso hemos votado” y pretenden, a base de votaciones rápidas y mal planteadas, cerrar debates. Pero no funciona y los debates siguen abiertos, por lo que la “solución” es encerrarse en el Bunker y no escuchar las críticas y las propuestas, porque son propuestas de “enemigos internos” que no saben perder.
Las consecuencias de la bunkerización se materializan en que cada vez se cometen más errores. Desde los relativamente poco trascendentes como el cartel del “vuELve” en la semana del 8 de marzo o los más graves como pedir que no se vote a Carmena la víspera del cierre de campaña.
Y también tenemos errores tremendamente graves, como fue que Pablo e Irene se compraran un Chalet en Galapagar. Como ya dije en el anterior capítulo, supuso un error comunicativo enorme, que por sí solo es un síntoma de su bunkerización, del gran aislamiento que tienen Pablo e Irene con el resto del mundo. Dado el constante ataque mediático y nuestros discursos previos sobre políticos que no viven como el Pueblo al que representan, ¿no se dieron cuenta de que gran parte de su electorado no lo iba a entender? ¿Nadie les dijo que si estaban recibiendo tanta presión mediática y necesitaban un espacio más privado, quizá deberían alquilar algo por un tiempo hasta que abandonaran la política? Bien sea porque nadie del núcleo duro se atrevió a decírselo (síntoma de la enorme homogeneidad y formas organizativas del “conmigo o contra mí” características del pablismo) o bien porque se lo dijeron pero no quisieron escuchar, el chalet de los Iglesias-Montero se ha convertido en el mayor síntoma y consecuencia del Búnker pablista.
Para rematar el tema, decidieron plantear un plebiscito a la organización convirtiendo un asunto personal (esa era la mejor defensa) en un asunto político. Con los Iglesias-Montero, definitivamente lo personal es político, así que nos obligaron a ir a votar sin un debate posible (porque los partidarios del NO en redes eran considerados traidores que querían derribar a la líder pareja), y ningún líder territorial, aparte de Kichi, se atrevió a criticar públicamente el fallo estratégico que privadamente casi todos reconocían. Pero un error no se cura con otro error.
¿Queda mucho margen para más errores?
Mi próximo y último texto de la serie será para mostrar mis reflexiones sobre la situación actual, las perspectivas de las fuerzas del cambio, los distintos escenarios y líneas de acción que podríamos afrontar
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2019.06.24 16:15 PabloOlmos Razones de la caída de Podemos. Texto tercero: causas organizativas.

Las razones de la caída de Podemos, 3 También se puede leer en: https://www.facebook.com/pablo.olmos.3192/posts/2282307905182444
Textos previos: 1. Introducción: https://www.facebook.com/pablo.olmos.3192/posts/2245780338835201 2. Las razones externas: https://www.facebook.com/pablo.olmos.3192/posts/2247294288683806
En este capítulo hablaré de las causas organizativas de la caída y para ello es necesario hacer una crónica de la evolución del Partido, que yo veo en 4 fases: De “Herramienta Democrática” a “Máquina de Guerra Electoral”, de ahí a la “Ruptura de la Hipótesis Podemos” para finalmente llegar a la “Centrifugadora de Talento”.
En 2014 se veía venir el agotamiento de los movimientos sociales a quienes, a pesar de su gran movilización, las instituciones dominadas por un “cartel” de partidos podían ignorar perfectamente en sus reivindicaciones. No hay que olvidar que durante el 15M se reformó la Constitución y se dió paso al gobierno del PP y los retrocesos que supuso en apenas unos años.
Más allá de las aspiraciones y estrategias de los promotores de Podemos durante el 2013 y principios de 2014 (que básicamente parece que aspiraban a forzar una refundación de IU), durante la campaña de las europeas y especialmente tras el sorprendente resultado de mayo de 2014, un enorme caudal de ilusión conectó con la propuesta de utilizar Podemos como un movimiento político cuyo centro era ser “herramienta democrática al servicio del Pueblo”. Esto, junto con un brillante comando mediático que apelaba al “nuevo sentido común” 15mayista abrió una ventana de oportunidad que se dió en llamar la “Hipótesis Podemos”: la posibilidad de acceder a las instituciones con una mayoría suficiente mediante un discurso transversal como forma de cambiar el país.
Pronto se generó una gran dualidad en el movimiento: por un lado el denominado “equipo promotor” (Pablo, Íñigo, Carolina, Juan Carlos, Luis Alegre, y la gente de anticapitalistas…) con sus redes de confianza previas, y por otro lado la multitud que acudía a los círculos tratando de organizarse mirando constantemente a ver qué decían “los chicos de la Complutense” para tratar de intuir una línea política. Había un comando mediático que funcionaba muy bien, y un montón de grupos de debate muy inoperantes que servíamos sobre todo como decorado.
Del Podemos “Herramienta democrática” a la “Máquina de guerra electoral”: Vistalegre 1.
Por no extenderme con lo que además todos ya sabemos, en la primera Asamblea estatal (Vistalegre I) proponíamos dotarnos de mayor claridad organizativa y de mayor consistencia. Sin embargo, se optó por dar un enorme cheque en blanco al equipo promotor para seguir manteniendo en suspenso la construcción democrática del partido en beneficio de la construcción acelerada de una maquinaria electoralista. La propuesta de trabajo era convertirnos en una organización leninista de tonos morados, con Gramsci y Laclau en mente, para afrontar las próximas citas electorales.
El partido-movimiento seguía con la enorme dualidad anterior. En la parte territorial, a la inoperancia llena de ilusión de los círculos pero sin competencias reales se sumaron los nuevos consejos ciudadanos un poco más operativos pero sin apenas poder real de decisión más allá de ser correa de transmisión de las decisiones de Estatal. Además, la elección de estos consejos llevó a encarnizadas batallas por ganar las primarias que abrieron grandes heridas en cada lugar.
La falta de claridad e interés de la Secretaría de Organización estatal en construir organización territorial, así como las purgas que hacían de las organizaciones territoriales que no se plegaban a la estrategia de la “máquina de guerra”, generó un goteo constante de gente que fue abandonando la organización, aunque al acercarse gente nueva ilusionada no se notara demasiado en los números y la capacidad de militancia. Además, hay que añadir la decisión de no presentarnos a las elecciones municipales con nuestro nombre, lo cual multiplicó candidaturas municipalistas con su propia autonomía. Todo esto supuso que la enorme y vibrante energía local se desperdiciara en una batalla permanente por la legitimidad, mientras que no se tenía acceso a censos, herramientas locales de decisión “oficiales” ni a recursos financieros.
Aparición de Ciudadanos y la ruptura de la “hipótesis” del “núcleo irradiador”.
La máquina de guerra electoral a nivel estatal estaba relativamente bien engrasada y hacia ella iban casi todos los recursos que se captaban, pero como dijimos en el anterior “capítulo”, el surgimiento de C’s generó que Íñigo y Pablo no vieran igual las perspectivas estratégicas del Partido. Esto a nivel organizativo se tradujo en que desde mediados del 2015 Pablo Iglesias generara toda una estructura paralela a la “oficial”, a través de la “oficina del Secretario General” y las redes de “Vamos” controladas por Rafa Mayoral. Hablando en plata, estas redes servían para que, de manera más o menos encubierta, se pudiera contratar a personas en cada territorio y movilizar una organización “pablista” dentro del partido. Con algunas excusas, se permitió que estas incipientes redes “pablistas” no se tuvieran que coordinar con las Secretarías de Organización o de Movimientos Sociales de los territorios. Así a menudo generaban ruido y colisión con las estrategias locales para círculos y movimientos sociales. Ejemplo paradigmático es el uso de “Vamos” para debilitar la estrategia de construir tejido social a traves de proyectos desde los círculos tal como planteaba la iniciativa “Hacemos”.
Tras las elecciones generales de diciembre de 2015, esta fractura interna ya fué evidente para el público general y Pablo Iglesias designó a Echenique como sustituto de Sergio Pascual en la Secretaría de Organización.
Tres semanas antes de que se nombrara a Echenique, éste había escrito un interesante artículo sobre los problemas organizativos internos, del cual podríamos destacar esta frase: “la única innovación de largo alcance y no coyuntural que PODEMOS puede encarnar es la organizativa”. Muchos estábamos de acuerdo con gran parte de lo que en ese artículo se planteaba y, ante el desolador panorama organizativo, quizá el hecho de que Echenique capitaneara el desmantelamiento de la “Máquina de Guerra” era un pequeño rayo de esperanza. Sin embargo, pronto pudimos ver que del dicho al hecho hay mucho trecho, y esa hipocresía, que se puede medir como la distancia que existe entre lo que se dice y lo que se hace, hizo un gran daño a Podemos.
A estas alturas, cualquiera que conociera bien la organización por dentro debía recibir con desasosiego o con grandes dosis de cinismo el oír los discursos de Podemos sobre la participación, diálogo y democracia. Los mítines y charlas que antes se llenaban de una energía que hacía llorar de ilusión pasaron a sonar totalmente huecos y vacíos.
La construcción del partido en los territorios seguía igual de entorpecida y la labor de la Secretaría de Organización seguía consistiendo en marear a los militantes con iniciativas burocráticas estériles (el atarse los cordones como ejemplo paradigmático) o purgar a los que se separaran demasiado de las directrices estatales y no tuvieran un capital mediático suficiente para resistir. Pero al menos se eliminó el botón “plancha” y se dejó de enviar buena parte de la financiación que se mandaba desde los territorios hacia la organización estatal.
Tras un año de bloqueo del trabajo normal del Consejo Ciudadano Estatal, una Comisión de Garantías en la que Gloria Elizo y su marido Pablo Fernández tomaban todas las decisiones a pesar de estar en minoría y tras un año de disputas en los medios de comunicación entre “errejonistas” y “pablistas”, este enfrentamiento se fue trasladando a los territorios. Se convocó por sorpresa y de forma apresurada Vistalegre 2.
Esta segunda Asamblea Estatal tuvo como gran resultado el control total del Pablismo de todos los órganos de decisión a nivel estatal excepto la comisión de garantías. Los dos líderes enfrentados llegaron a un acuerdo para que Íñigo y su equipo se centraran en ganar las elecciones en la Comunidad de Madrid y dejaran el campo libre a Pablo Iglesias y a Irene Montero para organizar el partido como quisieran a nivel estatal.
En el primer semestre del 2017 se generó una situación curiosa: los candidatos favorecidos por el pablismo en muchos territorios perdieron en las renovaciones de los Consejos Ciudadanos Autonómicos. Así pasó en Andalucía, Región de Murcia, Comunidad Valenciana, Cataluña, Aragón, La Rioja, Asturias, País Vasco y Canarias. Mientras que las dirección política en Baleares era de relativo consenso y en Galicia había una gran división entre su Consejo Ciudadano Autonómico y la Secretaría General. Quedaban como pablistas Cantabria (que luego volvería a disolverse), Navarra por un puñado de votos, las dos Castillas y Extremadura. Y en Madrid, como habíamos visto, en principio Errejón y su equipo irían ocupando el espacio.
El modelo organizativo ganador de Vistalegre 2 no supuso un gran avance, pero sí que se daba, al menos sobre el papel, cierto margen de federalismo y autonomía territorial. Esto, unido a una Comisión de Garantías independiente, generó la posibilidad de construir en algunos territorios un Podemos que matizara el proyecto Pablista a nivel estatal y que permitiera acoger la gran diversidad existente en Podemos.
Sin embargo, no fue posible porque lejos de ver estos “cabos sueltos” en los territorios como una oportunidad, el pablismo lo vió como una amenaza a su hegemonía. Las apelaciones a la unidad y a la humildad sonaban más huecas todavía que las antiguas apelaciones a la participación y la democracia que sustituyeron. En junio, la dirección estatal envió a la Comisión de Garantías el borrador de nuevos estatutos y, tras su evaluación se declaró que esta reforma de estatutos propuesta no cumplía con lo aprobado por la Asamblea Ciudadana de Vistalegre 2. Sin embargo, unos días más tarde la dirección estatal decidió desobedecer y registrar los estatutos en el Ministerio del Interior. La solución al grave conflicto que se abrió entre la dirección estatal y la Comisión de Garantías estatal y la mayoría de comisiones de garantías autonómicas llegó un més más tarde a purgar a los miembros no controlados de la Comisión de Garantías Estatal para conseguir nuevamente el control del esencial órgano “judicial” interno.
Con los nuevos estatutos convenientemente recortados de los avances federalistas y democratizantes, junto con la purga de la Comisión de Garantías estatal, se puso otro clavo al ataúd de la esperanza de un Podemos realmente democrático que pudiera aglutinar en su seno la diversidad y potencia del pueblo transformador. Por no extendernos más, en este comunicado de Profundización Democrática, en su punto 3 se puede leer un resumen de los recortes que realizaban los nuevos estatutos, sin pasar por la Asamblea: http://profundizaciondemocratica.org/COMUNICADO-Estatutos-2…
Y así hemos llegamos a 2019 con una organización extremadamente jerárquica, centralizada y arbitraria, cuyo poder real no reside en las bases sino en el liderazgo mediático que hace y deshace según considera. De forma gradual, pero con constante aceleración, hemos pasado a convertirnos en el Partido “centrifugadora de talento”, en el que cada vez más compañeros y compañeras valiosas abandonan un proyecto que se ha quedado en una mera regeneración de lo que fue IU.
Algunas notas extra sobre la organización de Podemos: * Desarticulación organizativa; * Permanente inseguridad jurídica y ausencia de resolución de conflictos; * Democracia plebiscitaria; * Mala gestión de la diversidad e inadecuados sistemas de votaciones; * La bunkerización de Podemos.
- Desarticulación organizativa. La extrema dualidad entre “el centro” y la “periferia” del partido nos ha hecho ser un gigante mediático con pies de barro. La apuesta desde Vistalegre 1 fue sujetar con pinzas una fortaleza mediática y luego más tarde construir la organización necesaria.
En un primer momento por la sensación de urgencia, y en un segundo momento por las guerras de camarillas en torno a los liderazgos mediáticos, se generó mucha desorganización, incluso a nivel estatal donde se acumulaban todos los recursos materiales y simbólicos.
Se podría hablar de muchas cosas concretas que muestran este desinterés por la articulación organizativa de los territorios, pero me limitaré a 3:
  1. Nunca se ha querido compartir la información de qué personas están inscritas en cada lugar, datos de vital importancia para construir organización local, movilizar recursos humanos y financieros y generar una democracia interna sana.
    1. Desde el centro se ha asfixiado económicamente a los territorios, en los primeros años obligando a que todos los recursos del partido fueran a financiar la organización estatal y, tras las elecciones autonómicas, obligando además a que buena parte de los recursos de los diputados autonómicos se envíen también a estatal. En este sentido, siempre se han puesto numerosas trabas a que se elaboraran estrategias descentralizadas de captación de fondos para la organización local desde la organización local. A partir de diciembre de 2015, debió de haber existido un torrente de dinero desde estatal para permitir la creación de locales y asociaciones vinculadas a la Fundación del partido. Por muy difícil de gestionar que fuera, el futuro dependía de construir tejido social a nivel local. Sin embargo, estatal fue muy firme en sus directrices financieras que no permitían esta estrategia y a finales de 2017 (últimas fechas donde tenemos datos del portal de transparencia) Podemos tenía ya paralizado en caja más de 19 millones de euros.
    2. Desde el centro emanaban normas burocráticas e iniciativas para aparentar que se avanzaba en organización, pero mayormente han servido para mantener entretenidas a las bases y militantes más activos corriendo en círculo. Una carrera en círculo persiguiendo completar protocolos y construir procesos organizativos que luego eran reinventados y vueltos a tener que construir permanentemente. Esto fue tarea de Echenique, quien pasó de ser la esperanza de evolución y regeneración organizativa de Podemos a ejecutar la prolongación hipócrita de la estructura cerrada y vertical de Vistalegre 1, lo que pudo ser legítimo en su momento pero ya no lo era tras Vistalegre 2.
- Permanente inseguridad jurídica y ausencia de mecanismos de resolución de conflictos.
a) Por la forma de ser elegidas, las Comisiones de Garantías no eran independientes, salvo la anomalía de la comisión salida de Vistalegre 2 (que no tardó apenas en ser purgada), porque las 3 principales corrientes renunciaron a presentar listas. Esto generó que las normas se aplicaran según interesara a las direcciones políticas, especialmente de la dirección estatal, y que no hubiera un “estado de derecho” en la organización sino más bien y en todo caso un estado en que los límites los ponían las consecuencias mediáticas que pudiera tener una arbitrariedad demasiado evidente.
b) Por otro lado, como no contaban con recursos para hacer sus funciones, y nunca fue interés desde el “centro” en que se generara una estructura territorial sana, los conflictos que surgían en los círculos y las batallas de legitimidades casi nunca fueron resueltos, generando en las bases la sensación de que no servía de nada utilizar las vías internas para solucionar las disputas.
Estas dos razones han llevado a que gran parte de los conflictos de cierta entidad hayan acabado estallando en los medios de comunicación, bien por frustración o bien como estrategia de “presión”.
- Democracia plebiscitaria. Mecanismos de democracia directa limitados a meros plebiscitos. Hacer consultas vinculantes puede ser algo clave que lo cambia todo, como sucede en Suiza, pero no tiene porqué ser un gran avance democrático tal como nos muestra la historia con Napoleón o Franco, que también hacían consultas que siempre ganaban.
En los referéndums de Podemos se carece de una gestión transparente del censo de votantes y hay en general bastantes deficiencias formales como ya explicó la auditora de las votaciones de Podemos Open Kratio antes de desistir de continuar trabajando con Podemos. Pero más allá de las insuficientes garantías contra el fraude (garantías que en varios aspectos han ido a menos con el tiempo), es muy importante también garantizar la libertad del votante de formarse su propia opinión. Y aquí fallamos también en plantear preguntas claras y concretas con espacio suficiente para la deliberación. En este sentido, la organización de las consultas (y de los Vistalegres) nunca ha sido neutral en las convocatorias, además de que a menudo no parecía votarse la pregunta sino la continuidad o no del apoyo a los líderes. Un constante “o conmigo o contra mí” que ensuciaba el escenario e impedía un debate auténtico.
Hubiera sido muy diferente si, además de corregir los problemas anteriores, se hubiera tenido la posibilidad de realizar convocatorias vinculantes desde la base, al estilo de Suiza, donde con un porcentaje razonable de firmas se convoca un referéndum (actualmente en Suiza hacen 3 ó 4 convocatorias de referéndums al año, en las que responden a un total aproximado de 10-12 preguntas en total). A día de hoy en Podemos sólo hay un ejemplo en el que los círculos de Asturias convocaron una consulta sobre el sistema de votación para su Consejo Ciudadano y Secretaría General, con grandes dificultades, obstáculos y sabotajes.
- Mala gestión de la diversidad, a la vez como causa y consecuencia de los malos sistemas electorales para seleccionar representantes internos o institucionales de Podemos.
Producto en un primer momento de esa dualidad “centro-periferia” del partido, al tener muy rápidamente todo el poder “el núcleo irradiador”, este siempre ha fomentado que los sistemas de decisión y de elección de cargos fueran lo más parecido a “ratificar” sus propuestas. Y en un segundo momento, el “búnker” del Pablismo se aplicó a consolidar la forma de entender una organización política que aprendieron de su época de las Juventudes Comunistas.
Sin embargo, las fuerzas transformadoras son diversas por definición, y más en nuestra época, lo que comporta que los procesos de decisión colectiva pueden conducir a diferentes resultados u opciones, mientras que para una fuerza conservadora lo que ya existe siempre es más sencillo de consensuar. Además, Podemos. como fuerza nacida del despertar de conciencias que fue el 15M. aglutinó en su seno todo tipo de ideas. Es por ello que los recurrentes intentos de generar la disciplina necesaria para que funcione bien el “centralismo democrático” repetidamente han fallado. Podemos necesitaba de una organización deliberativa, que complementara el uso de un populismo mediático para conseguir los votos, con una concreción pausada y en común de los detalles del proyecto político transformador.
Los sistemas electorales en Podemos siempre han tenido un sesgo mayoritario con una gran tendencia a distorsionar los resultados para beneficiar a las opciones más votadas, generando la tendencia a que los votantes se disciplinen y traten de localizar a las opciones más “relevantes” que son las únicas que tienen alguna opción de salir elegidas.
Este aprendizaje se extiende además a las personas más comprometidas que se deciden en un momento dado a dar ese paso y presentarse a cargos y responsabilidades en el partido. Pronto se descubre que, aunque las primarias sean abiertas, en realidad si no estás en la lista “adecuada” no tienes ninguna opción. El sistema fomenta que los militantes más activos deban “encuadrarse” en listas potentes, por lo que los equipos que configuran el orden de las listas “ganadoras” son los que realmente eligen quien será elegido o no.
Además, estos sistemas mayoritarios como el DesBorda (que es menos proporcional que D’hont para las elecciones generales), o mayoritarios puros supervitaminados como eran las listas plancha, generan la sensación de que los equipos que ganan, lo ganan todo, y los que pierden lo pierden todo, con lo que las batallas electorales han generado una gran polarización en todas partes y una gran pérdida de diversidad y falta de representatividad de los órganos.
La militancia se vió obligada a conformar equipos fuertes para tener alguna opción de influir en el resultado, equipos que luego fueron asociados (con mayor o menor justicia) a alguna de las 3 corrientes principales. El sistema de votaciones ha polarizado y distorsionado la organización, generándose un frentismo en todos los niveles. Nuevamente, ante la ausencia de espacios orgánicos diversos y proporcionales a las sensibilidades presentes en la organización, se generó una inevitable tendencia a llevar los debates y los conflictos a los medios de comunicación.
- La Bunkerización de Podemos.
Durante el año y medio previo a Vistalegre 2, pero consolidado con su resultado, se generó un “búnker” en el que se metió Pablo Iglesias acompañado de su entorno más cercano (Irene Montero, Rafa Mayoral, Juanma del Olmo…). El aislamiento de la dirección del partido respecto a las propuestas y a las críticas del resto de territorios, de las bases y de la sociedad en general probablemente fue un proceso gradual pero de tremendas consecuencias.
Los procesos de bunkerización son algo habitual para las personas poderosas, que se van aislando de lo que consideran amenazas. Por eso es tan importante la diversidad, la rotación y el depender de otros. Mi intuición me dice que este Bunker del Pablismo se construyó aceleradamente por cuatro factores: acoso mediático constante y sin piedad; ruptura Íñigo-Pablo y las batallas de la imposición del Pablismo contra el sentir del resto de la organización; cultura política de las juventudes comunistas y el centralismo democrático; control absoluto de los órganos estatales por parte del mismo grupo.
Desde Vistalegre 2, el pablismo tiene todo el poder orgánico a nivel estatal (en un partido, como ya hemos dicho, altamente centralizado y vertical), pero este apoyo a Pablo Iglesias no significa un apoyo a sus propuestas. Me explico con un ejemplo: en diciembre de 2016, Iglesias y Echenique convocaron a una consulta para elegir el sistema de votación que se usaría en Vistalegre 2. Desde la sede de Princesa, en rueda de prensa oficial, se hizo una propuesta orgánica, cuando se debió ser más neutral. No hubo ninǵun espacio de debate y deliberación oficial en igualdad de condiciones y, finalmente, se decidió usando una votación por mayoría simple que tuvo como ganadora la propuesta “oficialista”. Sin embargo, cuando vamos a la suma de votos que sacaron las propuestas que planteaban repartos proporcionales, resulta que fue mayor que la suma de votos que presentaban propuestas de reparto mayoritario, como el desBorda que ganó, y otras. La gente quería proporcionalidad frente a un sistema mayoritario. Lo que quiero decir es que, aunque en Podemos la gente vote a Pablo Iglesias, “el traje organizativo” que nos obliga a ponernos nos pica y nos molesta… y claro, nos quejamos. Y desde el “centralismo democrático” no se entienden estas quejas, porque “para eso hemos votado” y pretenden, a base de votaciones rápidas y mal planteadas, cerrar debates. Pero no funciona y los debates siguen abiertos, por lo que la “solución” es encerrarse en el Bunker y no escuchar las críticas y las propuestas, porque son propuestas de “enemigos internos” que no saben perder.
Las consecuencias de la bunkerización se materializan en que cada vez se cometen más errores. Desde los relativamente poco trascendentes como el cartel del “vuELve” en la semana del 8 de marzo o los más graves como pedir que no se vote a Carmena la víspera del cierre de campaña.
Y también tenemos errores tremendamente graves, como fue que Pablo e Irene se compraran un Chalet en Galapagar. Como ya dije en el anterior capítulo, supuso un error comunicativo enorme, que por sí solo es un síntoma de su bunkerización, del gran aislamiento que tienen Pablo e Irene con el resto del mundo. Dado el constante ataque mediático y nuestros discursos previos sobre políticos que no viven como el Pueblo al que representan, ¿no se dieron cuenta de que gran parte de su electorado no lo iba a entender? ¿Nadie les dijo que si estaban recibiendo tanta presión mediática y necesitaban un espacio más privado, quizá deberían alquilar algo por un tiempo hasta que abandonaran la política? Bien sea porque nadie del núcleo duro se atrevió a decírselo (síntoma de la enorme homogeneidad y formas organizativas del “conmigo o contra mí” características del pablismo) o bien porque se lo dijeron pero no quisieron escuchar, el chalet de los Iglesias-Montero se ha convertido en el mayor síntoma y consecuencia del Búnker pablista.
Para rematar el tema, decidieron plantear un plebiscito a la organización convirtiendo un asunto personal (esa era la mejor defensa) en un asunto político. Con los Iglesias-Montero, definitivamente lo personal es político, así que nos obligaron a ir a votar sin un debate posible (porque los partidarios del NO en redes eran considerados traidores que querían derribar a la líder pareja), y ningún líder territorial, aparte de Kichi, se atrevió a criticar públicamente el fallo estratégico que privadamente casi todos reconocían. Pero un error no se cura con otro error.
¿Queda mucho margen para más errores?
Mi próximo y último texto de la serie será para mostrar mis reflexiones sobre la situación actual, las perspectivas de las fuerzas del cambio, los distintos escenarios y líneas de acción que podríamos afrontar
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2019.04.27 03:37 FerminDPP Compras por Internet - Uruguay 2019

Si llegaste hasta acá es porque seguramente querés hacer alguna compra por internet desde Uruguay y no tenés claro cómo funciona el sistema de franquicias, el correo expreso / no expreso, el registro de paquetes, los courriers privados, los sitios como AliExpress o Ebay y demás temas.

Para facilitar la comprensión, hice un video con todos los detalles.
VIDEO: https://youtu.be/02D-B7oFtbE


Pasos a seguir:
- Sólo podemos utilizar las franquicias 3 veces al año. Tenemos un máximo de 3 envíos por persona física para realizar, por año.
- Ver si se quiere realizar un envío expreso o un envío no expreso.

Envío NO Expreso:
- Hasta US$ 50 (costo de el o los artículo/s + costo de envío a tu casa)
- Se debe registrar en el Correo Uruguayo: https://ahiva.correo.com.uy/aduanas-w...

Envío Expreso:
- Hasta US$ 200 (costo de el o los artículo/s + costo de envío hasta la dirección del courrier)
- Se pueden consolidar compras
- No es necesario registrarlo en el Correo Uruguayo.

Espero sea de utilidad.

Saludos!
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2019.04.10 23:45 PPC_CRZN_BUAP Glosario del procedimiento para solicitar Campos Clínicos de Práctica Profesional Crítica en el Área de la Salud

https://live.staticflickr.com/7855/46671602055\fe36abd687_o.png)
Servicio Social del Área de la Salud.- constituye la etapa académica durante la cual el estudiante establece contacto directo con la comunidad y a pesar de ser una actividad temporal–obligatoria, le permite al estudiante: 1) Consolidar la formación académica. 2) Poner en práctica los conocimientos adquiridos en las aulas. 3) Adquirir nuevos conocimientos y habilidades profesionales. 4) Aprender a actuar con solidaridad, reciprocidad y a trabajar en equipo. 5) Conocer y tener la posibilidad de incorporarse al mercado de trabajo. 6) Tomar conciencia de la problemática nacional, en particular la de los sectores más desprotegidos del país. 7) Extender a la sociedad los beneficios de la ciencia, la técnica y la cultura. 8) Poner al servicio de la comunidad los conocimientos, habilidades y destrezas adquiridos.
Ciclos Clínicos.- Asignaturas o módulos del plan de estudios de la licenciatura o profesional asociado que se cursan en campos clínicos, posterior a las asignaturas del nivel básicos y previo al internado de pregrado o servicio social.
Pasante.- Al estudiante de una institución de educación superior que cumple con los requisitos académicos, administrativos y jurídicos para prestar el servicio social en un campo clínico.
Institución de Salud.- A la organización perteneciente al Sistema Nacional de Salud, que cuenta con uno o más establecimientos para la atención de servicios de salud.
Coordinador de Educación en salud o Enseñanza.- Personal de base de la institución de salud, certificado por la especialidad respectiva y con formación y experiencia formal en educación, cuya función es la coordinación de las actividades de educación de pregrado y/o posgrado en el servicio correspondiente.
Campo clínico.- Al establecimiento del Sistema Nacional de Salud para la atención médica o alguna de sus áreas o servicios que cuenta con las instalaciones, equipamiento, pacientes, personal médico, paramédico y administrativo; que conforman el escenario educativo para desarrollar programas académicos de carreras del área de la salud. El cual se autoriza de acuerdo con la normativa vigente, para la prestación de ciclos clínicos, internado de pregrado o servicio social de Medicina, Estomatología, Enfermería y Carreras Afines a la Salud (Nutrición Clínica, Psicología, Fisioterapia, Imagenología, ...).
Comité Estatal Interinstitucional para la Formación, Capacitación de Recursos Humanos e Investigación para la Salud (CEIFCRIHS).- Existen 32 Comités, uno para cada entidad federativa. El CEIFCRIHS está integrado por diferentes Subcomités. Los campos clínicos se registran en estos subcomités, hay uno de Internado de Pregrado, y cuatro de Servicio Social: Medicina, Odontología, Enfermería y Carreras Afines a la Salud; en este último se incluyen programas académicos diversos como Nutrición Clínica, Psicología, Fisioterapia, Imagenología, etc). El CEIFCRIHS es el único órgano colegiado autorizado para otorgar documentos oficiales referentes a Campos Clínicos de Servicio Social e Internado de Pregrado en los estados. En cada Promoción organizan una Reunión de Planeación de Campos Clínicos donde se reúnen las instituciones de salud (oferta) y las instituciones educativas (demanda) en materia de Campos Clínicos en el estado. La autorización definitiva de las peticiones son registradas en la Reunión de Planeación de Campos Clínicos y son remitidas a la Dirección General de Calidad y Educación en Salud (a nivel federal) para Integrar el Catálogo Nacional de Campos Clínicos.
Catálogo Estatal de Campos Clínicos.- Al registro sistematizado de la información relativa a los campos clínicos a nivel estatal.
Catálogo Nacional de Campos Clínicos.- Al registro sistematizado que concentra la información de los catálogos estatales de campos clínicos.
Sistema de Administración del Servicio Social para la Salud (SIASS).- Se trata del sistema para la automatización de los procesos de administración de campos clínicos de servicio social. En este sistema o programa que se accede desde Internet, se realiza paso a paso el procedimiento de registro como aspirante a campo clínico de servicio social de la Secretaría de Salud. La Coordinación de Práctica Profesional Crítica les indicará el momento para que los alumnos inicien su registro. Es de indicarse que el aspirante que no se registre por no podrá seleccionar campo clínico en el evento público ni realizar su adscripción.
Servicios Social en Campos Clínicos del Sistema Nacional de Salud.- Son Programas en el area asistencial, paramedica, administrativas o de investigación en instituciones del Sistema Nacional de Salud. Dentro de sus objetivos se encuentra el contribuir a la conservación de la salud de la población del país, proporcionando servicios de tipo profesional a través de los establecimientos del sector público; y contribuir al desarrollo de la comunidad especialmente en el medio rural, en las zonas marginadas urbanas y en aquellas con mayores carencias de servicios para la salud.

Servicio Social Universitario (SSU).- También conocidas como Plazas Universitarias de Servicio Social. Son programas de la Dirección de Servicio Social que apoyan a las actividades docentes, administrativas y de investigación dentro de la BUAP, en el sector privado (sólo personas morales) o en el sector público (áreas o dependencias federales, estatales o municipales). Las dependencias interesadas en solicitar prestadores de servicio social deben solicitar en primer lugar la firma de convenio con la universidad, y posteriormente un responsable de la dependencia deberá inscribir los programas de SSU en los meses de febrero, mayo y septiembre. Para mayor información visitar la página http://serviciosocial.buap.mx

Servicio Social Comunitario.- Son programas de la Dirección de Servicio Social que contribuyen a la transferencia y socialización de las innovaciones favoreciendo la interacción de la universidad con grupos de carácter económico, social y cultural a fin de establecer metodologías de trabajo y aprendizaje en la solución de problemas socioeconómicos de las regiones en las que ofrece sus servicios en colaboración con instituciones públicas, privadas y sociales así como con organizaciones no gubernamentales para el análisis y resolución de problemas de alto impacto de las comunidades.

Práctica Profesional.- Son un conjunto de actividades continuas y temporales de tareas propias a la formación profesional, que desarrollarán los alumnos como requisito previo a la obtención del título, en los sectores público, social y privado afines a su carrera, en beneficio de la aplicación del conocimiento y la vinculación con su entorno laboral y social.
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2019.01.05 13:22 ikihcm Gostaria que alguém me explicasse: Por que sites de pirataria tinham discursos do Bolsonaro?

Já tem um bom tempo que baixo algumas coisinhas. Sempre achei que os movimentos da liberdade na internet teriam conflito com as grandes empresas e o direito autoral etc. Os sites brasileiros tipo blog para torrents com alinhamento específico ao bolsonaro seriam explicados de qual maneira. Imagino que o conceito conservador nesse tema direciona para o direito privado da propriedade intelectual e o fim da liberdade da internet grátis, além de consolidar as franquias de internet fixa e criminalizar o P2P.
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2018.08.15 19:08 notsureiflying Plano de Governo Ciro Gomes (PDT) - os 12 Pilares

Tô dando uma lida nas diretrizes do PDT do Ciro Gomes. Vou destacar algumas coisas interessantes, não digo que é um resumo pq sou incompetente pra fazer isso. Todos os destaques de texto forem adicionados por mim. Às vezes porque achei importante, às vezes porque achei que ia ficar bonito. Lembrando que eu não sou especialista em nada daqui, só penso em facilitar a visualização para as várias pessoas que não curtem abrir pdf.
Essa porra ficou imensa, mas ainda um bom tanto menor do que o documento que pode ser encontrado aqui http://divulgacandcontas.tse.jus.bcandidaturas/oficial/2018/BB2022802018/280000605589//proposta_1533938913830.pdf Vocês podem encontrar informações sobre os planos de governo dos outros cadidatos aqui
Antes de mais nada, onde o PDT prende chegar com o Brasil?
Nossa meta maior é buscarmos, em um período de 15 anos, alcançar o atual Índice de Desenvolvimento Humano de Portugal (que hoje é o 41º do mundo, enquanto o Brasil está na 79ª posição), [...] que possui um governo cujas bases de suas políticas são progressistas. Para atingirmos o atual nível de renda per capita de Portugal, buscaremos crescer 5% ao ano, e será definida uma série de outros objetivos e metas relativas a indicadores sociais, como expectativa de vida, mortalidade infantil, taxa de homicídios e desigualdades sociais entre homens e mulheres. Se quisermos também atingir os seus indicadores de distribuição de renda, teremos que investir muito em educação, bem como em políticas econômicas que propiciem a orientação de nossa produção na direção de setores que produzam bens mais sofisticados com maior valor agregado, e na realização de muitas políticas sociais visando o acesso a bens e serviços públicos de qualidade.
O programa é baseado em 12 pilares. Vou listar esses pilares e as algumas medidas dentro de cada pilar, apenas como exemplo. É só ir pras páginas de cada pilar e ler todas as medidas e, quando presente, os detalhes de cada uma. Lembrando que não estamos lendo o plano, mas sim as diretrizes, portanto vai ter bastante coisa genérica e/ou sem os mecanismos descritos. 1 - Geração de Emprego (pgs 10-18) - Equilíbrio Fiscal via reformas Fiscal, Tributária, Previdenciária, Orçamentária e da Gestão Pública. - Redução da taxa de juros via reforma monetária e um conjunto de medidas que possibilite diminuir as taxa de juros básica e aquela que é cobrada nos financiamentos a consumidores e empresas. - Defesa de uma taxa de câmbio competitiva via equilíbrio da política fiscal, redução da taxa de juros e recriação do fundo soberano. - Manutenção da inflação em patamares baixos. - Política Industrial desenvolvida de forma complementar à política macroeconômica, com foco em desenvolver setores estratégicos (Agronegócio, a Defesa, o setor de Óleo, Gás e Biocombustíveis e a produção de bens para atender aos Serviços de Saúde e Construção Civil), para a geração de inovação e/ou emprego. - Política de inserção internacional que fomente o setor produtivo, com especial destaque para a indústria manufatureira de alta tecnologia e para serviços intensivos em conhecimento, com forte apoio às exportações desses produtos e serviços. - Recuperar o volume de crédito na economia brasileira que retome a capacidade de financiamento às empresas e à população em geral - Ações emergenciais e outras que auxiliarão a promover a geração sustentável de empregos, priorizando as camadas mais vulneráveis da população, estimulando a formalização, a capacitação profissional e aperfeiçoando também as políticas de inclusão produtiva: - Finalmente, os setores do agronegócio, agricultura familiar, serviços em geral, comércio, a economia criativa e o turismo também serão estimulados. Da mesma forma, atenção especial deverá ser direcionada aos empreendedores, inovadores e às pequenas e médias empresas. Esses estímulos serão discutidos ao longo da campanha.
2 - Recuperação e Modernização da Infraestrutura (pgs 19-21) É proposto um investimento anual de 300bi em infraestrutura, através de investimento público ou estimulando o setor privado a fazê-lo, para superar as deficiências e gargalos que encarecem e limitam a capacidade de produção. Alguns exemplos citados são: -Investimentos em rodovias/ferrovias, (aero)portos, energias renováveis, telecom, mobilidade urbana, habitação e saneamento básico. - Reforço do programa Minha Casa Minha Vida com recursos e foco - Fortalecimento do Sistema Financeiro da Habitação e desenvolver novas formas de captação de recurso pra que o orçamento se mantenha equilibrado. - Incentivo forte de Parcerias Público Privadas com atuação coordenada ao investimento público. - Fortalecer o BNDES - Criação de um fundo garantidor para investimentos em infraestrutura - Retomada da adoção da TJLP (taxa de juros de longo prazo) nos processos de infraestrutura
3 - Meio Ambiente (pgs 22-25) - Intensa expansão, tendendo à universalização, dos serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto. (meio que já estava proposto no tema de infraestrutura) - Compatibilização entre as agendas Marrom (Política Nacional de Meio Ambiente), Verde (Novo Código Florestal) e Azul (Política Nacional de Recursos Hídricos). - Implantação das Unidades de Conservação já criadas no Brasil com as devidas indenizações e/ou reassentamentos. - Desenho de modelos de desenvolvimento para áreas vulneráveis - Realizar as ações para atingir as metas climáticas definidas pelo Acordo de Paris com foco em energias renováveis, redução de desmatamento e desenhar modelos de precificação da poluição. - Estímulo ao desenvolvimento de ecossistemas de inovação sustentável via pequenas/médias empresas inovadoras em sustentabilidade, opções de financiamento à pesquisa e a projetos de inovação. - Desenvolvimento, no país, de defensivos agrícolas específicos para as nossas culturas e problemas. - Estruturação de sistema de acompanhamento e disseminação de padrões de produção internacionais (que visam às melhorias ambientais e à sustentabilidade) com o objetivo de adaptar os produtos brasileiros a esse padrão.
4 - Ciência, Tecnologia e Inovação (pgs 26-28) -Elaboração de um plano nacional de ciência e tecnologia - A política de ciência e tecnologia deve fomentar o setor produtivo, com especial destaque para a indústria manufatureira de alta tecnologia e para serviços intensivos em conhecimento. - Fortalecimento do CNPq e de suas instituições de pesquisa (não fala como, né). - Estímulo à produção de conhecimento associado entre empresas e universidades via instalação de centros de pesquisas das empresas que atuam no país e contratação de doutores por empresas, facultando o pagamento de bolsas por períodos probatórios de até 4 anos. - Estabilizar fontes e recursos de financiamento (isso está associado ao tema de Reforma Fiscal com a revogação e substituição da EC do Teto de Gastos) - Desburocratização dos processos de importação de insumos e equipamentos direcionados à pesquisa. - Criação/reforço de mecanismos de estímulo a empresas geradoras e transmissoras de progresso técnico. - Criação de incentivos para o desenvolvimento de startups de tecnologia, com a respectiva incubação em universidades e instituições públicas. - Redução de burocracia e agilização dos processos ligados à propriedade intelectual.
5 - Educação (pgs 29-32) Recomendo ler essa parte no pdf, vou apenas colocar os objetivos e instrumentos propostos Objetivos para a política educacional: -Universalizar o acesso de 4 a 17 anos; -Eliminar o analfabetismo escolar (combate absoluto); -Melhorar a qualidade, mensurada através dos resultados do IDEB e PISA; -Elevar a média de anos de estudo da população; -Garantir a permanência e a conclusão na idade adequada; -Reduzir a evasão, problema grave no ensino médio; -Caminhar na direção do alcance das metas de desenvolvimento sustentável da ONU no tocante à Educação.
Instrumentos necessários para viabilizar esses objetivos: -Uma base nacional comum curricular; -O desenho do novo Fundeb; -Um processo adequado de formação e seleção de professores; -A capacitação contínua de gestores e professores; -Regras de desenvolvimento profissional dos professores, reconhecimento de sua importância e melhoria das condições de trabalho; -Uma estrutura de incentivos adequada para os professores; -Uma estrutura de incentivos que premie os estados e municípios de acordo com a adesão às políticas e práticas propostas pelo Governo Federal; -Um processo bem estruturado de avaliação dos resultados obtidos pelos estudantes.
6 - SUS e Saúde (pgs 33-36) - Criação do Registro Eletrônico de Saúde que registrará o histórico do paciente e facilitará o atendimento do paciente em todas as esferas do SUS; - Estímulo à ampliação da rede de policlínicas através da formação de consórcios em mesorregiões - Redução da fila atual para realização de exames e procedimentos especializados através da compra de procedimentos junto ao setor privado - Premiação de hospitais e postos de saúde bem avaliados; - Estruturação de carreira de gestor na área da Saúde, a exemplo do que aconteceu com na área de Infraestrutura - Redução das barreiras impostas pela atual lei de propriedade intelectual, especialmente na proteção de patentes. - Reforço aos programas bem-sucedidos do SUS – a estratégia de saúde da família (ESF), o programa de controle de HIV/AIDS, o programa de transplante de órgãos e o sistema nacional de imunização.
7 - Segurança (pgs 37-39) - Implementação da Política Nacional de Segurança Pública e do SUSP (Sistema Único de Segurança Pública), elaborando junto com policiais, especialistas, promotores, juízes e sociedade civil, um detalhamento do plano de segurança para aplicação imediata; - Criação, através de Emenda Constitucional, da Polícia de Fronteiras - Criação, em estados onde a disputa entre grupos de criminosos provoca maior número de vítimas, de força tarefa constituída de policiais federais, estaduais e promotores, com vistas ao enfrentamento das organizações criminosas - Elaboração e execução de um plano federal para o controle de organizações criminosas nos estados em conflito, começando pelo Rio de Janeiro, e expandindo depois para outros estados; - Criação de um sistema nacional de inteligência criminal destinado à troca de informações entre as polícias dos estados e as federais sobre organizações criminosas; - Ocupação das vagas ociosas nos Presídios Federais - Construção de um sistema ágil de investigação sobre lavagem de dinheiro que inclua a Polícia Federal, a Receita Federal e o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) - Promoção da prevenção criminal com políticas para os jovens como, por exemplo, a criação de um sistema de acompanhamento do jovem egresso do sistema penitenciário e a inclusão de jovens em áreas de conflito ou moradores de rua em programas profissionalizantes.
8 - Programas Sociais (pgs 40-42)
Todos os programas sociais que existem atualmente e estão obtendo bons resultados serão mantidos e ampliados na medida das necessidades, como por exemplo o Bolsa Família, o Benefício da Prestação Continuada, o ProUni, o sistema de cotas nas universidades e o Farmácia Popular, dentre outros. Mas precisamos avançar e vamos propor outros programas, em adição aos já existentes.
Algumas propostas:
- Criaremos um programa-piloto que envolva o pagamento de bolsas de estudo aos alunos que tiverem frequência mínima e melhorarem seu desempenho ao longo do tempo e, se o piloto for bem-sucedido, iremos estendê-lo aos poucos para a rede de Ensino Médio - Deve ser priorizado o atendimento das Creches às jovens mães que se encontram em condições mais vulneráveis e necessitam trabalhar e/ou estudar - Criaremos programas profissionalizantes específicos para a inclusão de jovens em áreas de conflito ou moradores de rua no mercado de trabalho
9 - Cultura (pgs 43-44) - Implementação de políticas que ampliem e popularizem o acesso à cultura, ao lazer e ao acesso à internet de banda larga a todos, principalmente nas periferias. - Estímulo às manifestações culturais que propiciam a inclusão social, a disseminação da cultura periférica de rua, da cultura afro-brasileira, à produção cultural e criativa de baixo impacto ambiental e às diversas atividades da chamada economia criativa. - Estabelecimento de uma política e um marco regulatório para a cultura e as artes no Brasil, de modo a consolidar em um único instrumento legal todos os aspectos regulatórios deste importante setor para a economia brasileira. - Estabelecimento de um sistema federativo de gestão da política cultural, descentralizado, capaz de garantir maior eficiência, maior capilaridade, maior adequação às realidades locais e, maior capacidade de cumprir sua missão nacional, evitando a concentração de recursos nos estados e cidades (as capitais do Sudeste) que já concentram a maior parte do investimento privado. - Facilitação e promoção de parcerias, coproduções e mitigação de riscos intrínsecos à produção cultural em todas as suas esferas. - Aperfeiçoamento dos objetivos e alcance da Lei Rouanet, precedido de amplo debate com a classe artística.
10 - Respeitos às Pessoas (pgs 45-53) Está dividido em respeito às mulheres, à população afrodescendente, à população LGBTI, às pessoas com deficiência e à juventude. Alguns highlights das primeiras 3 categorias. De forma geral nada está muito aprofundado: - Recriação da Secretaria das Mulheres - Promoção de campanhas com foco no aumento das mulheres no poder político, com vistas ao alcance da paridade - Implementação de programas de microcrédito e treinamento de microempreendimentos com atenção às mulheres - Criação de leis e programas que ajudem a proteger as trabalhadoras informais - Garantia do cumprimento da proibição de práticas discriminatórias por empregadores contra as mulheres, tais como as baseadas em provas de uso de contraceptivos ou gravidez - Promoção de programas de liderança entre meninas; - Ampliação de programas de incentivo para mulheres nas ciências exatas. - Combate à evasão escolar de adolescentes grávidas, com focos nos estados do Norte e Nordeste, onde esses dados permanecem altos - Garantia de condições legais e de recursos para a interrupção da gravidez quando ocorrer de forma legal, combatendo a criminalização das mulheres atendidas nos pontos de atendimento na saúde - Garantia da adoção de políticas afirmativas por parte de empresas e cooperativas como pré-requisitos ou agregação de pontos de vantagem para as mesmas em processos licitatórios de concorrências públicas, financiamento, subsídios, licenças ou avais em geral - Manutenção do ingresso da juventude negra em todas as universidades públicas através do sistema de cotas, assegurando via ações afirmativas a sua permanência nas instituições de ensino - Expansão do acesso das populações de áreas remanescentes de quilombos, comunidades rurais, ciganas e indígenas às escolas profissionais de ensino técnico; - Ampliação do Plano Juventude Viva - Fortalecimento e ampliação do PRONASCI- Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania - Fortalecimento do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (SINAPIR), incentivando a adesão de estados e municípios; - Criação do Comitê Nacional de Políticas Públicas LGBT com representantes estaduais, assim como uma Secretaria Nacional de Políticas Públicas para a Cidadania da população LGBTI, - Criação de meios para coibir ou obstar os crimes LGBTIfóbicos, definindo suas características, equiparando aos crimes por racismo, injúria e feminicídio, cada qual com sua especificidade; - Reestruturação, ampliação, fortalecimento do Disk Direitos Humanos (Disk 100); - Realização de investimentos nas Universidades Públicas Federais para ampliação de programas de ações afirmativas, assistência estudantil e permanência;
11 - Combate à Corrupção (pgs 54-55)
Defendemos o fortalecimento dos mecanismos de transparência e do chamado controle social, bem como os órgãos que fiscalizam o setor público, como a Controladoria Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU). Somos favoráveis também ao mecanismo do acordo de leniência com empresas envolvidas em casos de corrupção, pois ele é a maneira mais saudável de separar o joio do trigo, punindo os dirigentes e funcionários implicados em práticas ilícitas, mas preservando as empresas e os empregos daqueles que não têm envolvimento com corrupção.
- Em caso de qualquer acusação ou denúncia específica fundamentada, o Ministro ou ocupante de cargo de confiança se afastará voluntariamente da posição e pedirá uma apuração independente, sem prejuízo das investigações dos órgãos competentes. Atestada a inocência, retornará ao exercício da função; havendo indícios concretos de irregularidades, será afastado definitivamente. - Redução dos atuais entraves burocráticos aos acordos de leniência. - Ampliação da transparência e controle social da administração pública, com a ajuda do governo eletrônico, de modo a facilitar o acesso da população a dados e informações em todos os sites e portais do Governo. - Criação de um Sistema de Controle Interno unificado para toda a Federação, integrando funções e a atuação da Controladoria Geral da União e das Controladorias Estaduais e Municipais. - Criação de auditorias de equidade, voltadas a avaliar especificamente se os serviços públicos tratam o cidadão de forma equânime e justa. - Criação de unidade de controladoria no Poder Legislativo. - Integração de todas as bases de dados referentes a cadastros de beneficiários e demais questões de transparência (como a lista do trabalho escravo) em um mesmo site, como o Portal da Transparência.
12 - Defesa, Política Exterior e Soberania Nacional (pgs 56-61) - Não toleraremos a compra por estrangeiros de ativos que compõem ou apoiam nosso complexo industrial de defesa. - Para manter o controle de nossos recursos naturais estratégicos, todos os campos de petróleo brasileiro vendidos ao exterior pelo Governo Temer após a revogação da Lei de Partilha serão recomprados, com as devidas indenizações; - O mesmo se dará com relação à Eletrobras e à Embraer, caso a venda de ambas seja efetivada; - Propor ao país um debate a respeito da conveniência de elevar a proporção do PIB dedicada à defesa - Construção de cultura militar organizada em torno de capacitações mais do que em torno de hipóteses de emprego das Forças Armadas; - Reafirmação do compromisso com o caça Gripen NG, com o submarino de propulsão nuclear e com a nova geração de blindados e armamentos do Exército - Suprimento de nossa lacuna em matéria de artilharia antiaérea de médio e longo alcances (sistemas de mísseis), em coordenação com iniciativas espaciais; - As parcerias com países estrangeiros ficarão condicionadas a sua utilidade paranossa qualificação tecnológica: preferiremos aprender fazendo e fabricando a comprar plataformas prontas - Para a parte privada do complexo industrial de defesa, será criado regime jurídico especial que dispense as indústrias privadas de defesa do regime geral de licitações em troca da manutenção de voz decisiva do Estado nos planos destas empresas; - Desenvolvimento de nossas capacitações em matéria de ciência e tecnologia nucleares para que a renúncia ao emprego militar da energia nuclear resulte sempre de decisão soberana da nação, não de incapacidade tecnológica e científica - Estabelecimento, junto com empresas privadas, de um programa nacional de inteligência artificial; - Desenvolvimento de nosso potencial de inteligência e contra inteligência, superação de nossa dependência dos Estados Unidos nas comunicações com o resto do mundo e criação de condições iniciais para prover às Forças Armadas uma alternativa ao GPS norte-americano; - Os acordos comerciais precisam priorizar o acesso a novas tecnologias e mercados, ajudando-nos a desenvolver a produção de bens e serviços mais sofisticados - Defesa do máximo de abertura econômica e cultural no mundo com o mínimo de restrição a tais inovações e experimentos - Reanimação de nosso projeto sul-americano: a União da América do Sul no desdobramento de estratégia compartilhada de desenvolvimento. - Caminhar para a instalação de cadeias produtivas que atravessem fronteiras na América do Sul; - Propiciar colaboração direta não só entre os governos centrais de cada país, mas também entre os governos de nossos estados federados limítrofes e os governos dos estados fronteiriços de nossos vizinhos; - Dentro do Mercosul deve-se dispor a aprofundar o livre comércio sem excluir a flexibilização circunstancial da união aduaneira - Trabalhar contra a instalação de bases militares de potências externas a nosso continente sul-americano - Cabe ao Brasil desempenhar liderança natural na América do Sul, mas evitar atos e gestos de hegemonia - O Brasil zelará para que a união a construir exija de todos seus participantes compromisso com a democracia e respeito pelos direitos humanos - Fortalecimento de nossa relação com os Estados Unidos - Desenvolvimento e reconstrução de nossa relação com a China, condicionando o avanço da presença chinesa no Brasil à colaboração com nosso governo e nossas empresas na qualificação produtiva e tecnológica, inclusive de nossa agricultura, pecuária e mineração; - Recusa à relação neocolonial, quer com a China quer com os Estados Unidos - Inadmissibilidade de um processo de endividamento com a China, público ou privado, que acabe por comprometer nossa soberania - Desenvolvimento de agenda de reforma da ordem monetária global que crie condições para ultrapassar o dólar como moeda-reserva do mundo - Desenvolvimento de agenda de reforma da ordem de segurança no mundo que constranja as grandes potências no uso unilateral da força armada - Priorização, nos acordos bilaterais e multilaterais de comércio, de nosso acesso aos meios de qualificação produtiva e tecnológica - Aproveitamento do papel desbravador que o Brasil pode desempenhar na elaboração de acordos internacionais a respeito de mudança de clima e desenvolvimento sustentável; - Reconstrução de nossa relação com a África em bases generosas que façam justiça à condição do Brasil como maior país africano fora da África e que deixem de atrelar nossa política africana aos interesses de empreiteiras; - Atuação junto ao Congresso Nacional, especialmente o Senado Federal, na construção de nossa política exterior
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2017.11.30 17:54 AreaParticipacionRM Documento Camina Podemos: "Un modelo de organización territorial para la Región de Murcia: descentralización y cohesión"

Un modelo de organización territorial para la Región de Murcia: descentralización y cohesión DOCUMENTO MAQUETADO Y ACCESIBLE PARA DESCARGAR AQUÍ
  1. La Comunidad Autónoma de la Región de Murcia, constituida al amparo del artículo 143 de la Constitución Española de 1978, coincide con los límites territoriales de la provincia de Murcia, nacida de la división provincial de España llevada a cabo por Francisco Javier de Burgos en 1833.
    La cuenca del río Segura es el eje vertebrador que da sentido a una región que, desde el punto de vista territorial, ha sido fraccionada y se encuentra mermada en sus límites geográficos, con un claro desprecio a criterios históricos, económicos y culturales que han marcado una tradición multisecular.
    De este modo, la división provincial de 1833 se tradujo, en el caso de la provincia de Murcia, en una segmentación del espacio natural que le amputó las tierras del alto Segura, los altiplanos situados al norte y este de Yecla, varios parajes del alto Guadalentín y todo el bajo Segura.
    Todas estas tierras, además de constituir una unidad geográfica con el territorio del que fueron segregadas, comparten una historia y una cultura común, y aún hoy, casi dos siglos después, tienden a gravitar económica y culturalmente hacia distintos municipios de su antigua región. Lo que prueba que una realidad administrativa, por consolidada que esté, difícilmente puede sobreponerse a una realidad natural.
  2. La Región de Murcia es una de las comunidades autónomas más centralistas de España y que menos interés han tenido en impulsar procesos internos de descentralización territorial.
    La Constitución Española no menciona expresamente las comarcas, pero contempla la posible existencia de entes territoriales de nivel intermedio entre el municipio y la provincia, al decir que se podrán crear agrupaciones de municipios diferentes de la provincia (art. 141.3) y prever que mediante la agrupación de municipios limítrofes, los Estatutos podrán establecer circunscripciones territoriales propias, que gozarán de plena personalidad jurídica (art. 152.3)
    Los sucesivos gobiernos de la CARM, encabezados por el PSOE (1979-1995) y el PP (1995 hasta hoy), se han negado -especialmente el partido conservador- a llevar a cabo un programa de comarcalización en el territorio, a fomentar otras entidades supramunicipales intermedias entre el municipio y la comunidad autónoma, a crear nuevos municipios -los últimos en constituirse fueron Santomera (1978) y Los Alcázares (1983)- e incluso a reconocer la condición de Entidades Locales Menores a numerosas entidades inframunicipales (pedanías) que cuentan con una población importante (El Palmar, 23.000 habitantes; La Alberca, 13.000 habitantes; Beniaján, 11.000 habitantes; La Manga, 17.000 habitantes; El Algar, 7.000 habitantes; Pozo Estrecho, 5.000 habitantes) y desean poder ejercer en su territorio un cierto nivel competencial sobre determinadas materias.
    Y todo ello haciendo caso omiso a las leyes y normas que amparan la descentralización y eludiendo el claro mandato legal que se deriva del artículo 3 del Estatuto de Autonomía de la Región de Murcia (EARM) de 1982, de la Ley Regional 7/1983, de Descentralización Territorial y Colaboración entre la Comunidad Autónoma de la Región de Murcia y las Entidades Locales, y de la Ley 6/1988, de Régimen Local de la Región de Murcia. En toda la legislación citada se afirma reiteradamente la realidad comarcal de la Región de Murcia y se configura el marco normativo para su efectividad.
    Estos reiterados incumplimientos han dado lugar a que hoy la Región de Murcia siga teniendo una Administración Regional enormemente centralizada en el propio municipio capitalino (en menoscabo, incluso, de sus propias pedanías) que ha acaparado la mayor parte de los recursos económicos y de personal y de los medios materiales y financieros de la Comunidad Autónoma, frente al modelo establecido en el propio EARM, cuyo marco normativo es, desde 1988, muy adecuado para haber impulsado un proceso de descentralización territorial que tanto el Derecho como la ciudadanía demandan.
  3. Desde entonces, y a lo largo de todos estos años, ha habido en nuestra región una buena cantidad de iniciativas requiriendo una mejor articulación territorial, encaminada a conseguir una distribución más equilibrada del presupuesto, que contribuya a mejorar la cohesión interna, y una mayor participación de los ayuntamientos en aquellos asuntos que afectan a sus habitantes.
    De todas ellas, la más visible ha sido la formulada por el Movimiento Ciudadano cartagenero (federación de partidos locales que tiene su antecedente más inmediato en el Partido Cantonal, fundado en 1976, que llegó a gobernar en el municipio de Cartagena entre 1987 y 1991) que plantea dividir la Región de Murcia en dos provincias: Murcia y Cartagena. Alude como antecedente para tal reivindicación a la condición de provincia marítima de Cartagena (Plan Soler 1799) que perdió definitivamente tras la división administrativa realizada por Francisco Javier de Burgos en 1833, que con ligeros retoques sigue vigente en la actualidad.
  4. La creación de las provincias son un reflejo del modelo centralista imperante en España y responde a la necesidad del Estado liberal del siglo XIX de hacerse presente en todos los territorios mediante una nueva ordenación que le permitiera tener presencia en todas partes para gobernar el país de manera uniforme, recaudar impuestos y crear un mercado único.
    La Administración Periférica representa al Estado en cada provincia. En las Comunidades Autónomas pluriprovinciales hay al frente de cada provincia un subdelegado del Gobierno, que depende del Delegado del Gobierno en cada Comunidad Autónoma. No es, pues, la provincia una institución que contribuya a democratizar y descentralizar la acción política, sino que, por el contrario, representa y está a las órdenes del gobierno central, y ha sido tradicionalmente un nido de creación de redes clientelares poco transparentes e impermeable a la participación ciudadana.
    La creación de una nueva provincia supondría introducir una nueva estructura burocrática obsoleta y fuertemente cuestionada en la actualidad, por cuanto que lleva aparejada duplicidades burocráticas innecesarias y nuevos gastos, que no vienen a proporcionar un reparto más justo y equitativo de los ingresos, que a menudo son utilizados para alimentar la red clientelar del partido gobernante.
    Al requerir funcionarios de la administración autonómica y del Estado, la provincia genera un excesivo gasto en personal, duplicación de estructuras, mayores dificultades en la gestión de los servicios, mayores costes…, y todo ello sin descentralizar ni mejorar las prestaciones a los ciudadanos.
  5. La creación de la provincia es, además, prácticamente inviable. Su tramitación es virtualmente imposible, ya que requiere la reforma del Estatuto de Autonomía y la aprobación de una Ley Orgánica por las Cortes Generales, dos cuestiones en las que el PP y Ciudadanos se han posicionado en contra, con lo que no se cuenta con la mayoría absoluta necesaria en el Congreso de los Diputados. Además, el PSOE a nivel estatal también se ha manifestado en contra de crear la provincia de Cartagena.
    Por otro lado, la creación de una nueva provincia no cuenta con el apoyo de buena parte de los municipios aledaños que deberían formar parte de ella.
    Por todo ello, desde PODEMOS Región de Murcia estimamos que la propuesta de crear la provincia de Cartagena no es viable ni resuelve el problema de financiación y marginación de Cartagena dentro del contexto regional, y mucho menos aún contribuye a solucionar los problemas del resto de las comarcas de la Región de Murcia.
  6. Para PODEMOS Región de Murcia es necesario replantear de nuevo los criterios de financiación autonómica y la política fiscal en su conjunto, primando los valores de equidad y solidaridad interterritorial, mediante la aprobación de una Ley de Comarcas
    Los 11.313 km² de extensión del territorio de la Comunidad de la Región de Murcia conforman un espacio, que aunque aparentemente uniforme, acoge una gran variedad de espacios determinados por sus peculiaridades históricas, geográficas, ambientales y culturales. Unidos han dado lugar a un espacio regional que adquiere una mayor identidad pero que requiere la indudable puesta al día institucional y la profundización en la descentración administrativa.
    El acercamiento de las instituciones a la gente, la mejora del autogobierno y de la prestación de los servicios públicos, la descentralización, el reparto equitativo de recursos públicos, el reconocimiento de la singularidad de algunos territorios, la subsanación de agravios, desequilibrios y desigualdades y una adecuada y justa distribución de los presupuestos regionales, pasan necesariamente por desarrollar en todos sus términos el art. 3 del EARM, mediante la aprobación de una Ley de Comarcas que dé respuesta a los nuevos desafíos del siglo XXI, apostando decididamente por la transferencia de competencias acompañadas de un presupuesto adecuado y suficiente para poder ejercerlas.
    La comarca debe ser el referente institucional más adecuado de intervención en territorio, pues tiene en la identidad territorial un factor que puede garantizar el éxito de las actuaciones en diferentes ámbitos: el económico, el social y el cultural.
    Las comarcas gozarán de la condición de entidades locales, con personalidad jurídica propia, constituidas por los municipios limítrofes vinculados por características e intereses comunes. Deben constituirse en entidades generadoras de recursos, fundamentales para la revitalización del desarrollo social y la vertebración de los distintos territorios de la Región.
  7. La comarcalización por la que apuesta PODEMOS se asienta sobre los pilares de la democracia participativa, la fraternidad y la solidaridad de los territorios de la Región de Murcia, a la vez que reconoce la riqueza cultural e histórica que aportan las distintas identidades comarcales que forman parte de ella.
    Esta descentralización comarcal ha de ser emprendida de un modo decidido y consecuente, haciendo efectivo el eslabón intermedio entre los ámbitos municipal y regional, dando así respuesta a la demanda ciudadana que reclama una mayor cercanía de la administración, traducida en el funcionamiento de unos servicios públicos eficientes que aporten soluciones adecuadas a los problemas que padecen grandes sectores de la población.
  8. PODEMOS hace suya la división comarcal de la Región de Murcia realizada por el Ente Preautonómico en 1980, antes de la aprobación del Estatuto de Autonomía (1982), basada en el informe de su gabinete técnico. La [ La división comarcal es la siguiente:
Altiplano: Jumilla y Yecla.
Alto Guadalentín: Águilas, Lorca y Puerto Lumbreras.
Bajo Guadalentín: Aledo, Alhama de Murcia, Librilla, Mazarrón y Totana.
Campo de Cartagena: Cartagena, Fuente Álamo y La Unión.
Huerta de Murcia: Alcantarilla, Beniel, Murcia y Santomera.
Mar Menor: Los Alcázares, San Javier, San Pedro del Pinatar y Torre Pacheco.
Noroeste: Bullas, Calasparra, Caravaca de la Cruz, Cehegín y Moratalla.
Oriental: Abanilla y Fortuna.
Río Mula: Albudeite, Campos del Río, Mula y Pliego.
Valle de Ricote: Archena, Ojós, Ricote, Ulea y Villanueva del Segura.
Vega Alta del Segura: Abarán, Blanca y Cieza.
Vega Media del Segura: Alguazas, Ceutí, Lorquí, Molina de Segura y Las Torres de Cotillas.
.9. PODEMOS Región de Murcia defiende la reforma del Estatuto de Autonomía a fin de conseguir una vertebración integradora de nuestro territorio, que dote de mayor autonomía a sus comarcas y que esta realidad se materialice desde el punto de vista de su financiación. La lógica institucional de la Región de Murcia debe alumbrar una nuevo sujeto administrativo, la Comarca, con personalidad jurídica y política propia y carácter de Entidad Local, destinada a acercar la Administración autonómica y la municipal y dar participación al conjunto del territorio en las políticas autonómicas que le afectan cotidianamente.
A efectos de consolidar la estructura comarcal, PODEMOS Región de Murcia propone constituir Consejos Comarcales, a los que corresponderá el gobierno y la administración de la comarca y estarán regidos por el criterio de representación política -y no institucional o municipal- que participe de forma vinculante en la configuración del presupuesto de gasto de los ingresos derivados del sistema de financiación provincial, y sea consultado en materia de inversiones de las consejerías que tengan las competencias de Fomento, Sanidad, Educación, Justicia, Asuntos Sociales, Cultura, Juventud y Deportes. 
.10. Los Consejos Comarcales deben ser representativos de los municipios que agrupen (según dispone el artículo 42.3 de la Ley de Bases de Régimen Local) lo que impide que su elección sea directa por los ciudadanos en los comicios electorales. Para proceder a dicha elección nuestra preferencia es la elección de representantes según el número de votos obtenidos en las elecciones municipales -en el caso de que la ley imposibilite tal opción, entonces el criterio de representación será el número de concejales obtenidos por las distintas candidaturas en las elecciones municipales-.
.11. La financiación es un elemento primordial para que la prestación de servicios sea adecuada y las comarcas constituyan una herramienta útil que acerque, de verdad, la administración a los ciudadanos. Las competencias ejercidas por las comarcas han de ir, pues, acompañadas de la correspondiente financiación, constituidas fundamentalmente por ingresos procedentes de dos fuentes: las transferencias corrientes, provenientes en su mayor parte de la Comunidad Autónoma, y las tasas y precios públicos que cobre la Comarca por la prestación de servicios.
Se propone dotar a los Consejos Comarcales presupuestariamente con los recursos que la Comunidad Autónoma recibe por el “sistema de financiación provincial” (216 millones de euros en 2018) así como por la fijación de tributos por la prestación de servicios que cada Consejo de la Comarca pudiese realizar. El Consejo de la Comarca además de tomar decisiones de gasto sobre obras comunes y servicios objeto de consorcio entre municipios, tendrá la facultad de emitir informes preceptivos y no vinculantes en materia de inversiones de la Consejería de Fomento, Sanidad o Educación. El Consejo de la Comarca además de sustentar las demandas de inversión y de canalización del gasto público podrá diseñar planes comarcales de reindustrialización de sus territorios, fórmulas para combatir la exclusión social y aumentar la coordinación entre los municipios. El Consejo Comarcal estará integrado por el Presidente y los Consejeros. Éstos, junto con los Vicepresidentes, son los órganos necesarios, que han de existir en todas las comarcas; a los que debe añadirse una Comisión especial de Cuentas, constituida por miembros de los grupos políticos integrantes del Consejo Comarcal, con la función de informar las cuentas anuales de la entidad antes de su aprobación. 
.12. La Región de Murcia no sólo debe buscar la cohesión entre comarcas sino también la cohesión entre las realidades urbanas y rurales. La Murcia rural se enfrenta al desafío de las situaciones de éxodo territorial y despoblamiento que la azotan. Mantener unos pueblos vivos no pasa por grandes proyectos de infraestructuras y sí por encontrar una posibilidad de desarrollo sostenible en todos estos enclaves que los hagan atractivos para la población joven, superando el déficit de servicios públicos y representatividad. Fijar población y evitar desequilibrios intraterritoriales nos acerca al objetivo de una Región más justa y diversa.
Podemos Región de Murcia defiende la creación de una Agencia Murciana contra el Despoblamiento Rural que atenderá prioritariamente a aquellas pedanías y municipios rurales que presenten saldos negativos en su crecimiento demográfico. Esta Agencia funcionaría a modo de comisión interdepartamental encargada de coordinar las distintas acciones para dar respuesta a los problemas básicos que afectan al mundo rural; esto es, la movilidad, la educación, la sanidad, los servicios financieros, el empleo y la fiscalidad. 
.13. Dada la trascendencia que los recursos hídricos representan para la cohesión económica, social y territorial de la Región de Murcia, Podemos Región de Murcia defiende que su gestión debe recaer en un modelo público, democrático y participativo. Apostamos por un modelo público de gestión integrada del agua capaz de optimizar el destino de los recursos hídricos disponibles, mediante la cooperación de todos los organismos de gestión competentes, la corresponsabilidad de los usuarios y la transparencia en las cuentas del agua. Podemos Región de Murcia defiende el papel central de las Comunidades de Regantes como corporaciones de derecho público que son, ya que su organización y funcionamiento garantiza que el agua seguirá siendo un bien público frente a la visión mercantil que el modelo privado quiere imponer en nuestra Cuenca Hidrográfica. Rechazamos la actual tendencia de privatización de la gestión de los recursos hídricos por parte de los grandes lobbies de poder, tales como la multinacional francesa Suez, la cual en connivencia con el gobierno regional del PP, aspiran a imponer la lógica del mercado tanto en la gestión del abastecimiento urbano del agua, como en el regadío.
La propuesta de Podemos Región de Murcia es, por un lado, abrir la participación de todos los interesados en la gestión integrada del agua; y por otro, diseñar un modelo de caja única de los recursos hídricos disponibles, actuales y potenciales a nivel de la Cuenca del Segura, definida como un escenario y sistema de gestión integrada de oferta (recursos) y demandas.
Para ello, Podemos Región de Murcia propone constituir sistemas de gestión integrada de los recursos hídricos en las diferentes áreas regables (UDAs y Zonas Hidrológicas) en el marco de las Comunidades de Regantes de la Cuenca de la Segura, basados en el aprovechamiento y la gestión conjunta de recursos de orígenes diversos: ya sean superficiales (Cuenca del Segura, TTS en función de sus disponibilidades); subterráneos; y otros (reutilización de aguas residuales depuradas y las procedentes de la desalación marina). Con este objetivo se diseñarán escenarios basados un mix integral de dotación de recursos hídricos para cada una de las áreas regables determinadas, comprendiendo, tanto los recursos actualmente disponibles, como los potencialmente disponibles, particularmente los procedentes de desalación marina.
En atención al coste/precio del agua, se estimará en función de precio oficial o precio medio, según los casos, de los recursos actualmente disponibles en cada área regable; de la necesidad de recursos procedentes de desalación marina y de la reutilización; y de la relación con la capacidad y la disposición subjetiva de pago por el usuario. Podemos Región de Murcia defiende la agricultura profesional y apuesta por una política que ofrezca a los agricultores agua a un precio asequible. Pero para ello hemos de limitar el crecimiento de la demanda, hemos de controlar el regadío ilegal, hemos de racionalizar todo esto, pues se trata de un recurso escaso que no puede satisfacer una demanda infinita. Y sobre todo hemos de contrarrestar las tendencias dominantes que avanzan hacia una “agricultura sin agricultores”, dominada por grandes empresas. Además cada vez más el capital extranjero está comprando tierras, viejos secanos, que transforma al regadío sobre la base de la usurpación de recursos hídricos y/o modificando el planeamiento territorial.
En relación con el agua en alta, Podemos Región de Murcia considera que la Mancomunidad de Canales del Taibilla ha demostrado ser un modelo de buena gestión, la cual también sufre la amenaza constante de la privatización. Este organismo, al igual que las empresas públicas encargadas de la producción y distribución de agua desalada (Acuamed), deben mantenerse en manos públicas, aunque en este último caso la aspiración futura es devolver sus competencias a las confederaciones hidrográficas. A su vez, las confederaciones hidrográficas deben ser democratizadas, desterrando la opacidad y falta de transparencia en su gestión.
Finalmente, en atención al coste/precio del agua, se deberá elaborar un mix basado en: Precio oficial o precio medio, según casos, de los recursos actualmente disponibles en cada área regable; precio oficial o estimado, para casos de ampliación de capacidad productiva por economías de escala, en el caso de recursos procedentes de desalación marina; y la relación con capacidad intrínseca y con disposición subjetiva de pago por el recurso mixto.
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2017.09.23 04:46 Espartaco17 Materialismo histórico y la crisis catalana

La causalidad estructural de Althusser, muy de moda en tiempos que ya casi resultan arcaicos(porque llegó a ser la ideología oficiosa del PCF y su recubrimiento de prestigio cultural-intelectual en la República francesa de las letras, paradigma del narcisismo elitista en la sociedad del espectáculo;pero ahora el PCF no pinta nada y sólo es una rémora que bloquea la constitución de un frente amplio antineoliberal, que se lo digan a Melenchon), puso en marcha un juego de conceptos para el análisis de procesos históricos, como sobredeterminación o instancias dominantes y determinantes en la totalidad social:por ejemplo, en todas las sociedades la economía básica es la instancia determinante, en último término, pero la instancia dominante es variable, el derecho en el mundo antiguo, la religión en el medievo, en el capitalismo, la economía política y su anatomía de la sociedad civil, con su estructura explícita de clases y su separación ilusoria entre economía natural de la desigualdad privada y esfera pública de la igualdad ciudadana.
No tengo tiempo para un análisis pormenorizado, pero todo ese arsenal de conceptos se reveló finalmente como un bluff absolutamente estéril que bloqueó la sana investigación marxista y degeneró rápido en una jerigonza escolástica absolutamente separada de cualquier base empìrica de contrastación y control racional.Así era fácil engolfarse en relatos endogámicos y autosostenidos y en cuentos de la lechera ridículos sobre las potencias revolucionarias y fraternales que se encuentran bajo cada piedra del camino.los errores teóricos siempre van de la mano con errores políticos y son enormemente destructivos.
Ultimamente hay grandes entusiasmos en la Plaza sobre la revuelta catalana, que parecen sostenerse en las gafas falsificadoras de manuales ramplones en la línea de Marta Harnecker, que ha sido un verdadero cáncer de trivialidad insustancial para los estudios marxistas y la configuración correcta de movimientos políticos.Pero análisis materialistas fundados veo bien pocos, sólo retórica grandilocuente que imagina paraísos populares en armonía preestablecida de mónadas leibnizianas espirituales, ignorando que somos cuerpos finitos con necesidades manejables con recursos escasos, que hay conflictos distributivos y tenemos que encontrar los mejores métodos para gestionarlo, sin tenr que recurrir ala fuerza bruta y la guerra permanente.
Veamos, ¿qué problema puede haber entre los pueblos si son espíritus puros que buscan su libre expresión autodeterminante, digamos su marca propia de estilo, sin que tengan por qué interferirse mutuamente, ya que no tocan nada material, ni denso ni opaco?Pero consideremos ciertos datos:el déficit comercial catalán con el extranjero es del 6% de su PIB, tres veces del global español, y que la independencia agravaría por quedar fuera de la UE y tener que afrontar aranceles que disminuirían gravemente sus ingresos y encarecerían sus importaciones.Por otro lado el enorme superavit comercial con el resto de España, que es aproximadamente de un 15% del PIB catalán(no tengo ahora las cifras exactas a mano), también lo perderían en su mayor parte.Por otro lado les tocaría su parte alícuota de deuda externa española, según su PIB serían más de 200.000 millones €, que además se multiplicarían por la devaluación de su nueva moneda nacional ya que quedarían expulsados del euro, según ciertos cálculos la devaluación superaría el 35%, lo que llevaría a una insolvencia generalizada de todos los deudores, en una espantosa situación ala griega.El déficit del sistema de pensiones en Cataluña está ligeramente por encima de la media nacional, la Caja Única de la Seguridad Social(que todas las cotizaciones de todos los territorios financien las pensiones del conjunto estatal sin desagregarse por regiones)es un verdadero mecanismo de solidaridad entre pueblos, y no una mandanga retórica de"hacemos una confederación y cada uno se queda con lo suyo, y después ya la fraternidad va a recomponer la solidaridad que ya teníamos pero la rompimos para ser todos libres y buenos y alegres, porque el patrimonio común que compartíamos era una opresión franquista".Y a esto hay quien lo llama análisis desde el materialismo histórico.
Pues bien la Caja Única modera el déficit en cada territorio, pero además es la barra de liquidez del BCE lo que está sosteniendo la deuda pública española, con que se siguen pagando todas las mensualidades de todas las pensiones, pero una Cataluña independiente, con una deuda externa de cerca del 200% del PIB, fruto de la deuda heredada y aumentada por la devaluación monetaria, ni tendría apoyo del BCE ni habría capital privado que le prestase nada con una situación de insolvencia inicial tan grave.Simplemente la República catalana tendría que rebajar sus pensiones por encima del 30%, y eso lo reconocen los separatistas mismos cuando se atreven a decir, que quizás durante unos años deberíamos seguir aportando a sus pensiones, mientras reducen el déficit.¿Pero qué obligaciones íbamos a tener con un país independiente?pero el apoyo del conjunto estatal a las pensiones de cada territorio ya lo tenemos ahora, ¿por qué romper el modelo para que sigan necesitando apoyo pero sin aportar las contrapartidas de la solidaridad interregional con las transferencias fiscales?Y añadiendo además, que esas transferencias, amén de cumplir con los principios socialistas de solidaridad y justicia distributiva,también sostiene una demanda agregada en el resto de España para absorber los bienes y servicios producidos en Cataluña, sin lo cual su economía se derrumbaría.
Así que los separatistas se engolfan en un optimismo hiperbólico sin justificación, el dejar de aportar impuestos a la hacienda central española, según sus cálculos, les aportaría 14.000 millones de € extras con los que afrontar un plan de expansión del gasto público con efectos anticíclicos que les permitiría abandonar la austeridad.pero lo cierto es que esa ganancia quedaría neutralizada y revertida con creces por todas las pérdidas de PIB que he consignado antes.Y además hay que ser un verdadero pánfilo para no ver aquí un juego de suma cero, esos millones de más para ellos son millones de menos para los servicios públicos de todas las regiones con bajos índices de renta per cápita. Me parece demencial que se diga"yo te quito 14000millones € en financiación pública, pero voy a ser muy solidario contigo dejándote hacer lo que quieras con tus recursos mermados".he aquí la justicia confederal, que todas las regiones tengan el cupo vasco, y que se acostumbren acontar con sus solos recursos, sin transferencias cruzadas de renta, lo que equivale a entronizar como regla distributiva el principio histórico capitalista del desarrollo desigual, por el que hay regiones ricas y pobres, y eso tiende a retroalimentarse para consolidar y profundizar las desigualdades.La política socialista ha de servir para corregir esto, no para legitimarlo y confirmarlo.
En cuanto a los efectos de la secesión en el resto de España, un Estado federal disminuido y recortado, padecería una Hacienda Central desangrada, sin medios para garantizar los servicios publicos, la combinación de austericidio y amputación territorial nos dejaría hundidos en la miseria.De ningún modo podemos apoyar el programa separatista, porque violenta nuestros valores, aunque defendamos su derecho a exponerlo libremente y de modo claro y honesto.Si una mayoría suficiente de catalanes quisiera ejecutarlo, de modo que sólo la guerra civil y la dictadura pudiera evitarlo, tendríamos que resignarnos y aceptarlo.pero eso e smuy diferente a promoverlo de antemano como si fuera la verdadera expresión de nuestros objetivos de siempre.
En cuanto a definiciones peregrinas de internacionalismo como la fraternidad congénita de pueblos previamente separados e independientes a los que se atribuye gratuitamente la virtud de la armonización de programas, planes y proyectos, como simple deseo de su voluntad espiritual, buena por ley estructural, y sólo desviada por la corrupción capitalista, pues me parece un delirio poético subjetivo, enajenado por completo de todo análisis material y racionalista.La organización creciente de la producción, y no sólo el comercio, en cadenas globales de valor, gestionadas por 500 multinacionales gigantescas que controlan, conjuntamente el 6o% del PIB, reduciendo las transacciones puras de mercado a estrechas zonas de la economía global, transcurriendo el grueso de los procesos en actos administrativo-burocráticos de integración de las distintas fases de la fabricación entre sucursales locales de la misma empresa global.Así se va configurando un espacio global de valor que presiona sobre cada espacio nacional particular.La globalización es un impulso estructural del capital, inherente a su naturaleza desde el principio, la concentración y centralización del capital son los datos materiales básicos desde los que entender la constitución de cualquier sujeto antagonista,en el pasado desde la fragmentación localista feudal, el proceso capitalista impulsó los mercados nacionales organizados y regulados por un Estado paralelo, con clases nacionales unificadas y centralizadas en capital y trabajo.El internacionalismo obrero o asalariado también irá a rastras de un proceso objetivo de varias décadas de configuración de fuerzas productivas verdaderamente trasnacionales,que requieren formas de desarrollo también globales, sólo que crecientemente, el mando ha de desplazarse del capital hacia el trabajo. No es la voluntad idealista de concierto entre pueblos desencarnados de toda infraestructura productiva, como sujetos espirituales, lo que orienta a la historia, sino la reacción de los múltiples sujetos productivos alas fuerzas materiales que los han ido creando, y son el fulcro objetivo necesario de su acción.No hay nada más antimarxista y antimaterialista que un vulgar pensamiento deseante y fantasioso que pretende afirmarse sin mediaciones reales, sin saber nada de la organización productiva, ni de perfiles tecnológicos, institucionales, estatales o fiscales, que son el marco inserto y no exento, donde se ventilan los mecanismos objetivos de generación, circulación y distribución de los medios materiales de vida, que constriñen tanto como habilitan cualquier programa, plan o proyecto de los sujetos humanos, solos o en coalición.
Me parecen dislates impotentes las retóricas de los pueblos ibéricos confederados o europeos, sin dar la más mínima indicación de diseño institucional solvente, realista, eficaz y atractivo para granjearse el apoyo activo de grandes masas
por lo demás los soberanismos tipo Trump son una falsa alternativa al globalismo y sus crecientes contradicciones,La contracción del mercado internacional no está llevando a una utópica e imposible autarquía delos pueblos, replegados sobre sí y sin relaciones económicas necesarias con el exterior, sino a una radicalización de la competencia por hacerse con la mayor cuota posible de ese mercado menguante.Pero cuanto más se compite, con guerras de divisas, rebajas de salarios y costes, aranceles y obstáculos a la importación, menor es la demanda agregada solvente en todas partes para sostener la producción de todos, y, por tanto, hay que competir todavía más para colocar una mayor parte de la producción menguante, en un círculo vicioso que lleva a que los socios comerciales traten de exportarse mutuamente el desempleo, en un horizonte de creciente conflicto hacia la guerra.La política de "nosotros primero" no lleva a la fraternidad,es una organización no cooperativa del sistema internacional, lo mismo que las corporaciones explotan al máximo a sus empleados gracias al chantaje de las deslocalizaciones. Trump representa en el interior de USA la alianza ente obreros desclasados de las regiones de decadencia industrial, abandonados por los demócratas;racistas y supremacistas sureños ;y libertarianos extremistas defensores del Estado mínimo polizonte, que piden suprimir los impuestos como ataque a la libertad individual y desmantelar todos los programas estatales humanitarios.Trump representa lo peor y más siniestro de la tradiciones políticas americanas,y la fase terminal putrefacta de un capitalismo financiarizado atascado y sin capacidad para restaurar la tasa de ganancia, la inversión ,el empleo y la acumulación.No haY nada progresista en sus acciones, es la brutal demagogia del chauvinismo y la guerra.
me deja helado que militantes que se autoatribuyen el título de "izquierdas" ya no sepan en absoluto en qué creen y puedan considerar el ascenso de Trump como una oportunidad y no una catástrofe, lo mismo que confunden a la Liga norte en versión catalana con la apoteosis de Olof Palme.Por cierto que la República catalana separada, más que el faro de la emancipación social, brillando en el centro de Europa, sería otro dócil peon mangoneable a placer por la potencia alemana;y no gobernada por Colau, sino por ERC,convertida en un nuevo PSOE traidor de toda esperanza y baluarte de la continuidad del neoliberalismo. Salud.
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2017.09.14 12:17 aicneliser Sobre la metáfora del "choques de trenes".

Versió en català en https://www.reddit.com/PlazaCatalunya/comments/701byq/sobre_la_met%C3%A0fora_del_xocs_de_trens/
Una metáfora, esta del "choque de trenes", tan repetida que invita a la reflexión.
El Tren de Alta Velocidad (TAV) que conduce el Molt Honorable President (MHP), señor Carles Puigdemont, no es Cataluña, es el nacionalismo catalán. El TAV que conduce el Presidente del Gobierno (PG), señor Mariano Rajoy, no es España, es el nacionalismo español.
Los vagones de ambos trenes van llenos de partidarios convencidos de ambos nacionalismos. En el TAV del MHP Puigdemont viajan los miembros del frente nacional que le dan apoyo: el CDCPDECAT, ERC y la CUP. En el TAV del PG Rajoy viajan los miembros del PP, C's y PSOE. Las dos hinchadas animan a los maquinistas. Fuera de ambos trenes, muy arriba, están los que mandan, los que dan órdenes a ambos maquinistas; se hallan cómodamente sentados mirando el espectacular choque que se avecina y calculando el provecho que pueden sacar de él. Velan por sus intereses y no pierden oportunidad de negocio.
La mayoría de personas que vivimos en Cataluña y el resto de España nos hallamos junto a la vía por las que circulan ambos trenes, preocupados porque la colisión nos pueden alcanzar, provocando víctimas.
En el tren que conduce el PG Rajoy está la Constitución de 1978, guardada en el congelador del franquismo. Foto fija del modelo territorial intocable, la "España" eterna. La Constitución sólo cambia cuando los que mandan dan órdenes. Ante dudas o interpretaciones se recurre a la "España" ancestral de sus sentimientos. Los que viajan en ese tren llaman "democracia" a esa Constitución congelada. El federalismo u otras formas de relación territorial están prohibidas en ese tren.
El tren que conduce el MHP Puigdemont va lleno de urnas, apiladas pueden levantar fronteras para consolidar los muros que ya han ido levantando. Muros y fronteras que dividan a las personas que nos hallamos junto a las vías, urnas llenas de votos de personas que se consideran "Cataluña". La Constitución de 1978 se ha tirado a la basura, inservible ante la "Cataluña" ancestral que mueve sus sentimientos. Los pasajeros llaman "democracia" a esas urnas. El federalismo o diferentes maneras de relación territorial también están prohibidas en ese tren.
La mayoria situada al lado de las vías gritamos al MHP y al PG, y a los nacionalistas de ambos trenes. Gritamos que no animen a los maquinistas, que hagan que paren, o que salten de los vagones en marcha. Que dejen solos a los maquinistas, que intenten ponerse, ponernos, a salvo. Nadie hace caso. Muchos nos contestan que si no nos gusta lo que hay nos marchemos fuera, que pasemos al otro lado de la vía.
Los que mandan ven que el "choque de trenes" generará actividad económica.
Podría haber muertos, pero sería un buen negocio para las funerarias, que ya están muy privatizadas. Habrá heridos, pero los hospitales privados-públicos que los atiendan podrán cobrar cheques de las administraciones. Las personas que resulten lisiadas permanentemente serán un negocio para empresas farmaceúticas con sus tratamientos crónicos. Habrá que construir nuevos trenes que reemplacen los destrozados, buen negocio para la industria. Habrá que reparar la zona devastada, muy buen negocio para constructuras e inmobiliarias. Se producirán litigios, acusaciones, búsqueda de culpables, pleitos, querellas; un suculento negocio para bufetes, asesorías, o gabinetes de estudio. En casos extremos se puede generar violencia, fuente de beneficios para las compañías de seguridad y para la venta de armamento.
No hay que menospreciar las oportunidades de negocio que ofrece un "choque de trenes".
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2017.09.02 23:39 SubotaiKhan Resumen de toda la Izquierda.

ADVERTENCIA: Este thread es largo, y no cuenta con un TL;DR al final. Lo siento mucho :(
EDIT: Me estan haciendo responder en el nombre del socialismo a sus preguntas, que me hace pensar que cuando haga un post sobre la derecha me van a hacer defender a Hitler y a Pinochet.
A raíz de mi thread anterior de politica, varios usuarios me preguntaron por mensaje privado mas info sobre corrientes socialistas. No soy socialista, pero supongo que un socialdemócrata puede cooperar de todas formas con aquellos que quieran saber mas. Así que me tome una semana en armar este thread. Mi idea es hacer posteriormente uno similar sobre la derecha, y si alguien quiere cooperar en ello, bienvenido sea.
Tomen este thread a modo de enciclopedia, no hace falta leérselo todo. Pero agradecería que antes de criticar o sugerir algo, lo lean. Ya me paso con el thread anterior que varias personitas lo criticaron sin haberlo leído, y me saco de quicio.
Le faltan algunas ideologías muy regionales, como por ejemplo Guevarismo, Polpotismo, Castrismo y otras ideologías eponimas. Pero seria ya demasiadoooooo trabajo D:
Agarren sus ushankas, sus botellas de vodka y pan relleno, que esto es laaaargo.
MARXISMO.
Este thread tiene que empezar con Marx. Y si sos de centro o de derecha y estas ya revolviendo los ojos, quédate un poco conmigo que puede que encuentres algunas cosas en la que vas a estar de acuerdo con Marx, y podes seguir siendo un cerdo burgués imperialista neoliberal menemista nazista neofascista después de todo.
Carlos Alias “el Barba” Marx leyó por mucho tiempo al filósofo conservador Hegel, de que le robo algunas ideas. (No sería el único filosofo bigotudo alemán que haría lo mismo. Nietzsche le robaría a Hegel su famosa frase de “Dios esta muerto”)
Que decía Hegel? Bueno, proponía algo llamado “dialéctica”, que sostiene que cosas como los pensamientos filosóficos van siendo moldedados por dos fuerzas opuestas. Primero tenemos una tesis, después una antítesis que rechaza la primera formulación, y finalmente la síntesis, es decir, la convergencia de estas dos fuerzas. Si uno mira la filosofía desde sus inicios hasta la contemporaneidad, puede notar que usualmente existía alguien que proponía, por ejemplo, que el conocimiento de la realidad solo puede ser obtenido por medio de la razón (Racionalismo de Descartes), a lo cual le siguieron gente que decía que la realidad solo se entiende gracias a la experiencia de cada uno (Empirismo de Hume), pero posteriormente, venia algún filosofo que conciliaba estas dos ideas, como era Kant, diciendo que ambas se complementaban.
Esta lucha de opuestos es la que toma Marx para su idea de la lucha de clases, la tesis es la clase opresora, la antítesis es la clase oprimida, y la síntesis es el resultado de esta lucha, una nueva sociedad producto de la revolución.
Y Marx utiliza la historia para explicar este fenómeno, a lo cual se le llama Materialismo histórico. Patricios y plebeyos, nobles y burgueses, burgueses y proletariado. Sus luchas provocaron el fin del dominio de la clase dominante según lo decía Marx.
Bueno, pero porque lo llama materialismo?
Materialista no significa que le gusta la plata y los regalos caros. No. Significa creer que la sociedad sienta sus bases en la clase de economía que una sociedad tiene. Si tu medio de producción es el feudalismo, vas a tener familias de 20 personas viviendo todos en una casa y trabajando la tierra para mantener al señor feudal y poder cosechar lo suficiente para la familia. Si tenes un sistema industrial, no vas a necesitar tanta gente, puede que con que solo trabaje el hombre de la casa basta, mientras la mujer se queda con los chicos criándolos para que puedan ser trabajadores en el futuro. En definitiva: Los medios de producción son la razón por la cual una sociedad es como es, la economía (la infraestructura como lo define Marx) define a la sociedad y la política (superestructura).
Es entonces, que con la dialéctica histórica, los oprimidos vencerán a los opresores. Esta es la evolución de la historia, de manera tal que el proletariado (proletariado viene de proles, es decir, que su única función en la vida es reproducirse para añadir más mano de obra) va a levantarse en contra del sistema, tal como hizo la burguesía contra la nobleza en la revolución francesa.
Marx no se lo podría definir como un “activista”, como una simple persona que le daba pena la gente trabajadora y por eso escribía las cosas que escribía. No, Marx era un sociólogo y filósofo, un científico de las ciencias sociales, que sostenía que todo esto era natural, el socialismo no es una fuerza opositora al capitalismo, sino el resultado de este. De esta manera sostiene que la gran revolución socialista no ocurriría en la Rusia Zarista, un imperio que en aquel entonces era una sociedad feudal, sino en Inglaterra, máximo exponente del capitalismo. En algún momento, por culpa de las contradicciones del mismo capitalismo, el sistema colapsaría, y de ahí se tornaría la sociedad capitalista en socialista, y posteriormente en una comunista. (Para saber la diferencia entre esos dos términos y como es que la revolución rusa surgió entonces, seguí leyendo)
Carlitos también nos da otros conceptos, como la plusvalía. Esta sería la ganancia que se queda el burgués, descontando todo lo que costo hacer el producto. Marx se pregunta porque es el burgués quien se queda con la mayor ganancia, cuando el trabajador recibe una ínfima parte, y es el quien da su fuerza de trabajo para producir los productos. Esta situación, que Marx lo considera una distorsión de la naturaleza humana, en la que el trabajador no recibe nada de las ganancias de lo que el mismo produce, se la llama alienación, y es esta contradicción del capitalismo la que llevaría consecuentemente al fin del mismo sistema.
SOCIALISMO y COMUNISMO
Con todo esto en mente, los socialistas son un AMPLIO grupo de ideologías diferentes, todas continuadoras de una manera u otra del trabajo de Marx. Todas concuerdan sin embargo que los trabajadores deben tomar en sus manos los medios de producción. El comunismo sería que, en virtud de que los trabajadores mismos controlan todo, la existencia del Estado se vuelve superflua, y entonces desaparecería el Estado debido a su inutilidad, no solo desaparece el Estado, sino las clases sociales y el dinero. Como lo dije en el anterior thread, NUNCA existió un Estado Comunista, porque sería un oxímoron, como decir un Estado Anarquista o una república monárquica.
Esta transición llamada socialista, del sistema capitalista al comunista es lo que sostienen todos los marxistas clásicos. Sin embargo, ciertos movimientos anarquistas de izquierda sostienen que no debe o se requiere tal transición, con una revolución basta.
LENINISMO: Como imagino que se darán cuenta, es originado en el pensamiento de Lenin en la primera etapa de la URSS, y como deben saber, la revolución rusa no fue formada por medios pacíficos, sino con el uso de la fuerza. Esta corriente cree en una democracia centralista. ¿Que es esto? La idea de que las opiniones y decisiones políticas nacen del consenso absoluto, y no de la deliberación individual de cada uno, y todos deben seguir esta idea acordada. ¿Cómo se alcanza un acuerdo? Por medio de la concientización de clase, de instruir a los proletarios en su lucha, tarea que debe ser realizada por el partido de la vanguardia, la clase política más avanzada y concientizada que instruye, pero no lidera, a los menos instruidos.
-Historia resumida: Lenin esta por morir, y deja la Unión Soviética en manos de León Trotsky, advirtiendo además de que Stalin es un sorete que hará lo que sea posible para llegar al poder. Cosa que finalmente ocurre, por lo cual León escapa a México, se pone de novio con una uniceja, y termina siendo asesinado por orden de Stalin-
MARXISMO-LENINISMO: Es la ideología que invento Stalin, que contaba con varias modificaciones que un marxista ortodoxo estaría de acuerdo. Básicamente propone dos cosas fundamentales:
1- La revolución socialista en un solo país, como contraposición a lo que Lenin y Trotsky sostienen, de una revolución internacional que derroque al capitalismo. El argumento de esta postura es que se debe consolidar el socialismo en un país, para después ayudar a la revolución socialista mundial. Esto implico que Stalin no apoyo causas revolucionarias en otros países, por eso no intervino en la Guerra del Corea. Si hubo intervencionismo ideológico en otros países, sobre todo en los países limítrofes, pero la finalidad era estratégica, era crear estado tapón (Véase la cortina de hierro​ o telón de acero) o disminuir la influencia de occidente.
2- El partido de la vanguardia debe asumir el liderazgo convirtiéndose en un sistema de partido único. Si parecía que existía una dictadura antes, ahora iba a haber efectivamente una dictadura.
De la ideología de Stalin, nace el Hoxhaísmo, que se define como continuadora, lo que le lleva a estar a favor del Maoísmo solo cuando Mao era cercano a Stalin, y volverse crítica del mismo cuando este se distancia. Además se opone contra todo tipo de revisionismo. Sostiene que cada país debe conseguir la revolución y gobierno socialista por sus propios medios. Critica a todo socialismo excepto el albano, al que lo considera el verdadero marxismo ortodoxo.
TROTSKISMO: León rechaza todo esto. Trotsky, para gran alivio del mundo capitalista, no llego al poder, porque de haberlo hecho, habría alentado revoluciones socialistas en todo el mundo, y no se habría detenido en el socialismo estatal burocrático que tenía Stalin (apodado como Estado degenerado de los trabajadores) cosa que Trotsky denunciaba como contrario al marxismo. La idea central de Trotsky es la revolución permanente, la idea de no detenerse, ni en el dónde ni el ahora, todo país capitalista debía transformarse en socialista, y los socialistas debían seguir en revolución hasta lograr el comunismo, es decir, una sociedad sin estado, dinero ni clases.
MAOISMO: La china comunista se distancia de Stalin, aunque mantiene algunos aspectos, como la idea del partido único y el socialismo en un solo país, pero estaba en contra de la centralización y del culto a la personalidad. También incluye otras ideas como la de Trotsky, la idea de una revolución permanente, que se realizó por otras revoluciones en el país
-La revolución cultural: Su finalidad era acabar con las diferencias entre las masas populares y el Partido, consistiendo en erradicar la cultura china de todas las influencias burguesas y anti socialistas, y se lo hizo de diversas maneras, como fue la destrucción de todo lo relacionado con el confucianismo, filosofía que apoyo el sino centrismo que tanto tiempo China conservó, el aislacionismo y creencia de que China es el centro del mundo, lo que género que fueran humillados por occidente en el conflicto de los Boxers y la Guerra del Opio. Esta revolución se llevó a cabo no solo quemando libros, censurando o matando gente, sino que se hizo también una migración de la población: Todo aquel intelectual, burgués, universitario y hasta funcionario político que nunca hubiese trabajado la tierra, fue obligado a trasladarse al campo para hacerlo. Además, se alentó a los jóvenes a que se opusieran a sus padres y maestros, a todas las enseñanzas de la antigua y milenaria China, se los sumó a las filas de los Guardias Rojos, quienes se organizaban para cometer actos de vandalismo (tanto de particulares como de museos, librerías e instituciones académicas) y persecución de quienes se oponían a los ideales socialistas.
-El Gran Salto hacia adelante: Proponía a diferencia de Stalin, una economía basada en la agricultura más que en la industria, y por ello se propusieron varias medidas en el país para radicalizar y llevar la revolución a los granjeros. Esto incluyó la “brillante” idea de matar diversos insectos y pájaros que consideraban una plaga, y la de producir más hierro que Gran Bretaña, y para ello se metió cualquier tipo de metal al horno, de mala o buena calidad, hierro chatarra hasta los utensilios de cocina y las herramientas de trabajo del campo. Esto, como se imaginaran, produjo hambrunas, y consecuentemente la mayor cantidad de muertes que un ser humano allá provocado. Por esta razón se dice que Mao mato más gente incluso que el Gran y todopoderoso Genghis Khan. (entre 18.000.000 y 32.500.000 personas, según distintas fuentes)
-Denguismo: Después de la muerte de Mao, Deng Xiaoping sucedió en el poder, y aunque era socialista, el proponía una mirada más pragmática a la revolución, y sosteniendo que no abandonaba la ideología de su antecesor, abrió China al mercado capitalista y lo modernizó todo, además creó el sistema de “un país, dos sistemas”, que crea esta inusual forma de gobierno que tiene hoy en día Hong Kong y Macau.
COMUNISMO PRIMITIVISTA: Se considera que las sociedades recolectoras-cazadoras no tienen jerarquías, divisiones sociales o un mercado como las sociedades capitalistas, por lo tanto, son las ideales.
COMUNISMO DE IZQUIERDA: No, no existe comunismo de derecha, solamente es un movimiento comunista que desconoce a la burocracia de los Estados socialistas (o mejor dicho, del marxismo leninismo), diciendo que esta clase de burocracia pertenece a la derecha, y que en el verdadero comunismo que sigue las ideas de Marx, se abogaría por la reducción del Estado, no su incremento. Este movimiento es influido por Rosa Luxemburgo.
Sostienen que todos estos Estados Socialistas que surgen en la guerra fría, son en realidad Estados Capitalistas. Están no solo en contra de la democracia, sino que consideran incluso a las uniones sindicales como reaccionarias o conservadoras. y por supuesto, apoyan la revolución mundial.
Una variante de esto es el Bordigismo, que estaba a favor de la democracia centralista de Lenin, y su vanguardismo, solo que este no votaria en elecciones parlamentarias, y se dedicaría a preservar los principios aceptados por los miembros, y buscar la cooperación con los demás. Ademas proponía que aunque se logre la eliminación de las clases y el estado, debería seguir existiendo una administración central no democrática que controle la sociedad, compuesta unicamente por aquellos mas aptos para el trabajo.
LUXEMBURGUISMO: Doña Rosa también se opone al nacionalismo y la represión del socialismo soviético, y está a favor de un socialismo internacional, proclamando que todos los trabajadores deben unirse y luchar contra sus opresores, haciendo en conjunto huelgas masivas. Ella propone que los trabajadores deben emanciparse ellos mismos, sin necesidad de un partido vanguardista.
COMUNISMO CONSEJISTA: Este se inspira en los escritos de Rosa Luxemburgo, y se opone a al comunismo de partido, y sostiene la creación de organismos auto organizados de la clase obrera, conscientes de su papel histórico. Esto difiere de los partidos de vanguardia, ya que el consejismo no busca dirigir o adoctrinar, sino aportar su experiencia a los obreros del mundo en su lucha contra la burguesía.
Otra distinción importante es que ellos creen en un movimiento obrero que unifique la lucha en todos los sectores de la sociedad, no solo en lo laboral, sino político, económico y social, un frente unido.
SOCIALISMO AUTOGESTIONARIO: Prominentemente en la Yugoslavia de Tito. Supone que el pueblo debe participar en las distintas comunidades cercanas a la vida cotidiana colectivizada, como los gremios, los grupos locales, las empresas (si, aceptaban la propiedad privada de medios de producción y en servicios, pero con restricciones, este sistema es social y se limita a aquello que no sean los servicios y empresas estatales.) y a niveles políticos superiores de los Estados, esto lo llama tricameralidad, o el sistema político en el que el poder legislativo se estructura en tres cámaras :
-Cámara baja o Parlamento cuyo objetivo es la representación ideológica a través de los partidos políticos.
-Cámara alta o Senado cuyo objetivo es la representación territorial en estados de tipo federativo/confederativo.
-Cámara socio-económica o laboral, cuyo objetivo es la representación laboral a través de los sindicatos.
Todas estas comunidades conforman una planificación descentralizada, opuesta al sistema burocrático soviético, e incluso se permite el capital extranjero invirtiendo en el país.
Abogaba además por una solidaridad internacionalista, en vez del internacionalismo proletario. No debe existir un dirigismo de otros movimientos socialistas, sino solidaridad con los distintos movimientos.
Entienden que el socialismo se ajusta de manera distinta a cada lugar donde se desarrolle, así que es flexible y más tolerante con otros movimientos socialistas en el mundo.
Además de Yugoslavia, este sistema se lo ve en el sionismo socialista, los kibutz que existen todavía. (Unrelated fact: Tengo una cliente israelita que vive en un kibutz. Parece bastante normal todo)
STRASSERISMO: El ala izquierdista del partido nazi que fue purgada por Hitler en la noche de los cuchillos largos. Strasser, su ideólogo, sostenía que se debía disolver no solo la sociedad capitalista, sino la industrial, proponiendo retornar al campo. También se propone la nacionalización de la economía alemana, con la finalidad de des proletarizar a la población, es decir, dejar de ser obreros para ser agricultor. Están en contra de los partidos políticos, de la censura, y a favor de un gobierno federal y centralizado.
NACIONAL BOLCHEVISMO: Realmente no puedo explicar esto. Son literalmente nazis comunistas, y Wikipedia me ayuda a penas aclarar que son.
“El nacional-bolchevismo es una corriente ideológica surgida en la década de 1920, ​como un intento de combinar la lucha social anticapitalista con el nacionalismo, tendencia que estuvo presente en diversos movimientos políticos alemanes y, en cierto modo, en determinados miembros del Partido Bolchevique ruso.
Según algunos autores, se trata de una ideología esencialmente fascista, mientras que otros lo consideran a medio camino entre el fascismo y el leninismo, ​por la combinación de su glorificación del Estado como guardián de la unificación de las tradiciones nacionales con la movilización social y el colectivismo, propios de un sistema socialista”
“El nacional-bolchevismo moderno es un movimiento dispar y a veces contradictorio, ya que se considera que integra las más diversas corrientes políticas, principalmente por las alianzas que se dieron en Rusia entre la extrema izquierda y la extrema derecha. Algunos analistas consideran el nacional-bolchevismo moderno como la expresión de la unión del neofascismo con el comunismo soviético”
Alexandr Dughin resume así al nacional-bolchevismo:
“Si liberamos al socialismo de sus aspectos materialistas, ateístas y modernistas, si rechazamos los aspectos de la Tercera Posición como el racismo y el nacionalismo corto de miras, llegamos completamente a una nueva ideología política. La llamamos la 'Cuarta Teoría Política [...] Su elaboración comienza del punto de intersección entre las diferentes teorías antiliberales del pasado (comunismo y Tercera Posición), acabando en el nacional-bolchevismo que representa el socialismo sin materialismo, al ateísmo, al progresismo, al modernismo y a las teorías de la Tercera Posición sin racismo y nacionalismo”
Funfact: El famoso ajedrecista Gary Kasparov es un dirigente del partido Nacional Bolchevique.
JUCHE: Corea del Norte. No podría llamarse ideología, ya que implica un cambio en toda la sociedad. Sostienen que las personas son responsables de su destino, y por lo tanto, son todos responsables del mantenimiento del Estado Socialista. Es sobre todo un movimiento patriótico y aislacionista, o mucho mejor expresado por el mismo Kim Il-Sung: "la independencia política, autosuficiencia económica y autodefensa militar".
Obviamente no es tan “el pueblo es el que gobierna” en la práctica, ya que Corea del Norte se gobierna bajo su Supremo Lider. Fun fact: El calendario Juche tiene su año 1 con el natalicio de Kim Il-Sung.
POSADISMO: Nuestro aporte al pensamiento socialista. Un argentino trotskista, llamado Juan Posadas, dijo que los extraterrestres estaban entre nosotros, y que estos eran mucho más avanzados que nosotros, y por lo tanto tenían una sociedad comunista, eran internacionalistas interplanetarios, ergo nuestros compañeros que nos ayudaran a lograr el comunismo mundial.
…Además de que hablan del socialismo traicionado de Trostky, y de que se requiere un nuevo orden socialista mundial, que según esta ideología está ganando terreno hoy en dia, que luchara contra el capitalismo con todo lo que tenga, incluso armas nucleares si hace falta.
SOCIALISMO DEMOCRÁTICO: Busca llegar a una sociedad socialista por medios democráticos. Varia de igual manera la definición de democracia… los más moderados creen en la democracia capitalista, mientras que otros sostienen establecer una democracia “real” por medios revolucionarios.
SOCIALISMO DEL SIGLO XXI: Actualmente en Venezuela, Nicaragua, Ecuador y Bolivia. El cambio de paradigma del siglo anterior, como la muerte del bloque comunista, hace necesario replantear el socialismo en el mundo, y es por ello surge este nuevo socialismo. Su tesis es que el camino más expedito para alcanzar la sociedad más justa a la que todos anhelamos, se consigue con una alianza entre el socialismo y el liberalismo, una vez que el socialismo haya dejado a un lado al estatismo y el liberalismo haya dejado a un lado al capitalismo.
Esta ideología se sustenta en cuatro ejes: el desarrollismo democrático regional, la economía de equivalencias, la democracia participativa y protagónica y las organizaciones de base.
Desarrollismo democrático regional: Con bloques integracionistas como el Mercosur. Aca entra también la idea del bolivarianismo y la Patria Grande.
Economía de equivalencias: Propone lo que denomina una economía de valores fundado en el valor del trabajo que implica un producto o servicio y no en las leyes de la oferta y la demanda.
Democracia participativa y protagónica: La revolución debe ser democrática, sin uso de la violencia. Y esta democracia debe ser directa o al menos semi indirecta, con plebiscitos y referendums.
Organizaciones de base: Aquellas organizaciones cercanas a la comunidad, que agrupan a las personas en pos de lograr la coordinación de las masas, descentralización y autogobierno de la sociedad.
-Con todo esto de ideologías convirtiéndose en dictaduras, uno se pregunta que paso con la idea original de Marx del Comunismo, una sociedad sin Estado. Bien, ese es el problema que tiene la izquierda y una de las muchas razones por las cuales hay tanta desunión. Algunos movimientos decidieron abandonar la idea del socialismo y se volvieron capitalistas reformados, otros son fervientes anarquistas. Estas son sus ideologias-
SOCIAL DEMOCRACIA: Básicamente es el revisionismo extremo marxista, que, viviendo en Europa, durante la Guerra fría, y viendo las cosas que la URSS hacía, decidió que el socialismo no era tan buena idea, pero seguía criticando al capitalismo. ¿Resultado? Un sistema capitalista, Estado de Bienestar, ocupándose de temas como la educación, la salud y demás. Esta ideología prosperó enormemente en Europa y fue la mejor idea que se le ocurrió a occidente para evitar que los trabajadores cayeran en el extremismo del fascismo o el socialismo.
Se lo suele llamar “capitalismo humanizado” o incluso “socialismo de derecha”, aunque en realidad no buscan en lo absoluto la destrucción del capitalismo, sino que ven en a este modelo al mejor sistema para proveer riquezas a la sociedad. Los países nórdicos son el ejemplo Nº1 de esta ideología.
SOCIALISMO LIBERTARIO: Es un termino que agrupo varios movimientos socialistas o anarquistas. Están a favor de una mínima o ninguna intervención estatal, a favor de la industria y comercio comunitario. La gente se regula sola, y es la gente quien regula el comercio. No necesariamente están en contra de la propiedad privada y el dinero, sino en contra de las empresas privadas de la misma manera que se oponen al Estado.
ANARCO COMUNISMO: Volviendo al concepto puro de comunismo. Una sociedad sin clases ni dinero, donde existe una democracia directa, una sociedad horizontal, y asociaciones de trabajadores voluntarias, y una repartición de la riqueza basado en el principio de “de cada cual, según sus capacidades, a cada cual según sus necesidades”. Difiere del comunismo clásico, ya que ellos están en contra del Estado Socialista, la revolución debe destruir el capitalismo y dar pie al comunismo, sin nada en el medio.
ANARCO SINDICALISMO: Similar al anterior. Son los sindicatos de trabajadores al poder, donde la democracia es directa y la sociedad es organizada por la industria, y no el comercio. Esta ideología propone que sean las uniones de trabajadores, y no los partidos políticos, quienes derriben al capitalismo.
ANARCO FEMINISMO: Creen que las mujeres serán finalmente libres cuando acaben con el capitalismo y el estado, expresiones de la dominación masculina, o patriarcado.
ANARCO ECOLOGISMO: No hace falta aclarar mucho, solo que muchos de ellos suelen estar incluso en contra de todo tipo de industria y tecnología, abogando por un anarco primitivismo, es decir, volver a ser una sociedad cazadora – recolectora.
ANARCO PACIFISMO: La abolición del Estado nos llevara a la paz según esta ideología, ya que es el Estado quien genera violencia, tanto como propia, como la impropia.
COLECTIVISMO: Similar al anarco comunismo, sin embargo, ellos no se oponen a la remuneración, pero creen que debe existir una propiedad colectiva de las empresas, por lo tanto, uno no podría crear una empresa con la remuneración percibida por el trabajo. Difieren entonces en que cada uno debe percibir no de acuerdo a sus necesidades, sino a su trabajo aportado.
MUTUALISMO: Aceptan el libre mercado, siempre y cuando estos sean administrados por los mismos trabajadores, y ellos sean responsables por las mismas compañías. Son reformistas y se oponen a la violencia para alcanzar la anarquía.
Porque hay tantos movimientos de izquierda? Por que no hay unidad? Es dificil de saber con exactitud porque. Mi teoria es que, debido a que el socialismo nunca logró arraigarse definitivamente, y su surgimiento nunca fue orgánico, sino por medio de la revolución, no se logró concretar la unidad. Cada corriente tiene su propia idea de como lograr esta sociedad utópica, y se reinventa acorde a las experiencias y condiciones sociales, economicas y politicas donde se desarrolla. Al capitalismo le paso algo similar en la revolución francesa, existieron varias ideologías en lucha, hubo purgas, guerras, imperialismo y todo como en el socialismo del siglo pasado, solo que sus ideas trascendieron efectivamente, y llegaron a tierras donde no existían monarcas y era mas facil ser burgués (las colonias).
El capitalismo evolucionó ahora, nunca se quedo en lo que era después de la primera revolución industrial, ya no tenemos solo proletarios, sino consumidores, distintas profesiones liberales, y un dinamismo social que evita en ocasiones el resentimiento de la clase obrera. Le es más difícil a la izquierda unirse y tener un gobierno estable como lo era antes. Puede que vivamos una revolución mundial socialista, pero como decía Marx, tal cosa iba a suceder después de que el capitalismo se viniera abajo orgánicamente, producto de sus propias contradicciones, y no porque un partido político llegue al poder proclamándose representante del pueblo.
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2017.05.07 00:56 donadie9 Despido masivo en instituciones públicas, pudiendo afectar a medio millon de trabajadores

En los presupuesto generales del estado de 2017 en el Título III, Capítulo 1, artículo 19.2 se pone una limitación de contratación que afecta a interinos, personal laboral y temporal por el cual no se pueda acumular mas de tres años de servicio, suponiendo el despido masivo.
En un intento de precarizar mas aun el empleo, se añade este apartado que puede dejar en la calle a miles de doctores, enfermeras, maestros, profesores, especialmente con mucha experiencia.
Ya se ha tomado nota desde podemos murcia pero se necesita que tenga mas publicidad, pues el 99% de los afectados aun no sabe nada.
JAVIER SÁNCHEZ: "LOS PGE de 2017 VAN A SER UNA PUÑALADA PARA MILES DE INTERINOS"
04/05/17
“El PP pretende asestar una puñalada a los interinos”. Así de contundente se ha mostrado el diputado de PODEMOS por la Región de Murcia y portavoz de la comisión de Educación en el Congreso, Javier Sánchez, quien ha alertado de la intención del gobierno del Partido Popular de extinguir la figura del interino impidiendo que éste pueda encadenar, mediante contrato o nombramiento, más de tres años. Es lo que se desprende de los Presupuestos Generales del estado, ahora en tramitación parlamentaria, en su Título III, Capítulo 1, artículo 19.2; lo que supone, en la práctica, eliminar de un plumazo la figura del interino al servicio de las administraciones públicas y establecer una precariedad permanente en base a la rotación continua de dicho personal cada tres años. Javier Sánchez avisa de las consecuencias sociales y jurídicas de dicha medida "por un lado se refuerza la precariedad para miles de interinos al servicio en diferentes administraciones, y por otra supone alterar los principios constitucionales de mérito y capacidad que rigen las listas que ordenan los llamamientos de interinos". A juicio del diputado murciano, “no existe justificación ni armazón legal para impedir que una persona que integra una lista en un orden determinado de prelación, se vea privado de poder trabajar por una arbitrariedad como la que pretende imponer el PP”. Todo ello, añade Sánchez Serna "en un contexto en el que se ha trasladado a la opinión pública que el Estado quiere consolidar el empleo de los trabajadores interinos, anunciando futuras y generosas ofertas de empleo público, mientras que la realidad es que, precisamente, se quiere barrer a miles de profesionales para evitar tener que darles estabilidad laboral, tal y como viene señalando la jurisprudencia del Tribunal de Justicia de la Unión Europea". En este sentido, Javier Sánchez anunció que en los próximos días presentará iniciativas en el Congreso para "dar marcha atrás a estas nuevas disposiciones y dignificar las condiciones laborales de los interinos, que ahora mismo representan más de una quinta parte de nuestros docentes". "El PP intenta desmontar el Estado pieza a pieza, recortando plantillas y degradando los servicios públicos a mera red asistencial. Este nuevo ataque a los derechos de los trabajadores es una prueba de la política-mentira de un Gobierno que merece ser expulsado mediante la moción de censura". Para el diputado de Podemos "esto es una prueba más de las políticas de mentiras y falsoso titulares de un gobierno que merece que sea expulsado de las instituciones.
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2017.02.06 19:23 Espartaco17 Yo también voto mezclado

A estas alturas nadie puede llamarse ya a engaño, podemos está dominado por la cultura de la guerra a muerte entre facciones, y en la guerra vale todo, por tanto el juego sucio, la mentira y la difamación sólo es un recurso más entre otros, y ya no se valora si es o no indecente, si su uso es o no prudente, medido y proporcionado al objetivo que se persigue, minusvalorar lo más posible a los adversarios de la competencia electoral, asimilados a enemigos que hay que aniquilar.
imaginemos que de Vistalegre II saliera una organización donde unos grupúsculos o camarillas de fanáticos adquirieran el poder, informal pero real, de liquidar a cualquier militante o cargo público usando campañas de desprestigio con matones profesionales en redes sociales, y recurriendo a insultos fetiche prefabricados y ya disponibles para hacer acusaciones delirantes sin pruebas ni análisis ni argumento alguno, que no serán necesarios por haberse instalado un relato general en la percepción dominante entre las bases de que estamos continuamente amenazados por un enemigo interno proteico y omnipresente, que requiere enérgica vigilancia y periódicas campañas de purga y persecución."Bah, sólo es otro judío o amigo de judio, nada bueno ni verdadero puede salir de ahí, no perdamos el tiempo con su insolvencia moral e intelectual,aplastémosle sin contemplaciones como la cucaracha que es".
la historia política de la izquierda está llena de refriegas cainitas y derrotas autoinfligidas por no haber sabido controlar a tiempo los excesos sectarios.También hay muchos ejemplos de cómo un SG con amplios poderes puede convertirse en un adorno,"un florero" o un atrezzo de "cartón" por la vía informal de que una camarilla o guardia pretoriana, filtrando todas sus relaciones y controlando su agenda, acabe de facto por usurpar las potestades legales del lider, inherentes al cargo, y administrarlas sin haber sido elegidos para ello.Así habría una privatización encubierta del poder, en beneficio de una élite autonombrada vanguardia ética dela Humanidad ("sólo nosotros nos deslomamos en la lucha por la justicia, mientras los demás se alienan en el consumismo capitalista degradante, tenemos derecho natural aun poder sin restricciones ni normas de control porque nuestro criterio carismático ya garantiza per se la bondad de nuestra ejecución").Aunque habría que añadir que estas patologías sí que son transversales y afectan a la "derecha" tanto como ala "izquierda", y amenazan tanto a Iglesias como a cualquier otro u otra que lo sustituyera.
Establecer una jerarquía inquisitorial de culpabilidades para proceder después a repartir castigos, con la fruición narcisista de quien se arroga autoridad soberbia que no tiene, eso no entra en mis propósitos.La lógica maniquea de "buenos y malos" no la cancelamos por invertir la distribución de posiciones entre unos y otros, cambiando "el equipo de Iglesias son los leales y puros y los errejonistas los traidores y vendidos" por "todos los buenos y perseguidos injustamente están en los errejonistas".No hay buenos ni malos, sino que todos somos malos, todos somos responsables de lo que está pasando, por acción u omisión.El nivel de desastre en que estamos sumidos sólo ha sido posible porque todos lo estamos alimentando, con cada infundio, con cada insulto o con cada intervención bienintencionada en hilos calculados sólo para agredir y que se sirven de cualquier aportación, sin importar su contenido para prolongar y aumentar el ruido global.Bases y dirigencia estamos todos atrapados en una furia infernal que nos arrastra sin remisión, como alguien ha dicho "la guerra se alimenta de sí misma", y todos y todas somos la carne de cañón que la sirve, como combustible y como acción, tanto agentes como pacientes.
la crítica que hago alas declaraciones de Luis Alegre(que desde luego no miente, porque no depende de nadie para vivir, ejerce su mayor vocación como profesor universitario de Filosofía, con un trabajo bien remunerado y garantizado, no busca ni necesita poltronas ni sueldo político, no está en ninguna cadena jerárquica, no hace favores a ningún capo para que le premie con un ascenso en un juego de poder en que no participa, no hay razón concebible para que quiera mentir) es que no logra romper la guerra de facciones, porque dejan margen a que los facciosos de un signo las malogren como tesis de parte y así puedan despreciarlas como una triquiñuela más del adversario en la lucha por el poder.no han logrado el prestigio y autoridad indiscutibles de una verdad suprapartidista que nos impresione a todos con su grandeza y nos obligue a apearnos de la insensatez colectiva y retomar los altos ideales de un país mejor, compasivo, cohesionado, que no deja en la cuneta a nadie, que pone coto la codicia delirante de una oligarquía agotada en su legitimidad histórica, y que destruye al país entero en su loca pretensión de durar para siempre, después de que su tiempo ya se acabó.
Así pues,Alegre dice verdad, pero no toda la verdad, sólo habla de lo que conoce y le importa personalmente, pero deja fuera de su campo de atención que los peligros para nuestra concordia no vienen sólo de donde dice.Insisto, todos somos culpables, pero aún tenemos una oportunidad de resolver esta crisis y salir, todos,y todas, reforzados.Carlos Fernández Liria y Javier Mestre han propuesto enviar un mensaje contundente a todos los liderazgos y a todos los grupúsculos sectarios y ambiciosos, con una solución que minimizaría la influencia de estos últimos, y obligaría a los líderes a un continuo esfuerzo de negociación, composición de perspectivas y equilibrio sintético de posiciones.Un CC híbrido en cohabitación con un SG fuerte con un apoyo masivo de votos y bajo su propio documento político-organizativo sin recorte de potestades legales, establecería la irrelevancia de los enfoques excluyentes y extremistas, dificultaría enormemente el poder de las camarillas para instigar campañas de odio interno destructivo por apetito de poder personal.Además un modelo así no sacrificaría la fortaleza del liderazgo ni la necesaria agilidad y eficacia ejecutiva para responder alas demandas urgentes de los momentos críticos, donde una larga negociación no es posible, esta se reservaría para el lento ritmo de la legislación, los acuerdos y las transacciones.
Pablo iglesias ha dicho que "si no gana mi lista no lideraré el partido".Bien, pero esto son declaraciones coyunturales de campaña, su vía de escape para reconsiderar su actitud tras las elecciones sería la ambigüedad de la expresión "perder" que, deliberadamente no está definida. Iglesias es un político práctico y con fina sensibilidad para las reivindicaciones populares más contundentes.¿Seguiría considerando una derrota que sus documentos político-organizativo tuviesen la mayoría, la SG tuviese un apoyo masivo de votos, y sin embargo tuviese que compartir el CC con una buena representación de los otros sectores?¿No vería en eso un mandato aabrumador de las bases, los dueños legítimos y soberanos del partido que le están dando una orden? y además una orden racional que se puede cumplir perfectamente.Aquí no hay ninguna duda, como en la idea errejonista de disociar programa de liderazgo personal, que ciertamente es discutible si es congruente y posible tal forma de "cohabitación" o división de poderes:pero creer que es posible no es igual a mentir,en el caso peor, sería un error; por eso Echenique, quizás sometido ala fuerte presión de un clima enrarecido que ha exacerbado, fuera de todo límite sano, la competencia entre grupos, ha confundido cosas muy distintas en sus críticas aErrejón.Pero sí es tajantemente posible y operativa la disociación entre Programa y SG, por un lado(serían como la Constitución y el poder Ejecutivo), y el CCpor otro(sería el poder legislativo con margen propio para traducir en cada coyuntura las normas abstractas programáticas en directrices concretas para el SG que este podría impugnar ante la Comisión de Garantías,(poder judicial) si las considerase contrarias al Programa(inconstitucionales)
Para mí lo ideal sería un estricto empate entre 20 consejeros/as para cada sector,pero si saliera 50%(Iglesias) 40%(Errejón), 10%(Urbán), eso ya bastaría para aponer coto ala degeneración sectaria y la escisión de nuestro partido, que es hoy nuestro principal peligro.Decía qque todos somos responsables deld esatre actual, eso incluye al SG que no es una divinidad evaluable sólo con categorías sobrehumanas, también tiene que rendir cuentas por esto, y será el primero en reconocerlo, habiendo insistido tanto en esta idea en muchas de sus comparecencias públicas.El SG habló de "vergüenza" y "perdón"al mostrase humilde ante la opinión pública por el espectáculo de la guerra fratricida.Pero esta no ha parado,ha crecido aún más virulenta a cada hora, haciéndose ingobernable por completo.La grandeza de iglesias reside en que jamás rehúye responsabilidades, un CC híbrido sabrá leerlo como la medida de emergencia que las bases proponemos para cortar en seco lo que nadie supo evitar hasta ahora, y sabrá asumirlo como el cierto castigo a su incapacidad, compartida con la nuestra, de parar nuestra degeneración, al rechazar su propuesta inicial de lista monocolor. La lista híbrida la considero la solución mejor para salir ya del pozo en que estamos metidos, aunque no la defiendo como la infalible formula organizativa para siempre y en cualquier contexto, y en eso me alejaría de anticapitalistas y errejonistas en suponer que toda concentración de poder y homogeneización de órganos constituidos es siempre mala para la integridad del poder constituyente, las Bases Soberanas, aunque la condensación actual que reclama iglesias ha dejado de ser conveniente por la guerra fratricida sobrevenida, que lo cambia todo por la urgencia de eliminarla y no dar opción a ninguna camarilla desnortada y obnubilada por el "poder del anillo", borracha por el súbito y descomunal éxito electoral. En los momentos extraordinarios el Pueblo, como poder Constiuyente comparece como una parte que reclama ser el Todo, en una acción deslumbrante de concentración enorme de energía social ,al margen de toda norma y vía prefijada, como poder anómalo y salvaje que nadie puede resistir, como sujeto hegemónico de poder condensado de facto, aunque el derecho vigente, como poder constituido, le negase potestad legítima alguna;Ahora es prematuro saber si estamos en situación prerrevolucionaria,donde el poder constituyente irrumpe como todo que desborda las leyes,o una situación más "normal" donde el pueblo comparece como parte organizada, como mero cuerpo electoral conforme alas normas ya dadas, en dialéctica con otros órganos constituidos, con su lugar propio y orientado a desarrollar el potencial aún no agotado de la Constitución vigente, Este es el Pueblo como primus inter pares de la División de poderes, una parte en juego con las otras, constreñida por ellas y al tiempo limitante suya, dispersando y desconcEntrando el poder en muchas instituciones con funciones propias.Creo que Errejón tiende a pensar esto último,e Iglesias lo primero. Errejón se mueve más cómodo en los periodos institucionales de lucha, equilibrio y orden, es un temperamento clásico, aristotélico, empírico, pero IglesIas es más dramático, romántico, platónico, orientado a las transiciones bruscas, alas grandes emergencias de lo nuevo, a los momentos heroicos de gran intensidad emocional y temporal y de pensamiento y acción.Uno se orienta a conquistar el futuro,una nueva aurora incógnita; otro a consolidar lo ganado y administrarlo en el presente con vocación de durar y que el futuro se parezca y repita lo ya pasado.Ambos perfiles son complementarios, expresan dimensiones constitutivas, opuestas pero mutuamente solicitantes, de la acción política humana, en todo tiempo y ligar.Es una barbaridad, producto de una gravísima ignorancia, contraponerlos como egos psicológicos en disputa, no son yoes narcisistas, sino emblemas de dos momentos conjugados y necesarios de todo momento "populista" de cambio político, su ejemplo e inspiración nos instruye a diario sobre lo que hay que hacer para cubrir todo el espectro de exigencia para consumar los cambios en toda su integridad y extensión.Perder alguno es quedarnos mancos en nuestra potencia. Pero esto es un debate político serio que no puede tenerse si primero no limpiamos la basura en el campo de juego, cuya pestilencia nos asfixia a todos.El mero anuncio verosimil de que un lista mezclada podría ser la ganadora creo que ya lo cambiaría todo para mejor.
Ahora quiero confesar algunos datos personales, para que entendáis bien mi posición.Mi madre ,a los doce años ya tenía que ir a lavar la ropa de su familia a un rio, el peso era tan grande que con el correr del tiempo, le han aparecido secuelas en forma de dolores crónicos que no tienen cura. Sus juguetes eran un palo y un a patata con agujeros a guisa de ojos, que hacía las veces de una muñeca. Pasaba largas horas sola entre los maizales, con su muñeca y ensoñaciones de niña.Hasta los catorce años no llegó la luz eléctrica a su pueblo, el primer yogur lo tomó cuando se casó, alos 27 años.Nunca en su infancia y juventud, tuvo nada, y sin embargo es la persona más alegre y luminosa que haya conocido, cuya abnegación y entrega incondicional a sus seres queridos ha sido el ejemplo de integridad más majestuoso que haya conocido, si hay algo que valga en mí, es porque ella me lo entregó y lo ha nutrido siempre,incansable, con su amor.Al igual que la madre de Camus, ella también madrugaba para prepararme el desayuno cuando tenía que ir al colegio, y una de sus tareas, era limpiarme los libros que llevaba,para ir bien pulcro.Los limpiaba con tal morosidad y delicadeza, que parecía un orfebre puliendo una joya.Con cada libro de aquellos que ella me limpiaba, me adentraba yo en un mundo maravilloso que ella no había conocido nunca, ni conocerá, pero sabía que yo debía ir lejos, muy lejos de ella, allí donde ya no tendria posibilidad alguna de hablar conmigo de nada, ella, tan pequeña y humilde,entre sus pucheros y almohadas, y yo tan intelectual, tan soberbio poseedor del lenguaje del poder, y experto en la alambicada retórica con que los amos han acogotado y humillado siempre a los siervos.Pero yo he tratado siempre de usar el instrumento del amo contra el amo, y vengar a mi madre por haber sido privada de tantas cosas por la injusticia tiránica del mundo.Aunque cuando lo pienso mejor, creo que ella siempre gozó de la mayor riqueza, la capacidad de amar a otro más que a sí misma, y vivir en éxtasis generoso hacia los demás, desplegando sin aspavientos ni estridencia ni presunción alguna, el mismo amor, a pequeña escala, que alimenta la trama viviente, a gran escala, dela empresa cooperativa de las generaciones humanas a través de los siglos, y eso es la inmortalidad.Mi madre vive en la inmortalidad del amor, en cambio, nosotros , con todos nuestros privilegios mimosos, que tuvimos gracias a nuestros padres,que lo dieron todo por nosotros, con nuestros viajes, licenciaturas universitarias, nuestros cacharros tecnológicos y banales,nuetras redes sociales, nuestros eventos culturales y entretenimientos hypster y cool, ¿qué engendramos?¿engendramos algo en la belleza, como Platón definía el amor?Mis padres son de una generación que, con sus manos desnudas, en un país que era un muladar de miseria , hambre y represión,pusieron con su esfuerzo las condiciones para el despegue económico y la apertura de oportunidades de vida que después hemos disfrutado nosotros.Pero la herencia admirable que recibimos de nuestros ancestros, cada generación debe merecérsela, hacerla apropia con su propias gestas, agrandarla y lanzarla así aumentada a nuestros descendientes.¿Y nosotros qué hacemos, demostrmos que no vivimos para nuestra panza narcisita y mezquina, sino para grandes ideales mayores que nosotros?¿dejaremos nuestra ejemplaridad como legado a nuestros hijos?Yo sólo veo con qué masoquismo loco nos revolcamos en la vileza, en la calumnia, el insulto y el chismorreo más insubstancial, tiramos nuestra vida por el retrete y saboteamos nuestra última oportunidad de cambio político, antes de caer en el abismo de una cárcel de otros cuarenta años, donde nuestros padres, hermanos y hermanas, e hijos e hijas, y cónyuges, tendrán que llevar una vida oscura de esclavos y sabandijas arrastradas ante los jefes despóticos de un Régimen restablecido que buscará venganza frente a quienes se atrevieron a desafiarlo, y serán arrojados si piedad a una miseria de generaciones.he tenido que soportar cómo personas, antaño razonables de la plaza, se volvían energúmenos vociferantes, que ya no piensan ni anlizan nada, sólo gritan improperios, y lindezas del tipo"que se vaya ala mierda""aplastémoslos como cucarachas", "vete a tomar por el culo", ya sí día tras otro cada hora, cada minuto, cada vez más hundidos en la infamia.¿ya no os respetáis a vosotros mismos?¿no sentís aún un avergüenza abrumadora? Yo espero que los agitadores profesionales , inducidos por dirigentes insensatos de todo signo, y los militantes que, de buena fe, repiten como loros las consignas oídas a los primeros, en quienes confían, sean fulminados como un rayo por una vergüenza y autodesprecio tan intensos que puedan rectificar y evitar su paso por la vida como sombras inútiles y tristes, sin resplandor ni dignidad alguna, saboteando lo mejor de sí mismos con el boicot letal a nuestro partido, y a su través, del país entero, amenazando con privar a millones de personas de su única defensa posible frente ala Troika.
he hablado poco de mi padre, porque no llegué a conocerle muy bien, cuando tenía yo 18 años y había empezado a estudiar primero de medicina, murió en un accidente laboral "in itinere", al atajar, camino de la empresa en que trabajaba , por un tramo peligroso de vía férrea de RENFE, que estaba sin la debida protección de un paso anivel con barrera.otros muchos obreros habían muerto ya allí, atropellados por el tren, y otros más siguieron muriendo después, jamás ningún tipo d Autoridad tomó medidas para arreglar esto, ya que en nuestra sociedad, moderna e ilustrada, la vida de ciertos grupos de población no vale nada.La clase obrera de este país sigue pagando ala brutalidad patronal un severo tributo de sangre,de modo que tres de cada cuatro accidentes mortales en la UE ocurren en España.Sin comentarios.Tras la muerte de mi padre, la empresa pública en que trabajaba, dirigida por altos cargos del PSOE,me comunicó la supresión de mi beca de estudios,ya que"había terminado el vínculo del trabajador con la empresa"(eufemismo burocrático de fina sensibilidad, como se ve, para decir que mi padre había muerto,y, si no trabajaba, ya no financiaba la beca con su esfuerzo productivo).pero hete aquí que la empresa pública de marras era deficitaria, se financiaba no con el output productivo delos empleados vivos, sino a cargo de los presupuestos Generales del Estado, que nutrían también el programa de becas, luego no había razón alguna para suprimir la beca con la muerte del trabajador, ya que no era su trabajo vivo el origen de la financiación de aquélla.los sindicatos, que enegociaban el blindje de las becas frente ala muerte del empleado, me propusieron servirles deariete presentando un areclamación personal.Un gerifalte de la empresa se entreevistó conmigo en su lujoso despacho.Tenía el carnet del PSOE, ya ante mis insistencias bastante molestas, a lo que se ve, montó ne cólera y me soltó una soflama indignada neoliberal, y cómo las empresas debían tener derecho adespedir amiles d etrabajdores de un sólo golpe, si eso aseguraba la viabilidad empresariasl, y esta dureza era lo que traería la prosperidad en una economía d emercado.Recuerdo quee ste tipo cobraba un abultado salario de los presupuestos públicos.En aquel momento me juré que jamás votaría al PSOE,y así hasta hoy,jamás pensé que me hubiera equivocado.Dsede luego me quitaron labeca, y los otros huérfanos d elos siguientes obreros muertos, también se quedaron sin ella.Sobrellevé el dolor por mi conciencia política, que trasmutó la pasión privada en condolencia pública, Al preguntarme yo no "¿cómo puedo librarme de mi dolor?" sino "¿cómo tiene que ser el mundo para que el dolor sea posible en general?¿cómo podemos extirpar el dolor de todos?", Hallé alivio y consuelo, y sufrí una transformación.Al averiguar las causas políticas y colectivas del dolor privado, me libré de él, y desde entonces no abndono el compromiso con la verdad y la justicia, aunque suen algopresuntuoso, la verdad, pero no se me ocurren mejores palabras.Ahora bien, para honrar la memoria y ejemplo de mis padres, para que mi padre no haya muerto en vano, no puedo consentir de ningún modo que la mejor parte de mi destino, aquélla que me hará definitivamente digno de la devoción que mis padres pusieron en mí, es decir, mi impronta en este proyecto político, el mejor delos últimos cuarenta años, mi oportunidad para dejar como legado un mundo mejor que el que recibí;no puedo consentir, decía que dirigentes insensatos, o sus mequetrefes mamporreros, sin cerebro ni corazón , o incautos irreflexivos destruyan y conviertan nuestra casa en un estercolero.para proteger la cadena de ejemplo inspirador entre las generaciones, que hoy pasa por podemos, soy capaz de incendiar el mundo.Todos podéis, en soledad, cuando no valen ya las máscaras, y ya no podéis engañaros,haceros estos mismos razonamientos, identificar lo correcto, cómo podéis dar lo mejor de vosotros mismos, para honrar a vuestros amados, y regalarles la esperanza real de un mundo de hombres y mujeres libres y erguidos, no con el orgullo de la codicia pequeña y sórdida, sino con el amor de un rayo de sol que nos atraviesa atodos y merece perdurar por toda la eternidad.Vosotros elegís, yo ya lo hice, y por eso, ahora, por encima de todo, yo también voto mezclado, porque no quiero revolcarme más en el insulto, la vileza y la calumnia. ¿De que lado estáis?Salud y firmeza.
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2017.01.04 09:57 AdminsSindSheisse O príncipe de Liechtenstein fala sobre democracia e a relação entre o povo e o governo

Nós da Casa Real estamos convencidos de que a monarquia de Liechtenstein é uma parceria entre o povo e a Casa, uma parceria que deve ser voluntária e baseada no respeito mútuo.
O Estado deveria tratar seus cidadãos como uma empresa trata seus clientes. Para isso funcionar, o Estado precisa de competição. Portanto, nós precisamos consolidar o direito já existente de auto-determinação dos povos, ao nível municipal, para que o monopólio do Estado sob seu território seja dissolvido.
Naturalmente, um anarquista irá dizer que um monarca de uma família que reina por séculos não poderia possivelmente ser a favor da dissolução do Estado. Em resposta, eu gostaria de notar que os Príncipes de Liechenstein não são pagos pelos seus deveres como chefes de estado pelos pagadores de impostos. O custo total de nossa monarquia, em contraste com quase todas outras monarquias, é coberto integralmente pelos fundos privados da Casa Real.
Apenas uma democracia direta forte e o fim do monopólio Estatal de seu território transformarão o Estado do terceiro milênio em uma entidade que verdadeiramente serve a seus cidadãos. Este me parece ser o único jeito tal que o Estado não seja utilizado por oligarcas para oprimir e saquear seu povo. Se a democracia indireta é a democracia dos iletrados, então a democracia direta e o direito a auto-determinação ao nível local são a democracia de um povo educado.
O Estado no Terceiro Milênio - Hans-Adam II, príncipe de Liechtenstein
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2016.10.04 10:23 Fisco2015 PUES SI, QUERIDOS COMPAÑEROS, MÁS ARTÍCULOS COMO ESTE http://www.lavanguardia.com/politica/20160905/4164047324/funciona-mejor-espana-sin-gobierno.html SE DEBERÍAN ESCRIBIR. LO MALO, PARA ELLOS LOS POLÍTICOS, ES QUE EL PUEBLO ENTIENDA QUE NO LOS NECESITAMOS.

¿Funciona mejor España sin Gobierno? Los expertos apuntan que el país puede mantener el crecimiento a corto plazo, pero necesita un Ejecutivo que lleve a cabo reformas de calado ¿Funciona mejor España sin Gobierno?De izquierda a derecha, Mariano Rajoy (PP), Pedro Sánchez (PSOE), Pablo Iglesias (Podemos) y Albert Rivera (Ciudadanos) (LVD/Archivo) Comparte en Facebook Comparte en Twitter 13 37 LUIS FEDERICO FLORIO, Barcelona 05/09/2016 00:08 Actualizado a 05/09/2016 18:10 España vive instalada en una realidad sin gobierno. Una situación de interinidad política a la que parece escapar con holgura la economía. Al menos eso transmiten los buenos datos de crecimiento del PIB y consumo familiar, los récords de exportación o la paulatina caída del paro. Sin gobierno, el ‘piloto automático’ y la inercia dominan el día a día.
A corto plazo, la cosa puede funcionar. “La economía depende de las decisiones del sector privado, que en el fondo guía su inversión en términos de demanda o disponibilidad de crédito”, expone Antonio Argandoña, del IESE. “Se ha tendido a exagerar las consecuencias de la falta de Ejecutivo”, cree. Play Mute Fullscreen
Eso sí, no es una situación ideal. Sin gobierno hay cuatro grandes preocupaciones. En primer lugar, la incertidumbre que reina. El segundo es la paralización de la administración pública, con la caída de la inversión en obra pública –del 20% hasta junio- como termómetro. Por otro lado, cierta “ruptura”: “se está dando una división, por un lado van los ciudadanos y por otra los políticos”, dice. Por último, no hay diálogo gobierno-sector privado.
Pese a ello, los expertos coinciden en que a corto plazo la economía aguantará. “La inversión no se ha frenado tanto como se esperaba”, apunta Argandoña. “El foco de la inversión extranjera está centrada en otras problemáticas”, analiza Raymond Torres, director de coyuntura y estadística de la Fundación de Cajas de Ahorros (Funcas). Aquí pesan factores como el Brexit o el estancamiento de Francia e Italia, que juegan a favor de España.
La inversión se mantiene Los expertos mantienen que la inversión no ha huido de España con la falta de Ejecutivo, tal y como se creía tras el resultado del 20D Las razones de crecer sin Ejecutivo
Si se ha conseguido mantener el crecimiento sin gobierno es en gran parte a los factores coyunturales que la impulsan, los llamados ‘vientos de cola’. Torres enumera la caída del precio del petróleo, que ahorra unos 10.000 millones anuales a una economía importadora neta; los bajos tipos de interés, que alivian el coste de las hipotecas y dan un plus de renta a las familias; un contexto turístico muy favorable; y un desendeudamiento de la empresa privada, que puede invertir más.
Se dan mayormente por factores externos, como la política del Banco Central Europeo o el vaivén del mercado del crudo. Aun así, también han ayudado medidas propias para seguir creciendo en la interinidad. Aquí entra en juego el recorte de impuestos del Partido Popular, que ha dado más poder adquisitivo a familias y empresas. También el aumento del gasto en periodo electoral y “un saneamiento del sector bancario que ha resultado en entidades más saneadas, que pueden dar más crédito”, prosigue Torres.
Un modelo pendiente de cambios
Inercias de lado, la falta de gobierno impide sacar adelante reformas estructurales de calado. No se puede plantear una estrategia que haga frente a males perennes como el elevado paro, la abultada deuda, el déficit descontrolado, la necesidad de mejorar de la competitividad, el fomento de la I+D o una educación orientada a la era de la llamada industria 4.0. Unas mejoras que necesitan leyes, y para legislar hace falta un gobierno. “Necesitamos a alguien con visión de futuro porque existen debilidades estructurales que están frenando nuestro crecimiento. Si no se arregla, si no seguimos haciendo reformas, el modelo se estanca. Y España no tiene un modelo económico sostenible y constante”, dice Argandoña.
Tareas pendientes La lucha contra el desempleo, la reforma del sistema de las pensiones o la necesidad de cambiar el sistema educativo “Necesitamos un gobierno estable que encare una agenda económica y reformista que permita que España continúe con el crecimiento económico y la creación de empleo”, sostienen fuentes consultadas de la Confederación Española de Organizaciones Empresariales (CEOE).
Antoni Soy, profesor de Economía de la Universitat de Barcelona (UB), resume a la perfección la problemática. “Sin gobierno no podrá haber política económica, no se puede definir ningún rumbo”, razona. “Parece que la economía va a mejor en términos de PIB y paro, pero aún está muy por detrás de donde estábamos en 2007: hay más desigualdad social y hay más pobreza”, resultados de una salida de la crisis asentada sobre “una devaluación salarial muy importante”. Queda trabajo por hacer, sin un gobierno que se encargue.
La sombra de Bruselas
¿Pero hasta cuándo? El calendario impuesto desde Bruselas podría ser el detonante para la formación de gobierno, apuntan todas las fuentes. El próximo 15 de octubre es la fecha límite para que los estados miembros envíen a la Comisión Europea sus proyectos presupuestarios. Por ahora, se divisa una prórroga de los aprobados en 2016.
“Estamos obligados a presentar las medidas para corregir el déficit público y un proyecto de Presupuestos en consonancia con la nueva senda de consolidación fiscal”, recuerdan desde la CEOE. “España no se puede desentender de un compromiso con Bruselas”, señala Raymond Torres. Para Soy, estar unidos a Europa “condiciona mucho” y resta margen de maniobra para cambiar el modelo económico. Argandoña se muestra más positivo, y sugiere que desde Bruselas “no interesa pasar un año sin Ejecutivo”.
Bruselas aprieta El próximo 15 de octubre es la fecha límite para que los estados miembros envíen a la Comisión Europea sus proyectos presupuestarios La bolsa, al margen
En la bolsa, uno de los ámbitos donde se esperaba más impacto de los meses sin gobierno, no ha hecho tanto daño, al menos si se analizan en conjunto las firmas del Ibex 35. “No está afectando tanto como se podía esperar”, dice Albert Enguix, analista de GVC Gaesco. “Las grandes son dependientes de la situación exterior: las que tienen más peso están con la vista puesta en mercados sudamericanos”. El Brexit o la situación bancaria inciden más que la falta de gobierno.
Algo de dificultad se ha acabado filtrando a las cotizadas. Las compañías de sectores con fuerte regulación lo sienten, como bancos o utilities (eléctricas, sobre todo). Son las entidades financieras las que se juegan más: “la banca necesita un gobierno para culminar la consolidación del sector, que ahora está frenada”.
Es una muestra más de que España precisa un gobierno para consolidar la recuperación. “Podemos aguantar unas terceras elecciones”, confía Torres. Pero si se quiere crecer a largo plazo y con un modelo sostenible, es indispensable un gobierno.
Lo que no tengo claro es eso de que " BRUSELAS APRIETA ". Y digo yo una cosa ¿SI NOSOTROS NOS DEJAMOS APRETAR, NOOOOOOOOO?
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2016.07.05 15:13 srhumo Votantes de Podemos con nostalgia de redil. José Almeida anticipa (09 ABRIL 2016) buena parte de lo que pasó con el millón de votos "perdido".

http://discursiones2.blogspot.com.es/2016/04/cobardes-de-podemos-con-infulas-de.html
Votantes de Podemos con nostalgia de redil Mi padre era un tipo culto, muy culto. También bastante conservador. Intentaba asumir como propios ciertos tics progresistas que, finalmente, incapaz de asimilar, solo le servían como coartada para presentarse ante los demás como liberal, cuando realmente su rigidez intelectual era una prueba inefable de ese intelectualismo nacionalcatólico (no practicante) criado en las faldas del franquismo. Había un detalle de su trayectoria ideológica que, antes o después, siempre aparecía en cualquier diatriba: él había votado al PSOE en el 82, él no se movía (decía) por ideologías maximalistas, él era flexible y si ya no apoyaba a los socialistas era porque le habían decepcionado. Lo decía tan tranquilo, ignorando sin pudor las miserias políticas de aquellos a los que ya por entonces no dejaba de votar. Mientras tanto compró durante toda su vida el ABC, escuchó con avidez las tertulias políticas radiofónicas de los medios de derecha y votó una vez tras otra al PP mientras su vida discurría con placidez, fiel a una visión del mundo "confortablemente" conservadora. Pero eso sí, siempre mantuvo vivo en público el recuerdo de aquel voto en el 82 a Felipe González, un voto ya convertido en leyenda, descontextualizado históricamente, sin referencia alguna al miedo pasado con el intento del golpe de Estado de Tejero, ni al estado de ánimo de un país que, tras la tensión sufrida, intentaba definitivamente tirar hacia delante con una democracia que solo podía identificarse con la renovación que significaba aquel PSOE. De esta manera ese voto a Felipe González en 1982 se convirtió así, para siempre, en su barco de salvación, en su justificación final, en su "ley de Godwin" particular, el arma definitiva con la que podía defender de manera ventajista su posicionamiento ideológico, eminentemente conservador, sin ensuciarse nunca con el fango de las políticas económicas y sociales que defendían aquellos a los que apoyaba con sus votos. Al fin y al cabo ya no podía hacer otra cosa porque, decía, "yo a estos, a los socialistas, a la izquierda, ya los apoyé una vez y me fallaron, no fueron lo que esperaba, ya no me engañan más...".
En los tiempos acelerados que vivimos, y con una legislatura que parece que ha nacido muerta, empiezo a observar una actitud muy parecida a la de mi padre en ciertos simpatizantes y votantes de Podemos. Su voto a Podemos parece haber sido tan iluminador para ellos como aquel voto mítico al PSOE de mi padre. Como si algunos, en un arrebato místico, impelidos por una obligación moral imposible de eludir, casi como haciendo un favor a los jodidos de España, hubiesen votado a la formación morada solo debido al asfixiante hedor provocado por la corrupción, la mediocridad y el fracaso del putrefacto sistema bipartidista español. Pero ahora, pocos meses después, sin que nada haya cambiado, sin que haya un solo atisbo de que los viejos partidos de la casta se hayan regenerado lo más mínimo (parecen más que nunca enrocados en sus estructuras de poder partidista al servicio de los poderes económicos), es como si estuviesen poco a poco cimentando las bases de un relato personal que les permitiese liberarse de ese gran error. El voto a Podemos en las últimas elecciones puede ser el voto más fácilmente interpretable de nuestra democracia desde aquellas elecciones del 82. Si entonces se votó al PSOE como la única forma de terminar de arrancar y consolidar la democracia en España, los cinco millones de votos a Podemos y sus confluencias significaron un grito de rabia ciudadana destinado a finiquitar las putrefactas estructuras políticas del bipartidismo que habían terminado por fagocitar a nuestra democracia poniéndola al servicio de los poderes financieros. En nuestro país la Gran Crisis al final solo tuvo unos claros perdedores: los asalariados, los parados, los pobres. Los de siempre. Pero en muy poco tiempo, parapetados tras la manipulación grosera de los medios de comunicación, de la casta mediática, de los perros carroñeros de cierto periodismo español liderado por El País y su perro fiel, Metroscopia, ciertos votantes de Podemos muestran un indisimulable deseo de renunciar a ese cambio sustancial del sistema que dijeron defender, añorando el redil bipartidista y miserable del que apenas hace unos meses escaparon. Añoran volver poder votar al PSOE, ese partido de extremo centro capaz de renunciar a sus esencias teóricas para pactar con Ciudadanos, el Podemos de derechas construido al servicio del Ibex 35, o incluso, los más puros y castos, volver a votar a IU o a partidos anticapitalistas. Pretenden regresar a la lucha en la que realmente se sienten cómodos: la del discurso, la pose y el postureo. La batalla de salón con contrincantes imaginarios, ese reducto privado progresista (o revolucionario) que tanta gente de izquierda confundió hace años con el escenario de la batalla real, la que se desarrolla en las calles, en las plazas, en los puestos de trabajo y en los despachos donde se validan la políticas económicas que hicieron de manera abyecta cada vez más ricos a unos pocos mientras los de siempre quedaban a merced de los vaivenes de un Mercado en el que realmente jamás participaron.
Es absolutamente bochornoso intuir en ciertas conversaciones cómo algunos votantes de Podemos buscan encontrar excusas absurdas para poder justificar el abandono de la batalla. En el fondo, como le sucediera a mi padre, necesitan construir un artificio intelectual que les permita regresar a terreno conocido, a su lugar natural. Una cosa es construir discursos vacuos contra la derecha y el neoliberalismo y criticar la corrupción intrínseca al sistema y otra es aceptar que la llegada al poder de otra gente (¿de la gente?) realmente significaría un terremoto social cuyas consecuencias podrían, a corto plazo, afectarles a ellos y a su situación económica. Generarles miedo, indefensión contra la máquina capitalista y los mercados. En el fondo, para ellos, Podemos ya ha cumplido su misión: incomodar al sistema obligándole a ser más discreto, menos evidente, más taimado. Ahora debiera tocar pactar, adaptarse y someterse. Como siempre. Por eso se quejan de la arrogancia de Pablo Iglesias, de la inflexibilidad de Podemos, de que pretendan imponer al PSOE un gobierno proporcional (¡pero esto qué es!). No se paran a pensar realmente lo que dicen, no quieren ver que por mucha indignación que imposten su argumentación es basura, no se sostiene, es tan demagógica como los editoriales de El País de donde la consiguen. Es el PSOE el partido que impide intentar un gobierno relativamente de izquierdas por primera vez en la España moderna. Que enmascara su traición tras un pacto con un partido de centroderecha que serviría para desalojar del poder al otro partido de centroderecha. Porque hay que ver lo que cunde el centro político en nuestro país. Todo le cabe. Que todo cambie para que todo siga igual. Esa es la aspiración de todos los partidos que quieren llegar al poder desde ese asfixiante centro ideológico en el que la (in)decencia política sucumbe.
Mi padre votó una vez al PSOE y políticamente le salió tremendamente rentable. Pudo votar a la derecha toda su vida y encima practicar el postureo social. Una parte de los votantes de Podemos parece querer seguir su senda: utilizar su voto a Podemos el 20D como coartada para volver a votar a los partidos de la casta el resto de su vida con el pretexto de que ellos lo intentaron y aquello no funcionó. Sin que ni siquiera haya existido la posibilidad de fracaso.
No sé lo que pasará. Todo indica que habrá nuevas elecciones o gran coalición y que el sistema conseguirá por fin un gobierno afín a sus intereses (que nunca serán los nuestros). Yo les dejo un mensaje a ese votante de Podemos que reniega antes de intentarlo: "disfruta de tu tranquilidad dentro del sistema, campeón. Te la has ganado".
Publicado por José Almeida
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